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Bruna de Paula projeta Mundial com ambição e vê Brasil perto do pódio



Principal jogadora da seleção, Bruna de Paula acredita que Brasil pode mais do que o nono lugar da última edição e se aproximar do pódio



A principal jogadora da seleção brasileira, Bruna de Paula, chega ao Mundial de handebol feminino 2025 com uma mensagem direta: o Brasil tem condições de ir além da nona colocação da última edição e tem tudo para se aproximar do pódio. Em entrevista ao Olimpíada Todo Dia, a armadora reforçou que a equipe está pronta para competir em alto nível e que a primeira fase será decisiva para construir confiança na competição.

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“Minhas expectativas são de fazer melhor do que no último Mundial. Ficamos na nona colocação, mas dava para chegar um pouco mais perto do pódio. Acredito muito no que podemos fazer.”

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Bruna de Paula acredita que a seleção está mais madura do que em 2023 e tem condições reais de disputar posições mais altas.

“Cada jogo é muito importante. Precisamos trabalhar bastante e mostrar dentro de quadra que somos capazes de fazer um Mundial melhor. Vai ser complicado, mas eu acredito.”

Responsabilidade na seleção: “Ajudo com leveza, sendo quem eu sou”

Aos 29 anos, Bruna de Paula se consolidou como referência técnica e emocional da seleção. O papel de liderança é natural, mas ela faz questão de exercê-lo de forma equilibrada. “Como referência do handebol brasileiro, carrego um pouquinho dessa responsabilidade. Pelas experiências que já tive, tento ajudar da melhor maneira dentro e fora da quadra. Faço tudo com leveza, sendo quem eu sou.”

Adversários do Brasil: atenção total antes de pensar em cruzamentos

O Brasil estreia no Mundial contra Cuba e, depois, enfrenta República Tcheca e Suécia. Para Bruna, todos os jogos carregam peso semelhante — especialmente porque o formato do Mundial não perdoa tropeços. “O nosso grupo reúne times que já enfrentamos e conhecemos. Primeiro queremos focar nessa fase inicial e tentar levar todos os pontos possíveis.”

Questionada sobre a possibilidade de cruzar com a campeã olímpica Noruega na segunda fase, ela faz questão de manter o foco na fase de grupos. “Sobre a Noruega, isso é um passo à frente. É uma das seleções mais fortes do mundo, se não a mais forte. Agora nosso foco é a primeira fase; depois, a gente vê o que acontece.”

A líder que vive o mais alto nível do handebol mundial

Bruna de Paula sabe bem do que está falando. A brasileira vive o mais alto nível do handebol mundial em seu dia-a-dia. Ela defende o Gyor, da Hungria, time que ganhou sete das últimas 12 edições da Liga dos Campeões.

A armadora está em sua terceira temporada no clube e já foi campeã duas vezes da Champions. A convivência com atletas de elite e a rotina em um dos clubes mais fortes do planeta ajudam a moldar sua postura competitiva. “Esse começo de temporada foi tranquilo, porque já é minha terceira aqui. Já sei como tudo funciona e conheço o objetivo do clube e a maioria das meninas. Já me sinto em casa.”

Jogar no time mais visado da Europa trouxe também uma visão diferente sobre pressão — algo que Bruna leva para a seleção. “O maior desafio é se preparar para todos os jogos com a mesma intensidade. Todo mundo quer ganhar da gente. Isso é motivador, mas não é fácil. Prefiro estar onde estou do que em outro time tentando ganhar do Gyor.”

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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