Siga o OTD

Bem-Estar Todo Dia

 

Esporte na terceira idade: como escolher uma modalidade para começar

Quer começar um esporte depois dos 60? Veja como escolher uma modalidade considerando preferências, rotina, segurança e nível de condicionamento.

Começar um esporte depois dos 60 anos pode ser uma maneira de incluir mais movimento na rotina, conhecer pessoas e encontrar uma atividade que seja prazerosa. E não existe uma modalidade obrigatória para quem chega à terceira idade.

Caminhada, natação, dança, ciclismo, musculação, esportes coletivos e diversas outras práticas podem fazer parte da rotina de uma pessoa idosa. A escolha depende de fatores como preferência pessoal, experiência anterior, condições do local, disponibilidade de tempo e características da atividade.

O mais importante é não tratar a idade como uma barreira para começar.

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas idosas sejam fisicamente ativas e destaca que a atividade pode contribuir para autonomia, independência, equilíbrio, força muscular, sono, socialização e bem-estar.


Mais sobre treino

Existe um esporte ideal depois dos 60?

Não.

Uma pessoa de 65 anos que sempre gostou de nadar pode ter uma relação completamente diferente com o exercício de alguém que prefere caminhar, dançar ou jogar vôlei.

Por isso, a escolha não deve começar pela pergunta “qual é o melhor esporte para idosos?”.

Uma pergunta mais útil é: qual modalidade combina comigo e consigo praticar com segurança e regularidade?

O gosto pessoal importa.

Quando a atividade é agradável, existe maior possibilidade de ela se tornar parte da rotina.

Como escolher uma modalidade?

Um bom ponto de partida é lembrar das atividades que a pessoa já praticou.

Quem jogava futebol pode gostar de voltar a praticar uma modalidade coletiva em uma intensidade adequada.Quem sempre gostou de bicicleta pode optar por pedalar.Quem prefere atividades individuais pode experimentar caminhada, natação ou musculação.

Também é possível começar algo completamente novo.

Dança, yoga, tênis, vôlei adaptado e outras modalidades podem despertar interesse mesmo em quem nunca teve contato com elas.

Não é necessário ter sido atleta para começar um esporte depois dos 60.

E quem nunca praticou esporte?

Também pode começar.

Nesse caso, a adaptação merece atenção especial.

O Ministério da Saúde orienta que pessoas idosas que estão iniciando uma rotina de atividade física comecem devagar, com atividades leves, e aumentem progressivamente a duração e a intensidade.

Isso vale para diferentes modalidades.

Quem decide começar a caminhar não precisa sair fazendo longas distâncias.Quem escolhe musculação não precisa começar levantando grandes cargas.Quem quer nadar pode começar com sessões mais curtas.

O objetivo inicial é conhecer a atividade e permitir que o corpo se acostume progressivamente à nova rotina.

Caminhada é uma boa porta de entrada?

Pode ser.

A caminhada tem uma vantagem prática: pode ser realizada em diferentes ambientes e permite controlar facilmente o ritmo.

Também pode ser uma oportunidade para conhecer melhor o próprio nível de condicionamento antes de experimentar outras modalidades.

Mas isso não significa que todo idoso precise começar caminhando.

Se a pessoa tem interesse em dança, natação, bicicleta ou outro esporte, pode procurar uma forma adequada de começar diretamente nessa atividade.

O melhor primeiro passo é aquele que faz sentido para a pessoa.

E a musculação?

A musculação pode fazer parte da rotina de pessoas idosas.

O treinamento de força é especialmente relevante porque a manutenção da força muscular ajuda nas tarefas do cotidiano.

Levantar de uma cadeira, carregar compras, subir escadas e realizar diferentes movimentos dependem da capacidade de produzir força.

A musculação também pode ser adaptada de acordo com o nível de experiência.

Quem nunca treinou deve aprender os movimentos e progredir gradualmente, de preferência com acompanhamento de um profissional de Educação Física.

Não é necessário buscar grandes cargas para que o treinamento faça parte da rotina.

Natação ou hidroginástica?

Atividades realizadas na água podem ser interessantes para quem gosta desse ambiente.

Natação e hidroginástica são modalidades diferentes, mas ambas podem proporcionar movimento durante a semana.

A escolha pode depender do objetivo e da preferência.

Quem gosta de nadar pode aprender ou aperfeiçoar os diferentes estilos.

Quem prefere uma atividade coletiva e orientada pode encontrar na hidroginástica uma alternativa.

Também vale considerar fatores práticos, como distância até a piscina, horários disponíveis e custo.

Uma atividade excelente no papel pode não funcionar se for difícil encaixá-la na rotina.

E a dança?

A dança combina movimento e interação social.

Esse aspecto pode ser especialmente interessante para pessoas que não gostam de ambientes tradicionais de academia.

Existem diferentes estilos e níveis de dificuldade.

Forró, dança de salão, ritmos brasileiros e outras modalidades podem ser praticados em diferentes formatos.

Além da movimentação, as aulas podem criar oportunidades de convivência.

O próprio Ministério da Saúde destaca a socialização como um dos aspectos relacionados à prática de atividade física na terceira idade.

Por isso, para algumas pessoas, o ambiente social pode ser tão importante quanto a modalidade escolhida.

Dá para praticar esporte coletivo?

Sim.

Esportes coletivos também podem fazer parte da rotina depois dos 60.

A modalidade, porém, pode precisar de adaptações de acordo com o nível dos participantes.

Caminhadas em grupo, vôlei adaptado, basquete recreativo, futebol em formatos apropriados e outras atividades podem ser alternativas.

Nesse caso, o ambiente também merece atenção.

Um grupo formado por pessoas com níveis muito diferentes pode não ser a melhor opção para quem está começando.

Encontrar uma turma com ritmo compatível pode tornar a experiência mais agradável.

Como saber se a modalidade combina com você?

Algumas perguntas podem ajudar:

Eu gosto dessa atividade?

Se a resposta for não, talvez seja difícil manter a prática.

Consigo chegar facilmente ao local?

Quanto mais complicada for a logística, maior pode ser a dificuldade para manter a rotina.

O horário funciona para mim?

Uma atividade disponível apenas em um horário incompatível com a rotina pode não ser sustentável.

O ambiente é adequado?

Vale observar iluminação, piso, equipamentos, acessibilidade e estrutura do local.

O ritmo da turma é compatível?

Isso é especialmente importante para quem está começando.

E se houver alguma limitação física?

Nesse caso, a escolha deve considerar as características individuais.

Ter uma limitação não significa que a pessoa precise abandonar a atividade física.

Pode ser necessário adaptar movimentos, intensidade, duração ou ambiente.

O Ministério da Saúde recomenda respeitar os limites do corpo e procurar a equipe de saúde diante de dor ou mal-estar.

Para quem possui uma condição de saúde específica ou passou muito tempo sem praticar atividade física, conversar com um profissional de saúde pode ajudar a definir a maneira mais adequada de começar.

Segurança também entra na escolha

O ambiente faz diferença.

Uma caminhada ao ar livre, por exemplo, deve considerar o piso, o trânsito, a iluminação e as condições climáticas.

Na piscina, é importante observar a estrutura e o acesso ao local.

Na musculação, os equipamentos precisam estar em boas condições e ser utilizados corretamente.

Em esportes coletivos, o nível de contato e a intensidade da atividade também devem ser considerados.

A ideia não é evitar desafios.

É escolher um ambiente no qual seja possível aprender e evoluir gradualmente.

O esporte precisa ser intenso para funcionar?

Não.

A intensidade deve ser adequada ao nível de condicionamento e ao objetivo da pessoa.

Uma pessoa que está começando pode precisar de uma atividade mais leve.

Com o tempo, a duração e a intensidade podem ser aumentadas de maneira progressiva.

Isso é diferente de tentar acompanhar alguém que já pratica a modalidade há anos.

O ritmo de cada pessoa deve ser respeitado.

Quantos dias por semana?

O Ministério da Saúde recomenda que pessoas idosas pratiquem atividade física regularmente e apresenta referências de volume semanal, mas a distribuição pode variar.

Para quem está começando, o mais importante é construir uma rotina possível.

Não é necessário tentar fazer tudo de uma vez.

Uma pessoa pode começar com poucos dias e aumentar gradualmente conforme ganha confiança e adaptação.

Também é possível combinar modalidades.

Por exemplo, caminhada em alguns dias e exercícios de força em outros.

É possível trocar de esporte?

Claro.

Experimentar uma modalidade e descobrir que ela não agrada faz parte do processo.

Talvez uma pessoa comece na academia e perceba que prefere nadar.

Outra pode experimentar caminhada e depois se interessar por dança.

Não existe obrigação de permanecer na primeira atividade escolhida.

O objetivo é encontrar uma prática que possa fazer parte da vida.

Como começar sem transformar isso em obrigação?

Uma estratégia é experimentar.

Antes de comprar equipamentos caros ou fechar um plano longo, vale conhecer uma aula ou atividade introdutória quando houver essa possibilidade.

Converse com quem já pratica.

Observe o ambiente.

Veja se o horário funciona.

Preste atenção em como você se sente durante e depois da atividade.

Essas experiências ajudam a escolher com mais segurança.

O melhor esporte é aquele que cabe na vida

Depois dos 60, começar um esporte não precisa significar buscar performance ou competir.

Pode significar encontrar uma nova atividade, sair de casa, movimentar o corpo e ampliar a convivência social.

A caminhada pode ser a melhor escolha para uma pessoa.

Para outra, será a natação.

Para outra, a musculação, a dança, o ciclismo ou um esporte coletivo.

Não existe uma modalidade universalmente ideal.

Existe aquela que combina com as preferências, possibilidades e necessidades de cada pessoa.

Começar devagar, respeitar a própria evolução e escolher uma atividade prazerosa são passos importantes para transformar o esporte em parte da rotina.

A terceira idade não precisa representar o fim da vida esportiva.

Para muita gente, pode ser justamente o momento de experimentar uma modalidade que nunca havia feito parte da vida.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

Mais em Bem-Estar Todo Dia