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Ginástica Rítmica

Camila Ferezin celebra aproximação das ginásticas

Em live com “invasão”, treinadora da ginástica rítmica vê integração das ginásticas como passo importante para as modalidades

Camla Ferezin avalia integração entre ginásticas como fundamental
Camila Ferezin comanda a seleção brasileira desde 2011 (Ricardo Bufolin/CBG)

Inicialmente, a ideia de levar a delegação brasileiras das ginásticas rítmica e artística para Portugal era apenas fazer com que os atletas pudessem retomar as atividades de maneira mais segura. No entanto, as oito semanas da ginástica na Missão Europa devem representar um marco para as modalidades no país, na visão da técnica Camila Ferezin.

Comandante da seleção brasileira de conjunto de ginástica rítmica, a treinadora acredita que a forte integração entre os atletas e comissões das diferentes ginásticas trará benefícios importantes para o desenvolvimento futuro das modalidades.

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“Tem sido uma motivação muito grande para a gente. Antes, estávamos apenas trabalhando de casa e agora conseguimos retornar todas juntas dentro do ginásio. Essa interação entre as ginásticas também tem sido bem importante. A gente passa o que tem de forte da nossa modalidade e vice-versa. Acho que foi um passo bem importante essa convivência e só temos a ganhar com isso”, relatou a treinadora, durante uma live realizada no Instagram do Olimpíada Todo Dia nesta quinta-feira (10).

Compartilhando conhecimentos

Na avaliação de Camila Ferezin, esta aproximação entre a ginástica rítmica e artística ocorrida durante a Missão Europa faz com que as duas modalidades compartilhem as suas metodologias de trabalho e consigam evoluir na hora da preparação das equipes.

“A gente pôde trocar informações importantes. Aqui por exemplo, tivemos a chance de treinar perto do Arthur Zanetti, que é uma referência, e outros atletas da ginástica artística e pudemos aprender bastante com o treinamento de força deles. Por outro lado, pudemos passar pra eles como é feito o nosso trabalho de flexibilidade. Conseguimos fazer essa troca e isso é bem importante para os dois lados”, avaliou a treinadora.

Camla Ferezin avalia integração entre ginásticas como fundamental
Camila Ferozin vê momento como fundamental para a ginástica brasileira (Ricardo Bufolin/CBG)

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O exemplo da forte aproximação das ginásticas acabou sendo reforçado após um episódio cômico ocorrido durante a transmissão. Durante uma das falas de Camila Ferezin, o quarto da treinadora acabou sendo “invadido” por Rebeca Andrade e Flávia Saraiva, atletas da seleção brasileira da ginástica artística.

Saldo positivo

“Daqui pra frente essa relação vai ser diferente. Os atletas estão muito próximos. Todo mundo que trabalha e que é do meio vai ver como essa interação entre as ginásticas é importante. Essa soma, esse ganho será refletido no Brasil todo. Trabalhar lado a lado desses profissionais traz coisas novas para os treinos, e que acrescenta muito no final de tudo”, declarou a treinadora.

Conjunto da Ginástica rítmica na Missão Europa, em Portugal (Divulgação/CBG)

Um teste de fogo para medir os benefícios positivos dessa nova realidade da ginástica brasileira acontece no começo do ano que vem, quando o Brasil precisará disputar Campeonato Pan-Americano de ginástica rítmica para buscar a sua classificação olímpica. Até lá, Camila Ferezin terá algum tempo para seguir a preparação da equipe, capitaneada por Déborah Medrado.

“Um ano a mais com essa seleção tão jovem e qualificada com certeza fará uma enorme diferença. Já é perceptível que houve uma evolução nesse período e vamos trabalhar para evoluir ainda mais”, completou.

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