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Darlan Romani Jogos Olímpicos de Tóquio

Tóquio 2020

Darlan Romani faz a melhor marca do ano e fica em quarto na Olimpíada

Quinto lugar na última Olimpíada, Darlan Romani começa bem, mas vê adversários alcançarem marcas histórias e fica em quarto em Tóquio 2020.

Wagner Carmo/CBAt

Darlan Romani faz a melhor marca do ano e fica em quarto na Olimpíada

Foi quase. Na decisão do arremesso de peso, Darlan Romani chegou a figurar no pódio em dado momento, mas acabou sua participação nos Jogos Olímpicos de Tóquio com a quarta colocação com 21.88m, sua melhor marca do ano, na madrugaa desta quinta-feira (5). O ouro ficou com Ryan Crouser, dos Estados Unidos, que estabeleceu o novo recorde olímpico da prova com 23.30m.

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Como foi o dia do atletismo

Na final mais esperada do dia pelos brasileiros, Darlan Romani começou com tudo. Logo em seu primeiro arremesso, o brasileiro conseguiu a marca de 21.88m e se colocou entre os três primeiros colocados da prova. Em sua segunda tentativa, Darlan viu Tomas Walsh, da Nova Zelândia, melhorar e, sem conseguir melhorar a sua marca, foi para a terceira rodada como o quarto colocado.

Depois de não conseguir melhorar sua marca em dois arremessos, Darlan Romani chegou para o tudo ou nada no último. Precisando de 22.19m para ser bronze, o brasileiro não conseguiu melhorar. Na última tentativa nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Darlan terminou com 20.70m e ficou com o quarto lugar.

Wagner Carmo/CBAt

Na prova, Ryan Crouser fez história. Sempre se mantendo acima dos 22.50m em todas as tentativas de arremesso, o americano quebrou algumas vezes o recorde olímpico da prova e terminou com o ouro com 23.30m. A prata ficou com Joe Kovacs, também dos Estados Unidos, com 22.65m, e o bronze foi da Nova Zelândia com 22.47m.

“Com certeza não era o resultado que eu queria. Não consigo nem falar ainda. A gente sonha, corre atrás e isso acontece. Cada um nas suas condições, eu tenho uma condição no Brasil, eles têm outras nos Estados Unidos e na Nova Zelândia, não sei como são as condições individuais de cada um, as minhas condições para o resultado que eu tenho são boas, ano passado em março estava bem, a milhão, ia fazer uma temporada excelente, entrou a pandemia, tive que operar (hérnia de disco), passei COVID, não foi fácil pra gente. É difícil falar, cada um é cada um. Eu me dedico ao máximo. Ele (treinador) foi pra Cuba, teve problemas dele particulares no Brasil, perda da esposa. A gente filma o treino e manda pra ele. Ele dá as opiniões, mas não tem o que fazer, é uma condição que Cuba está lá, está fechada, ele não conseguiu sair. A gente tentou de tudo, o COB, a Confederação, eu, estou correndo atrás de outra alternativa para levar ele pro Brasil. Todo dia falamos disso”, comentou Darlan.

4x100m feminino faz melhor marca do ano, mas é eliminado

Na bateria classificatória do 4x100m rasos feminino, o time brasileiro não conseguiu avançar para a semifinal. Com o quarteto sendo formado por Bruna Farias, Ana Claudia Lemos, Vitória Rosa e Rosângela Santos, completou a prova com a marca de 42s15, a melhor marca do país na temporada 2021, na quinta colocação, e ficou fora da decisão. 

“Foi realmente muito forte, a gente conseguiu fazer as passagens, não pisamos na linha, que era uma preocupação muito grande do time, mas a gente deu o nosso melhor, foi o melhor da temporada, talvez se a gente tivesse competido um pouquinho antes. Isso faltou um pouco pra gente, por conta da pandemia. Não conseguimos colocar o time que iria correr junto, em uma competição. Nós fizemos isso no Rio e em Londres e em Pequim, mas saímos satisfeitas. Lógico, a gente queria ir para a final, demos o nosso melhor, mas não deu”, comentou Rosângela Santos após a prova dos 4x100m rasos.

4x100m masculino também fica de fora

O time formado por Felipe Bardi, Rodrigo Nascimento, Derick Silva e Paulo André conseguiu uma corrida de recuperação. Depois de uma largada não tão boa, os brasileiros cresceram e se colocaram entre os quatro primeiros. Já na última passagem do bastão, Paulo André recebeu e tentou buscar uma das três primeiras colocações, não conseguiu e acabou sendo ultrapassado nos metros finais. Desta forma, mesmo com a melhor marca da temporada, o 38s34 não foi suficiente para a vaga na final.

Wagner Carmo/CBAt

“Corremos mal. Nosso desempenho não foi o melhor. Nas passagens acredito que tenham sido boas, tem coisas para ajustar, mas dentro do padrão do Brasil, mas nossa corrida hoje não adequada. Mas saímos de cabeça erguida, a pandemia nos afetou bastante”, comentou Rodrigo Nascimento.

“A gente fez o que o treinador mandou. A verdade é que o revezamento é composto de muitas coisas, não só de passagem de bastão. A nossa é excelente, a gente consegue fazer uma passagem boa, mas não tem muito o que dizer em relação à técnica. O que o time errou foi na perna, a gente não estava com uma boa perna para correr o 4x100m. No bastão a gente tem treinado, agora é trabalhar para chegar em Paris com nosso melhor, o que a gente fez em Paris e em Doha e chegar bem em Paris. De aprendizado fica que a gente tem que estar pronto aqui. Os últimos anos foram vitoriosos, a gente não pode também tirar o mérito das vitórias que conseguimos nos últimos anos, mas tem que haver mudança pelo menos da minha parte, mas acho que posso falar também pelo grupo todo, a gente pode fazer mais. Tudo tem sua primeira vez, Jogos Olímpicos não permitem erro e a gente tem que sentar e analisar para chegar em Paris 100%”, disse Paulo André.

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Felipe dos Santos no decatlo

Depois de terminar a primeira metade das provas do decatlo na 12ª colocação, Felipe dos Santos começou a segunda parte das disputas da modaldiade bem. Na disputa dos 110m com barreiras, o brasileiro completou a dusputa com a marca de 13s46, na sétima colocação de sua bateria. Desta forma, o brasileiro somou 901 pontos e assumiu a 10ª posição.

Wagner Carmo/CBAt

Contudo, logo na sequência, o brasileiro não foi bem no arremesso de disco. Ao conseguir 39.77m, Felipe foi o décimo colocado geral de seu grupo e acabou ciando na classificação geral do decatlo para a 13ª posição. Já no salto com vara, Felipe teve seu pior resultado. Passando somente pelo 4.60m, o brasileiro terminou no décimo lugar de seu grupo, somou 790 pontos e terminou a oitava prova do decatlo com o 16º lugar geral.

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