O Grupo D do Mundial de Handebol Feminino 2025 reúne duas seleções europeias acostumadas a jogar as fases decisivas — Espanha e Montenegro —, uma estreante com crescente projeção regional — Ilhas Faroe — e uma equipe sul-americana que busca sua primeira classificação para a segunda fase — Paraguai. Os jogos acontecem na Arena de Trier, que recebe o Mundial pela segunda vez, oito anos após a última edição realizada na cidade.
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Espanha e Montenegro reacendem uma das rivalidades mais equilibradas do handebol europeu
O duelo entre Espanha e Montenegro é o ponto central do Grupo D. As duas seleções já se enfrentaram nove vezes em competições oficiais, com um equilíbrio raro no cenário internacional: quatro vitórias para cada lado e um empate.
Os confrontos incluem partidas históricas, como a semifinal dos Jogos Olímpicos de Londres-2012, vencida por Montenegro por 27 a 26 — resultado que rendeu ao país sua primeira medalha olímpica. Em 2024, na semifinal do Campeonato Europeu, a Espanha devolveu a derrota com uma vitória por 19 a 18.
Nos Mundiais, a vantagem também é espanhola:
• 2011 (Oitavas, Brasil) – Espanha 23 x 19 Montenegro
• 2019 (Fase de grupos, Japão) – Espanha 27 x 26 Montenegro
O duelo deste Mundial deve novamente ser decisivo para definir a liderança da chave.
Montenegro reforça tradição e chega com elenco em transição
Bronze no Campeonato Europeu 2022 e quartas de final no Mundial de 2023, Montenegro viveu um ciclo de bons resultados, mas chega ao Mundial de 2025 após mudanças no elenco e a ausência da vaga olímpica para Paris-2024. A técnica Suzana Lazovic fará seu primeiro torneio sênior no comando da seleção, após liderar a equipe júnior da China no Mundial sub-20 de 2024.
A equipe tem retrospecto amplamente favorável contra os demais adversários da chave:
• venceu Paraguai por 30 a 25 no Pré-Olímpico de 2024
• venceu Paraguai por 41 a 26 no Mundial 2023
• venceu Ilhas Faroe por 32 a 26 em amistoso/qualificação em outubro de 2024
Montenegro chega com força e experiência para buscar a classificação sem sustos.
Espanha tenta reencontrar estabilidade
A Espanha alternou grandes campanhas nos últimos anos, como as semifinais em 2019 e 2021, com desempenhos bem abaixo do esperado, a exemplo da eliminação precoce no Campeonato Europeu 2024. Sob o comando do experiente Ambros Martin, a seleção passa por uma reconstrução mirando o Mundial de 2029, quando será anfitriã.
Ainda assim, o time chega ao torneio com bom retrospecto recente e larga como favorita a uma das vagas — especialmente por seu histórico dominante contra o Paraguai em Mundiais:
• 29 x 9 em 2013
• 32 x 15 em 2017
As espanhóis nunca enfrentaram as Ilhas Faroe em partidas oficiais.
Ilhas Faroe estreiam em Mundiais e sonham com classificação inédita
As Ilhas Faroe são uma das grandes novidades desta edição. A equipe chega ao seu primeiro Mundial após performances convincentes no cenário europeu, incluindo a 17ª colocação no Campeonato Europeu, em sua estreia na competição, e a vaga conquistada sobre a Lituânia por 65 a 56 no agregado da fase qualificatória.
O time é considerado azarão contra Espanha e Montenegro, mas deve chegar favorito contra o Paraguai na disputa direta pela terceira vaga da chave.
Paraguai busca sua primeira classificação após seis participações
O Paraguai disputa o Mundial pela sexta vez e tenta, pela primeira vez, avançar à segunda fase. A seleção venceu 9 dos 34 jogos que disputou em Mundiais, mas nunca conseguiu escapar da fase preliminar. Seus melhores resultados foram os 21º lugares em 2013 e 2017.
Mesmo com mais experiência internacional que as Ilhas Faroe, o retrospecto sul-americano recente mostra dificuldades contra equipes de maior porte. A chave promete ser desafiadora, mas o duelo contra as estreantes será decisivo para suas ambições.
Panorama geral do Grupo D
Espanha e Montenegro entram como favoritas claras às duas primeiras posições, protagonizando um dos confrontos mais equilibrados do handebol europeu. As Ilhas Faroe chegam embaladas por uma geração competitiva, enquanto o Paraguai busca transformar experiência em uma classificação inédita.
É um grupo com forças bem definidas, mas com jogos que tendem a ser equilibrados — especialmente na disputa direta entre Ilhas Faroe e Paraguai pela terceira vaga.