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Assunção-2025

 

Homens do nado artístico buscam espaço nos Jogos Olímpicos



Bernardo Barreto e Bernardo Santos são alguns brasileiros fazendo história no nado artístico, que ainda não teve homens em Jogos Olímpicos



Bernardo Santos e Bernardo Barreto na disputa do acrobatico do nado artístico no Mundial de Esportes Aquáticos de 2025
(Foto: Sátrio Sodré/CBDA)

Dois Bernardos estão fazendo história para o esporte brasileiro. No Mundial de Esportes Aquáticos, que aconteceu em julho deste ano, o Brasil foi o único país a contar com dois homens em uma mesma apresentação. Bernardo Barreto e Bernardo Santos compuseram a equipe na disputa do acrobático, em que o Brasil ficou em 16º lugar. 

Mas eles não estão sozinhos nessa trajetória. Eles seguem o caminho de dois pioneiros de Mundiais de Esportes Aquáticos: Renan Souza disputou em 2017 e 2019, e já ganhou medalhas no circuito internacional; e Fabiano Ferreira, em 2022. Ou ainda, o de Murilo Cunha, que participou do Mundial Juvenil de 2022 e medalhou nos primeiros Jogos Pan-Americanos Júnior. Em Cali-2021, Murilo foi bronze ao lado de Celine Rangel no dueto misto. Já Bernardo Barreto, de 19 anos, repetiu o feito em Assunção-2025 na mesma prova, formando uma dupla com Eduarda Mattos. 

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Bernardo Santos e Bernardo Barreto na disputa do acrobatico do nado artístico no Mundial de Esportes Aquáticos de 2025
Bernardo Santos e Bernardo Barreto na disputa do acrobatico do nado artístico no Mundial de Esportes Aquáticos de 2025 (Foto: Sátiro Sodré/CBDA)

Após o bronze no Pan Júnior Assunção-2025, Bernardo Barreto contou um pouco de sua experiência no Mundial de Singapura. “Foi bem legal, porque eu ainda estou no último ano júnior e já competi no mundial sênior. A gente consegue ver os melhores países do mundo e aprender um pouco assistindo. As russas, as espanholas, são muito boas”, disse Bernardo.

Ele segue na expectativa de uma participação masculina em Jogos Olímpicos. O esporte conta com apenas duas provas – dueto e equipe –, que sempre foram femininas. Desde Paris-2024, cada país pode ter até dois homens em sua equipe. Apesar da expectativa, nenhum homem foi selecionado, mas cada vez mais países têm incluído homens em suas formações nos torneios internacionais. 

Torcida fez a festa com dueto misto

Em Singapura, Dennis Gonzalez Boneu foi bronze pela Espanha nas disputas do acrobático e do livre, mas não integrou a prova técnica. Nos Jogos Olímpicos, a medalha é definida após a soma das três provas. Um dos medalhistas do Mundial, Diego Villalobos Carrillo, bronze no técnico individual masculino, liderou o México em Assunção-2025 ao ouro tanto no dueto misto quanto na equipe mista. Sua apresentação, ao lado de Nayeli Mondragon, empolgou bastante a torcida do Centro Aquático, que de forma geral, apoiou todos os duetos.

“A nível mundial, as disputas mistas estão crescendo muito, o nível está subindo. Para Los Angeles, se confirmou que não será possível, mas oxalá que para os próximos Jogos se inclua a prova porque acho que é muito linda. Mexe muito com o público, com os juízes, enfim, não pode ficar fora dos Jogos Olímpicos”, disse ao Olimpíada Todo Dia em Assunção.

Interessado em cinema, esporte, estudos queer e viagens. Se juntar tudo isso melhor ainda. Mestrando em Estudos Olímpicos na IOA. Estive em Tóquio 2020.

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