A seleção brasileira inicia sua trajetória no Mundial de Handebol Feminino 2025 nesta quinta-feira (27), às 14h (de Brasília), contra Cuba, em Stuttgart. A partida terá transmissão da X-Sports, na TV aberta, SporTV, na TV fechada, e da Cazé TV, no YouTube. É o primeiro passo de uma caminhada que promete fortes emoções em um Grupo G bastante desafiador, que ainda conta com Suécia e Tchéquia.
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A estreia, portanto, tem peso decisivo. Vencer Cuba — adversária historicamente conhecida e tradicionalmente freguês do Brasil — é fundamental para entrar na competição com confiança e encaminhar a classificação à segunda fase.
O momento das cubanas
Cuba chega ao Mundial embalada pelo título da NACHC, o Campeonato da América do Norte e Caribe, conquistado de forma invicta em abril deste ano. Na Cidade do México, a equipe venceu Porto Rico, Canadá, México e Estados Unidos com autoridade, repetindo o desempenho na final contra as mexicanas, quando abriu cinco gols de vantagem no primeiro tempo e fechou o placar em 32 a 21.
Essa força regional contrasta com a realidade mundial recente: desde 1999, as cubanas disputaram apenas quatro edições do torneio e nunca superaram a 21ª posição. Ainda assim, o retorno após seis anos de ausência reacende expectativas, sobretudo por manterem boa parte de suas jogadoras experientes, como a goleira e capitã Niurkis Mora Arias, a ponta direita Gleinys Reyes Gonzales, a lateral Rosa de La Caridad Leal e a jovem Schakira Robert Reinoso.
Comandadas por Jorge Coll Arencibia, técnico que está há quase uma década no cargo, as cubanas baseiam seu jogo na velocidade, na força física e em transições curtas — elementos que costumam incomodar adversários que demoram a se recompor defensivamente. Ainda assim, sofrem com a falta de experiência internacional e com a aposentadoria de nomes importantes da geração anterior.
Um confronto de histórias diferentes
No histórico do duelo, não há equilíbrio: em nove partidas oficiais, o Brasil venceu todas. O único encontro entre as seleções em Mundial foi em 2011, quando a equipe brasileira venceu por 37 a 21. Desde então, os confrontos se concentraram nos torneios continentais, sempre com vitórias brasileiras.
Esse retrospecto favorável não reduz a necessidade de atenção, especialmente em estreia de Mundial. Competição nova, elenco renovado e pressão de início de torneio costumam nivelar o emocional das equipes.
O Brasil que estreia
A seleção comandada por Cristiano Silva chega ao Mundial unindo juventude e experiência. A volta de Alexandra Nascimento, que disputará seu oitavo Mundial aos 44 anos, é um marco. A presença da melhor jogadora do mundo em 2012 fortalece o grupo não apenas tecnicamente, mas emocionalmente — Alexandra traz o peso da história de quem foi campeã mundial em 2013.
Ao lado dela, o Brasil tem talvez sua principal referência do ciclo: Bruna de Paula, em fase excepcional na Europa. A armadora chega ao torneio como uma das atletas mais decisivas do campeonato. Já Gabriela Moreschi e Renata Arruda sustentam uma das melhores duplas de goleiras do mundo.
O desafio nesta estreia será impor ritmo e consistência desde o início. O Brasil tem amplitude tática, maior variabilidade no ataque e defesa mais sólida que Cuba, mas a partida tende a ser marcada por momentos de aceleração cubana, que podem exigir resposta rápida para evitar oscilações.
O que esperar do jogo?
A tendência é de um confronto em que o Brasil detém o controle da posse e do ritmo, explorando superioridade técnica e repertório ofensivo mais completo. Cuba deve tentar reduzir espaços com uma defesa agressiva e acelerar ao máximo as transições, apostando em ataques curtos para surpreender.
Se as brasileiras mantiverem a defesa ajustada e evitarem erros na saída de bola, o favoritismo tende a se confirmar. É a oportunidade ideal para abrir o Mundial com força, consolidar confiança e ajustar detalhes antes dos duelos contra Tchéquia e, principalmente, Suécia.
O jogo pode não ser simples, mas o Brasil chega melhor preparado, mais experiente e com elenco de maior profundidade. A vitória é essencial — e possível — para começar o Mundial no caminho certo.