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Treinar acompanhado: como a companhia pode ajudar a manter o exercício

Treinar acompanhado pode facilitar a rotina de exercícios? Veja como amigos, família e grupos podem ajudar na constância.

Começar uma atividade física pode ser relativamente simples. O desafio muitas vezes aparece depois: encontrar uma maneira de manter o exercício na rotina.

Para algumas pessoas, uma alternativa é não fazer tudo sozinha.

Treinar com um amigo, participar de uma aula coletiva, caminhar com um familiar ou entrar em um grupo esportivo pode transformar a atividade física em um compromisso compartilhado.

A companhia não é uma fórmula para garantir a regularidade. Algumas pessoas preferem treinar sozinhas e se sentem mais confortáveis dessa maneira. Para outras, ter alguém por perto pode facilitar a decisão de sair de casa e cumprir o horário combinado.

O apoio social é estudado justamente por sua relação com a prática de atividade física. Pesquisas brasileiras encontraram associação entre o suporte recebido de familiares e amigos e a realização de exercícios e caminhadas.

Por isso, quando o assunto é criar uma rotina de exercícios, vale olhar também para as pessoas que fazem parte dela.


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Por que ter companhia pode fazer diferença?

Quando duas pessoas combinam de realizar uma atividade, existe um compromisso compartilhado.

Uma caminhada deixa de ser apenas uma decisão individual e passa a envolver outra pessoa.

Isso pode ser útil para quem costuma adiar o exercício ou tem dificuldade para manter horários.

A companhia também pode tornar a atividade mais agradável.

Uma conversa durante uma caminhada, por exemplo, pode fazer com que o exercício seja percebido como um momento de convivência, e não apenas como uma obrigação.

Esse aspecto pode ser importante principalmente para quem não gosta de ambientes tradicionais de academia.

É diferente de treinar com um personal?

Sim.

Um profissional de Educação Física pode orientar o planejamento e a execução dos exercícios.

Treinar acompanhado de um amigo ou familiar tem outra função.

Nesse caso, a companhia pode oferecer incentivo, interação e compromisso social.

Uma pessoa não precisa substituir a outra.

É possível ter orientação profissional e, ao mesmo tempo, realizar parte das atividades com alguém.

Caminhar com outra pessoa é uma boa opção?

Pode ser uma das maneiras mais simples de começar.

Duas pessoas podem combinar um horário e escolher um percurso adequado.

A atividade não precisa começar com grandes distâncias.

Quem está retomando os exercícios pode começar com períodos menores e aumentar progressivamente conforme se adapta.

O importante é que o ritmo seja compatível com as pessoas envolvidas.

Não faz sentido transformar uma caminhada conjunta em uma competição.

O objetivo é criar uma oportunidade de movimento que possa ser repetida.

E para quem quer correr?

A companhia também pode ajudar, mas exige alguns cuidados.

Corredores do mesmo nível podem combinar treinos e percursos.

Quando os níveis são muito diferentes, porém, talvez seja melhor estabelecer momentos separados ou adaptar a atividade.

Um iniciante não precisa acompanhar o ritmo de quem já corre há anos.

Uma alternativa é combinar apenas parte do treino.

Duas pessoas podem começar juntas, cada uma seguir seu ritmo e se encontrar novamente no final.

Assim, a companhia continua presente sem transformar o treino em uma disputa.

Pedalar em grupo funciona?

O ciclismo tem uma característica que favorece a prática coletiva.

Grupos podem combinar percursos, horários e pontos de encontro.

Além da atividade física, o pedal pode se transformar em um momento de convivência.

Mas segurança deve estar no centro da escolha.

O percurso precisa ser adequado ao nível dos participantes, e equipamentos de segurança devem fazer parte da prática.

Também é importante que iniciantes não sejam pressionados a acompanhar grupos muito mais rápidos.

O melhor grupo não é necessariamente o maior ou o mais veloz.

É aquele em que a pessoa consegue pedalar de maneira compatível com sua experiência.

E quem prefere musculação?

Também é possível ter companhia na academia.

Duas pessoas podem combinar os mesmos dias e horários, mesmo que seus treinos sejam diferentes.

Uma pode estar trabalhando força enquanto a outra segue um programa diferente.

O objetivo não precisa ser executar exatamente os mesmos exercícios.

A simples presença de outra pessoa pode funcionar como um compromisso para comparecer à academia.

Ao mesmo tempo, cada praticante deve seguir uma orientação adequada ao seu próprio nível e objetivo.

Aulas coletivas podem ser uma alternativa

Quem não tem amigos para treinar pode encontrar companhia em aulas coletivas.

Dança, yoga, lutas, ginástica, treinamento funcional e outras atividades oferecem ambientes nos quais as pessoas praticam juntas.

Nesse caso, a interação acontece mesmo sem que exista uma amizade anterior.

Para algumas pessoas, isso pode facilitar a criação de uma nova rotina social.

Também pode ser uma maneira de experimentar modalidades diferentes antes de escolher uma atividade para praticar com mais frequência.

E os esportes coletivos?

Futebol, vôlei, basquete e outros esportes já têm a interação como parte da própria atividade.

Isso pode ser interessante para quem gosta de competição recreativa e convivência.

Mas existe uma diferença entre praticar um esporte para lazer e participar de uma competição de alto nível.

Quem está começando deve procurar ambientes compatíveis com sua experiência.

Uma partida recreativa pode ser uma boa maneira de se movimentar e socializar.

Não é necessário transformar toda prática esportiva em busca por desempenho.

A família também pode participar

A companhia não precisa vir de amigos.

Pais e filhos podem caminhar juntos.

Casais podem escolher uma atividade para fazer aos fins de semana.

Irmãos podem marcar um treino.

Avós e netos podem encontrar atividades compatíveis com suas idades e possibilidades.

A vantagem é que o exercício passa a fazer parte de um momento compartilhado.

Isso pode ser especialmente interessante para pessoas que têm dificuldade de encontrar tempo para cuidar da própria rotina.

E se ninguém puder acompanhar?

Não é preciso abandonar a atividade.

A companhia pode ser uma ferramenta, mas não deve virar uma condição para fazer exercício.

Se ninguém estiver disponível, a pessoa pode manter o treino individualmente.

Também existem grupos, clubes, academias, projetos comunitários e assessorias esportivas que permitem conhecer outras pessoas interessadas na mesma modalidade.

Outra possibilidade é combinar diferentes formatos.

Uma pessoa pode correr sozinha durante a semana e participar de um grupo aos finais de semana.

O grupo precisa ter o mesmo objetivo?

Não.

Duas pessoas podem treinar juntas mesmo buscando coisas diferentes.

Uma pode estar interessada em melhorar o condicionamento.

Outra pode simplesmente querer aumentar o nível de atividade física no cotidiano.

O importante é alinhar expectativas.

Se uma pessoa quer correr para competir e outra prefere caminhar tranquilamente, talvez seja necessário adaptar o encontro.

A companhia funciona melhor quando não existe pressão para que todos tenham o mesmo desempenho.

Quando a companhia começa a atrapalhar?

Também pode acontecer.

Se o grupo cria pressão excessiva, comparação constante ou sensação de obrigação, o efeito pode ser contrário ao desejado.

A pessoa pode começar a associar o exercício a cobrança.

Por isso, é importante respeitar limites individuais.

Treinar junto não significa fazer tudo igual.

Cada pessoa tem seu ritmo, sua experiência e suas necessidades.

Um grupo saudável é aquele que incentiva sem transformar a prática em uma competição permanente.

E para quem está começando do zero?

A companhia pode ser especialmente útil para reduzir a sensação de estar perdido.

Um iniciante pode se sentir mais confortável ao chegar a um local acompanhado.

Ainda assim, é importante buscar orientação quando houver dúvidas sobre execução dos exercícios, intensidade ou progressão.

Amigo não substitui profissional qualificado.

A função da companhia é oferecer apoio e tornar a experiência mais agradável.

A orientação técnica continua sendo outra questão.

Como montar uma rotina de treino acompanhado?

Comece de maneira simples.

Escolha uma atividade que as duas pessoas gostem.

Depois, definam um dia e horário que sejam realmente possíveis.

Não é necessário começar treinando cinco vezes por semana.

Um ou dois encontros já podem servir como ponto de partida.

Também vale estabelecer um plano alternativo para os dias em que alguém não puder comparecer.

Assim, a falta de uma pessoa não significa necessariamente a interrupção da rotina da outra.

O compromisso pode virar hábito

Uma das vantagens de combinar uma atividade com alguém é transformar o exercício em um compromisso recorrente.

Toda terça-feira pode ser dia de caminhada.

Todo sábado pode ser dia de pedal.

Toda quarta pode ser o dia da aula coletiva.

Com o tempo, aquele horário passa a fazer parte da agenda.

O exercício deixa de depender exclusivamente de uma decisão tomada naquele momento.

Isso pode facilitar a construção de uma rotina.

Companhia não é obrigação

Nem todo mundo precisa de um parceiro de treino.

Algumas pessoas preferem silêncio, autonomia e flexibilidade.

Outras gostam da interação e precisam de um compromisso externo para manter a regularidade.

As duas formas podem funcionar.

O mais importante é encontrar uma estratégia que permita continuar praticando atividade física.

Para quem gosta de estar acompanhado, amigos, familiares, grupos e aulas coletivas podem ser aliados.

Para quem prefere independência, treinar sozinho continua sendo uma ótima opção.

O melhor parceiro é aquele que ajuda a continuar

A companhia não precisa ser responsável pelo desempenho de ninguém.

Seu principal papel pode ser muito mais simples: ajudar a pessoa a aparecer para o treino.

Um amigo que espera para caminhar.

Um grupo que se encontra para pedalar.

Uma família que reserva o fim de semana para uma atividade.

Uma turma que se reúne para uma aula.

São formas diferentes de colocar o movimento dentro da vida cotidiana.

No fim, não existe uma fórmula única para manter uma rotina de exercícios.

Mas, para quem gosta de compartilhar experiências, ter alguém para treinar pode transformar uma atividade isolada em um compromisso que dá vontade de repetir.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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