Entre as seis integrantes do atual conjunto brasileiro, Nicole Pircio é a atleta que está há mais tempo na seleção. A trajetória começou aos 10 anos, em Piracicaba, onde teve contato com a ginástica rítmica por meio de um projeto esportivo da cidade. Pouco depois, mudou-se para Londrina para treinar na Unopar, onde conquistou medalhas em campeonatos brasileiros.
Aos 15 anos, em 2017, Nicole entrou para a seleção brasileira de conjunto após passar pelo período de avaliação da CBG. No ano seguinte, teve sua primeira experiência internacional, na Copa do Mundo de Guadalajara, na Espanha, quando ajudou o Brasil a chegar à final.

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Conquistas internacionais
Em 2019, Nicole disputou seu primeiro Jogos Pan-Americanos, em Lima, e passou a ganhar espaço entre as principais atletas do conjunto. Dois anos depois, aos 18 anos, viveu sua primeira experiência olímpica em Tóquio 2020, quando o Brasil terminou a classificatória em 12º lugar.
Em 2023, Nicole disputou novamente os Jogos Pan-Americanos, em Santiago, tornando-se a única integrante do conjunto atual a ter participado de duas edições da competição. Na ocasião, conquistou o ouro com a equipe brasileira no geral e nas finais por aparelhos. No mesmo ano, esteve no Mundial de Valência, onde o Brasil terminou em sexto no conjunto geral e garantiu, pela primeira vez por meio de um Campeonato Mundial, a classificação olímpica para a edição seguinte.

Em Paris 2024, Nicole Pircio viveu sua segunda Olimpíada. O conjunto brasileiro chegou à competição após uma evolução importante no ciclo, mas terminou em nono lugar e ficou fora da final.
Ciclo vitorioso
Em 2025, Nicole fez parte do conjunto que colocou o Brasil pela primeira vez no pódio de um Mundial adulto. No Rio de Janeiro, as “Leoas” conquistaram a prata no All-Around e na série mista, resultado que marcou um novo momento para a ginástica rítmica brasileira.
Um ano depois, Nicole voltou a fazer história em Frankfurt. O Brasil conquistou o bronze no All-Around, resultado que garantiu a vaga para os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028, e, no dia seguinte, alcançou os dois primeiros ouros do país em Mundiais, nas finais de cinco bolas e do conjunto misto.

Depois de quase uma década na seleção, Nicole chega ao novo ciclo olímpico como uma das referências do conjunto brasileiro. Aos 24 anos, a ginasta acumula duas Olimpíadas, dois Jogos Pan-Americanos e a experiência de ter acompanhado de perto a transformação da equipe, desde os primeiros passos internacionais até os títulos mundiais inéditos conquistados em 2026. Agora, segue ao lado das companheiras na caminhada rumo a Los Angeles 2028.



