O Brasil encerrou o Campeonato Mundial de Ginástica Artística de 2025, realizado em Jacarta, sem subir ao pódio. Foi a primeira vez desde 2017 que o país terminou uma edição do torneio sem medalhas — um jejum que só havia se repetido em 2002, 2009, 2015 e 2017 desde o primeiro pódio brasileiro em 2001.
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Em Jacarta, o Brasil disputou apenas três finais. O melhor resultado foi o de Flávia Saraiva, que ficou em quarto lugar na trave. Caio Souza ficou em sexto nas argolas e 17º no individual geral.
A ausência de Rebeca Andrade, principal nome da ginástica brasileira e campeã olímpica, foi determinante para o Brasil terminar sem pódios. Em agosto, o treinador Francisco Porath confirmou que Rebeca ficaria fora do Mundial, seguindo um planejamento de “destreinamento ativo” para priorizar a recuperação física e mental da atleta. “A gente optou por ela não competir este ano. Dentro do planejamento da Rebeca, este ano seria mais tranquilo. Ativo sim dentro do ginásio, manter a preparação física, a proteção articular, fisioterapia, dores crônicas que ela leva, e vai levar talvez até quando parar a ginástica. É também para a cabeça. Ela não vem ao ginásio obrigada. A Rebeca vem, ela se diverte, ela treina, ela vê as meninas. Ela tá com a rotina de treino mais baixa, mas com a cabeça muito boa”, explicou na época o treinador.
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🥇 O Brasil vinha de seu melhor Mundial da história
O desempenho sem medalhas em 2025 contrasta com o resultado histórico obtido há dois anos. No Mundial de 2023, em Antuérpia, o Brasil teve sua melhor campanha de todos os tempos, conquistando seis medalhas — 1 ouro, 3 pratas e 2 bronzes.
Naquela edição, Rebeca Andrade brilhou com ouro no salto, pratas no individual geral, no solo e com a equipe feminina, além do bronze na trave. Flávia Saraiva completou o quadro com o bronze no solo.
📜 Retrospecto histórico de medalhas brasileiras em Mundiais
Desde a primeira medalha conquistada por Daniele Hypólito em 2001, o Brasil soma uma trajetória de destaque e já conquistou 25 medalhas em Campeonatos Mundiais — 8 de ouro, 9 de prata e 8 de bronze.
Veja o histórico ano a ano:
- 2001 – 🥈 1 prata
- 2002 – sem medalhas
- 2003 – 🥇 1 ouro
- 2005 – 🥇 1 ouro
- 2006 – 🥈 1 prata
- 2007 – 🥇 1 ouro, 🥉 1 bronze
- 2009 – sem medalhas
- 2010 – 🥉 1 bronze
- 2011 – 🥈 1 prata, 🥉 1 bronze
- 2013 – 🥇 1 ouro
- 2014 – 🥈 1 prata, 🥉 1 bronze
- 2015 – sem medalhas
- 2017 – sem medalhas
- 2018 – 🥈 1 prata
- 2019 – 🥇 1 ouro
- 2021 – 🥇 1 ouro, 🥈 1 prata
- 2022 – 🥇 1 ouro, 🥉 2 bronzes
- 2023 – 🥇 1 ouro, 🥈 3 pratas, 🥉 2 bronzes
- 2025 – sem medalhas
🌟 Uma história marcada por pioneirismo e grandes nomes
A trajetória do Brasil em Mundiais começou com Daniele Hypólito, prata no solo em 2001. Dois anos depois, Daiane dos Santos conquistou o primeiro ouro do país, em Anaheim 2003, com o histórico movimento “Dos Santos”.
A sequência de conquistas teve como protagonistas Diego Hypólito, Arthur Zanetti, Arthur Nory, Jade Barbosa, Flávia Saraiva e, mais recentemente, Rebeca Andrade — que se tornou a maior medalhista brasileira da história em Campeonatos Mundiais.