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Jogos Olímpicos de Inverno

OTD Cultural: livros, docs e filmes esportivos na quarentena

Indicações de hoje têm autobiografia de um Prêmio Nobel da Paz, a história de cinquentões que podem voltar aos ringues e uma boa opção para se ver com crianças

Indicações de hoje tem luta contra segregação racial, 2016 curiosidades olímpicas e desconstrução de esteriótipos (montagem OTD)

pandemia do novo coronavírus vem mudando drasticamente as nossas rotinas. Para evitar a propagação do vírus, que ocorre de maneira muito rápida, as autoridades mundiais têm pedido para que a população pratique o distanciamento social em casa. E nós do Olimpíada Todo Dia seguimos tentando ajudar indicando livros, documentários e filmes esportivos para você aproveitar nessa quarentena.

Nessa sexta-feira (17), comemoramos quatro meses de OTD Cultural. Desde março, já superamos as 60 indicações. A lista completa encontra-se após as dicas de hoje. Para achar um título facilmente, utilize os atalhos do teclado CTRL/COMMAND + F

O OTD Cultural é atualizado sempre às sextas-feiras, com três dicas – de um livro, um doc e um filme esportivo – de uma vez. Se você tiver alguma sugestão, pode nos enviar através do nosso Instagram, facebook ou twitter.

DICAS DO DIA (17/7)

LivrOTD: LIVROS ESPORTIVOS

LONGO CAMINHO ATÉ A LIBERDADE

O livro indicado de hoje é uma autobiografia de uma pessoa que não foi atleta e nem teve sua fama atrelada ao esporte, mas que, mesmo assim, influenciou muito mundo esportivo. Trata-se de “Longo Caminho Até a Liberdade”, escrito pelo sul-africano Nelson Mandela, uma das figuras mais importantes do Século XX e que completaria 102 anos de idade se estivesse vivo nesse sábado (18).

Longo Caminho até a Liberdade mostra relação de Mandela com outros esportes

Em muitos momentos de sua vida, Mandela mostrou afinidade com os esportes. O mais famoso deles ocorreu na Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, em uma história já contada aqui no OTD Cultural. Em “Longo caminho até a liberdade”, entretanto, Mandela revela sua paixão por outros esportes, em especial pela corrida e pelo boxe. Sobre o último esporte, inclusive, o ex-presidente da África do Sul e ganhador do Prêmio Nobel da Paz descreve:

“Eu não gosto da violência do boxe como a ciência por trás dele. Eu ficava intrigado como uma pessoa pode mover seu corpo para se proteger, atacar e recuar, o ritmo do lutador quando está em uma luta… O boxe é igualitário. No ringue, idade, cor e fortuna são irrelevantes… Eu nunca lutei depois que entrei para a política. Meu maior interesse era o treinamento. Eu acho o treinamento rigoroso uma excelente forma de aliviar o stress. Depois de um treino extenuante, eu me sentia mentalmente e fisicamente mais leve.”

A autobiografia, como era de se esperar, faz alusão ao famoso episódio da Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, que Mandela usou como estratégia para unificar um país dominado pelo caos, racismo e violência e que é retratado no filme “Invictus”.

Evidente que nesse livro escrito em 1994, o foco não é o esporte, e sim a fascinante trajetória de um homem que ficou quase três décadas preso por lutar por direitos iguais entre negros e brancos. Mandela relata a evolução de sua consciência política, o papel importante que desempenhou na fundação da Liga da Juventude do ANC, os anos dramáticos de vida na clandestinidade – que em 1964 conduziram a uma sentença de prisão – e o quarto de século repleto de acontecimentos que viveu atrás das grades.

OTDoc: DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS

CHAMPS

Quem não viu Mike Tyson em ação e tem apenas lembranças do ex-lutador atuando em filmes de comédia americanos como Se Beber Não Case, tem obrigação de assistir a esse documentário.

De 2014, “Champs” é narrado por três grandes boxeadores e ex-campeões mundiais que ajudaram o esporte a ter visibilidade e grande audiência pelo mundo:  Mike Tyson, Evander Holyfield, e Bernard Hopkins. Os três relatam suas aventuras dentro e fora dos ringues, bem como momentos marcantes em suas carreiras.

Há quase 23 anos, um dos episódios mais marcantes da história do nobre esporte acontecia em Las Vegas, durante o combate entre Mike Tyson e Evander Holyfield, pelo título de campeão mundial de boxe. Na ocasião, Tyson mordeu a orelha de Holyfield suficientemente forte a ponto de arranchar um pedaço.

Em maio desse ano, circularam rumores sobre um possível reencontro entre os hoje cinquentões Tyson e Holyfield. Ambos estão em excelente forma e agradariam muito os fãs de boxe saudosos da chamada época de ouro vivida nos anos 1990.

Aos 54 anos, Mike Tyson segue em boa forma (Reprodução/Weibo)

O interessante do documentário é o lado fora dos ringues dos três ex-campeões. Suas histórias pessoais e o modo como lidam com a fama e veem o esporte são pontos interessantes para aqueles que não são lá muito fãs da modalidade.

FilmOTD: FILMES ESPORTIVOS

ASTERIX E OBELIX NOS JOGOS OLÍMPICOS

Adaptação dos famosos quadrinhos criados pelo francês René Goscinny em 1959 e que é baseado no povo gaulês e seus conflitos contra o Império Romano.

No filme, lançado em 2008, Apaixonadix sonha em se casar com a princesa Irina. Para tanto ele precisa vencer os Jogos Olímpicos, organizados por Júlio César na Grécia. Porém, além de seu porte físico, ele precisa enfrentar como oponente Brutus, que sonha substituir César e deseja vencer os jogos de qualquer maneira. Para conseguir enfrentar este desafio, Apaixonadix conta com a ajuda de Asterix e Obelix, que vão com ele para a Grécia e o ajudam na competição.

“Asterix e Obelix nos Jogos Olímpicos” está longe de ser uma obra prima do cinema, mas é uma ótima opção para se assistir com as crianças durante as férias escolares na pandemia. Além disso, é interessante para tomar conhecimento das modalidades olímpicas, bem como alguns personagens clássicos da história mundial.

Confira abaixo as outras dicas de livros, docs e filmes esportivos dados por nós ao longo das últimas semanas

FilmOTD: FILMES ESPORTIVOS

Todos os filmes indicados no OTD Cultural até agora. Para achar um título facilmente, utilize os atalhos do teclado CTRL/COMMAND + F

FilmOTD: FILMES ESPORTIVOS

OS SUPER PATOS

Na sexta-feira passada, as indicações tiveram temática infantil pelo fato de estarmos no mês de julho, tradicionalmente o das férias escolares em um mundo livre de uma pandemia. Hoje, damos mais uma boa dica para assistir com as crianças em casa.

Os Super Patos é uma trilogia de filmes da Disney que marcou gerações nos anos 1990. Você poderá, portanto, entreter os pequenos por mais tempo nesse final de semana.

O primeiro filme, lançado em 1992, é centrado em Gordon Bombay, um ex-jogador de hóquei que se envolve em um acidente de carro e é sentenciado a prestar serviços comunitários como treinador de hóquei em um distrito carente. Sob os cuidados de Bombay, o fracassado time acaba se tronando um time de campeões.

Com táticas como o “V Voador” e treinamento com ovos no gelo, o filme foi um hit da época. O sucesso do primeiro filme foi tão grande que levou a Disney a produzir mais dois, um em 1994 e outro em 1996. Para promover o lançamento do terceiro filme, os estúdios animados mais famosos do mundo decidiram criar uma série em desenho animado.

A Disney foi além após o sucesso do primeiro filme. Em 1993, fundou uma equipe de hóquei em Anaheim, na Califórnia. Os Mighty Ducks of Anaheim. O time foi aprovado pela NHL e começou a disputar a liga, mas nunca figurou entre os melhores. A empresa vendeu a franquia em 2005 e por uma ironia do destino, os Mighty Ducks – agora chamados apenas de Anaheim Ducks – acabaram sendo campeões um ano depois.

PATETA NAS OLIMPÍADAS

Um dos filmes mais clássicos da Disney, “Pateta nas Olimpíadas” marcou diversas gerações. É difícil encontrar alguém com mais de 20 anos de idade que não tenha gargalhado ao assistir as trapalhadas de um dos personagens mais queridos de todos na prática dos esportes olímpicos.

Pateta nas Olimpíadas foi lançado um ano antes dos Jogos Olímpicos de Barcelona-1992 e introduz a história das Olimpíadas e suas modalidades ao telespectador, com Pateta sempre se metendo em enrascadas.

Popular no Brasil, Pateta foi escolhido pelos artistas brasileiros como o protagonista da primeira história Disney especial publicada pela Editora Abril sobre as Olimpíadas. A história foi chamada de “Pateta Olímpico”, publicada em 1972, às vésperas da Olimpíada de Munique, e é a versão impressa do desenho animado feito por Walt Disney em 1942. Essa animação, inclusive, faz parte do filme “Pateta nas Olimpíadas” (veja abaixo).

É um filme muito bom para se ver com crianças e para dar boas risadas. De quebra, adquire-se conhecimento olímpico, o que sempre é bom.

Bônus nostálgico

Não encontramos o filme disponível na íntegra, porém nos deparamos com a abertura da fita VHS, padrão de todos os filmes da Disney dos anos 1990. Se você é mais velho e nostálgico, prepare-se para quase derramar lágrimas. E lembre-se: Exija Fita Selada.

100 METROS

Nadar 3.8 km em águas abertas, pedalar por mais 140 e no final ainda correr os 42.2 km de uma maratona é uma tarefa para pouquíssimos. Fazer isso sendo portador de Esclerose Múltipla então, chega a beirar a loucura e o limite do possível.

Mas foi isso que o espanhol Ramón Arroyo fez. Publicitário sedentário, Arroyo foi diagnosticado com a doença aos 35 anos de idade. Abalado, foi procurar tratamento, e foi desencorajado por um outro paciente portador da doença: “em pouco tempo você não conseguirá caminhar nem 100 metros”. Ele não poderia estar mais errado.

O filme mostra a trajetória de superação de Ramón Arroyo até a conclusão da prova do Ironman, a mais famosa e desafiadora prova de triathlon do mundo. Além da inspiradora história, a produção espanhola mostra a construção da relação do protagonista com seu sogro, de quem nunca foi muito amigo.

Disponível no Netflix, é uma boa chance de ver um bom filme em outra língua que não seja inglês e português.

BOLEIROS, ERA UMA VEZ O FUTEBOL

Um dos melhores filmes já feitos no cinema brasileiro. Boleiros, Era Uma Vez o Futebol…, é um filme que não fala de um jogo específico do esporte mais popular do Brasil, mas sim do futebol como um todo e dos personagens que o compõe.

O foco é no treinador, no técnico, no árbitro, nos torcedores e em muitos outras figuras da esfera futebolística. É ambientado em um bar paulistano e retrata os personagens contando seis “causos” do esporte bretão deliciosos de serem vistos. Alguns são cômicos, outros duros, mas todos interessantes de se ver.

DIa do Cinema Brasileiro
Boleiros, Era Uma Vez o Futebol. (reprodução)

Dirigido por Ugo Giorgetti, o filme de 1998 teve baixo custo de produção, mas entrega uma grande obra riquíssima em detalhes e personagens de diferentes classes sociais ligadas pelo amor ao futebol.

O elenco dispensa comentários. Rogério Cardoso, Adriano Stuart, Flávio Migliaccio, Lima Duarte, Otávio Augusto, Cassio Gabus Mendes, Marisa Orth, Denise Fraga, João Acaiabe, Oswaldo Campozana, Antônio Grassi, André Abujamra, Elias Andreato, dentre outros, ajudam a engrandecer ainda mais a produção da obra.

FEWER PITCH

Uma comédia romântica que retrata uma das histórias mais marcantes da Major League Baseball (MLB). Fewer Pitch, chamado de “Amor em Jogo” no Brasil, se passa em 2004 e conta a história de Ben Wrightman (Jimmy Fallon), um torcedor fanático do Boston Red Sox, time que à época vivia uma seca de títulos que já durava 86 anos.

Um dia, Ben conhece Lindsey Meeks (Drew Barrymore), uma executiva respeitada no mercado que só pensa em trabalho. Os dois começam a sair e Ben a convida para assistir a um jogo dos Red Sox. Ela, que não entende nada sobre beisebol, aceita e acaba se divertindo. A trama vai se desenrolando junto com a temporada da MLB, que termina com o Red Sox como campeão.

O filme de 2005 é uma adaptação de um livro de 1992 para o mercado americano. A obra original, escrita por Nick Hornby, britânico e fanático pelo Arsenal, relata experiências da vida do autor com partidas do time da capital inglesa. Como o beisebol é mais popular do que o futebol nos Estados Unidos, a história de Amor em Jogo foi reescrita.

JERRY MAGUIRE – A GRANDE VIRADA

Uma dos filmes românticos mais clássicos dos Estados Unidos, Jerry Maguire foi filmado em 1996 e estrela Tom Cruise e Renée Zelweger, dois consagrados atores de Hollywood.

A obra conta a história de Jerry Maguire, um agente de atletas que tem uma crise de consciência sobre o ramo esportivo e decide diminuir seu número de clientes, ficando com apenas um. A vida pessoal de Maguire também começa a se desintegrar quando ele fica dividido entre amor e dinheiro nesta metáfora sobre a necessidade de dinheiro e poder.

O filme foi inspirado no agente esportivo Leigh Steinberg, que atuou como consultor na produção. Foi um enorme sucesso de crítica, sendo indicado para sete Oscars em 1996, incluindo melhor filme, melhor diretor, melhor ator para Tom Cruise e melhor ator coadjuvante para Cuba Cooding Jr., único a sair com a estatueta. Foi o nono filme de maior bilheteria de 1996, arrecadando mais de 270 milhões de dólares.

42: A HISTÓRIA DE UMA LENDA

Na Major League Baseball (MLB), nenhum jogador de nenhum time pode utilizar o número 42 nos jogos. No dia 15 de abril, entretanto, todas as equipes e atletas utilizam o número 42 por uma única vez. Isso ocorre por conta do americano Jackie Robinson, jogador cuja biografia é contada em 42: A História De Uma Lenda.

O jogador entrou para a história do esporte ao se tornar o primeiro negro a atuar na MLB, a única grande liga americana dos Estados Unidos na década de 1940 e 1950. A história centra-se principalmente na temporada de 1947 de Jackie Robinson no Brooklyn Dodgers, e um pouco sobre a temporada de 1948 com o Montreal Royals.

42: A História de Uma Lenda conta a história do primeiro atleta negro a jogar na MLB
42: A História de Uma Lenda conta a história do primeiro atleta negro a jogar na MLB (reprodução)

A obra de 2013 conta como o jogador entrou no time e o preconceito sofrido por todos os lados, incluindo de seus companheiros de equipe, que se recusavam a jogar com um negro. As cenas retratadas são de mais de 70 anos atrás, mas, infelizmente, se assemelham bastante ao que se vê nos dias de hoje.

Mais do que “o primeiro negro a atuar em uma grande liga americana”, Jackie Robinson foi um grande jogador. Com números e estatísticas expressivas, entrou para o Hall da Fama do beisebol. Em 1997, teve sua camisa aposentada pela MLB. Sete anos depois, ganhou o “Jackie Robinson Day”, dia em que, como dissemos, todas as equipes vestem o seu tradicional número 42.

O filme foi bem recebido pela crítica. No Rotten Tomatoes, um dos principais veículos americanos para a crítica da indústria audiovisual, a aprovação é de 80%. O consenso geral é de que “42 é um filme inspirador e respeitoso da biografia de um grande influenciador do esporte americano, ainda que seja um pouco tradicional demais em alguns pontos.”

SOUL SURFER

No dia em que Luiza Fiorese descobriu que tinha câncer, sua melhor amiga lhe indicou que assistisse a um filme. Triste e abatida com a notícia e receosa com a possibilidade de ter de abandonar o handebol, a atleta jamais poderia imaginar que iria assistir a algo que a motivaria na batalha contra a doença e que lhe permitisse seguir com a vida de maneira normal.

Baseado na autobiografia da surfista americana Bethany Hilton, que perdeu um braço após um ataque de tubarão em 2003 e voltou ao esporte um ano depois,O filme inspirador de Luiza chama-se Soul Surfer. Mostra a rápida ascensão de Bethany no surfe até o ataque sofrido e que lhe tirou o braço esquerdo, quando a atleta tinha apenas 13 anos de idade. Retrata também o modo como ela lidou com toda a situação e com a mídia, além do imenso apoio de seus pais na luta para voltar ao mar.

” É um filme contado de uma forma muito bonita. De uma superação linda. Desse filme eu tirei uma frase que eu levo para a minha vida inteira: ‘Não precisa ser fácil; basta ser possível’. Durante o tratamento, eu a repetia dias e dias. E ela ficou como se minha. Eu vou até tatuá-la, para marcar a minha pela. É por isso que Soul Surfer é tão especial para mim,” revelou a atleta.

Luiza Fiorese

“Tem uma parte no filme em que a Bethany fala que nunca imaginou que parar de surfar ia mostrar para ela que o surfe não é a coisa mais importante na vida dela. O que mais importa é o amor. E isso me ajudou muito a ter de largar o handebol, que eu praticava à época,” completou Luiza Fiorese.

RAÇA

O filme que conta a história de um dos personagens mais marcantes da história dos Jogos Olímpicos.

Quando começou a praticar atletismo nos Estados Unidos, o americano Jesse Owens jamais poderia imaginar que desafiaria um dos maiores tiranos da história da humanidade. Negro, o atleta chegou aos Jogos Olímpicos de Berlim-1936 no auge das ideias nazistas de Adolph Hitler, que insistia em dizer que a raça branca era superior a qualquer outra.

Chocando Hitler e toda a Alemanha Nazista, Jesse Owens levou a medalha de ouro nos 100 e 200 metros rasos, no salto em distância e no revezamento 4×100 m.

Dirigido por Stephen Hopkins, Raça não foi muito aclamado pela crítica, mas é um relato interessante sobre uma das histórias mais marcantes da história das Olimpíadas e conta com boas atuações do elenco. Stephan James ( o ator que representa Owens), por exemplo, levou o prêmio de melhor ator no Canadian Screen Awards de 2017.

INVICTUS

Uma das mais bonitas histórias de luta contra o racismo de todos os tempos. Invictus retrata a conquista da Copa do Mundo de Rúgbi de 1995 pela África do Sul, organizada no país, em cacos após anos de regime de segregação racial.

1995 marcou o primeiro ano do mandato presidencial de Nelson Mandela, preso por 27 anos por lutar contra o regime de segregação racial do país. Tendo de enfrentar problemas como crime, pobreza e a divisão entre negros e brancos, Mandela tem uma ideia para tentar unir a África do Sul: um título da seleção no Mundial daquele ano. Seu principal aliado nessa missão é o capitão da equipe Francois Pienaar e o fullback Chester Williams, único do negro do elenco.

À medida em que o campeonato avança, o rúgbi, esporte mais popular entre os brancos, começa a ser apreciado também pelos negros e o país passa a torcer junto.

Dirigido por Clint Eastwood, um dos maiores diretores da história de Hollywood, e interpretado pelos consagrados atores Morgan Freeman (Nelson Mandela) e Matt Damon (Francois Pienaar), Invictius é um filme rico em detalhes, além de ser um relato fiel ao título dos Springboks, apelido da seleção sul-africana de rúgbi.

Recebeu boas avaliações da crítica e teve indicações de Damon e Freeman ao Oscar de 2009 nas categorias de melhor ator e melhor ator coadjuvante, respectivamente. Nenhum dos dois saiu com a estatueta, entretanto.

COACH CARTER – TREINO PARA A VIDA

O filme de 2005 foi indiciado pela atleta do handebol Paty Matieli. Conta a história de Ken Carter, dono de uma loja de artigos esportivos que aceita ser o técnico do time de basquete de sua antiga escola, localizado em um bairro pobre da cidade.

Diferentemente de seu antecessor, Carter tem uma metodologia muito rígida, e faz com que os alunos interessados em jogar basquete assinem um contrato que os obriga a se vestir bem, ter boas notas e agir de forma educada sempre. O esquema funciona e o time passa a vencer todos os jogos, se tornando a sensação da cidade.

Estrelado por Samuel L Jackson, é um filme baseado na história de Ken Carter, que em 1999 foi manchete nos Estados Unidos após suspender o seu time, invicto até então, por notas ruins de seus jogadores na escola.

Coach Carter rendeu boa repercussão perante ao público e acabou sendo um sucesso de bilheteria. É bastante lembrado por jogadores de basquete, principalmente por conta das jogadas introduzidas pelo técnico, sempre com nome de alguma de suas ex-namoradas.

A GUERRA DOS SEXOS

Na última quarta-feira (22) o suíço Roger Federer fez um importante apelo pela igualdade de gêneros no tênis ao pedir a junção da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) com a Associação de Tênis Feminino (WTA).

Muitos tenistas apoiaram a iniciativa do suíço, incluindo uma das maiores defensoras da causa desde os anos 1970. Billie Jean King.

O filme Guerra dos Sexos conta uma história da tenista americana. Considerada à época como uma “feminista chata”, Billie Jean viva defendo o direito de homens e mulheres receberem as mesmas quantias em premiações nos torneios de tênis.

Filmes Esportivos - A Guerra dos Sexos

A atleta, com 29 anos à época, aceitou um desafio de um excêntrico milionário de 55 anos que mudou o patamar do tênis feminino. Bobby Riggs, com 55 anos, disse que venceria Billie Jean em um estádio lotado, na frente das câmeras.

O duelo, batizado de “Batalha dos Sexos”, ocorreu no dia 20 de setembro de 1973 e teve um público de aproximadamente 90 milhões de pessoas ao redor do mundo.

Segundo a crítica, o filme esportivo por Valerie Faris e Jonathan Dayton faz um retrato fiel ao evento e tem boas atuações de Emma Stone, como Billie Jean King, e Steve Carrell, como Bobby Rigs. Ambos receberam indicações de melhor atriz e ator no Globo de Ouro de 2018.

FILMES ESPORTIVOS – UM SONHO POSSÍVEL

Um filme para os fãs de esporte olímpico que também gostam da bola oval do futebol americano.

De 2009, Um sonho Possível conta a história de Michael Oher (Quinton Aaron) um jovem negro, filho de uma mãe viciada em drogas e que não tinha onde morar.

Sendo atlético e tendo um grande talento esportivo, Oher é um dia avistado pela milionária família de Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock), andando em direção ao estádio da escola para poder dormir longe da chuva. Michael recebe de Liegh Anne um convite que iria mudar para sempre a sua vida e o levaria a entrar na NFL, principal liga dos Estados Unidos.

O filme esportivo dirigido por John Lee Hancock é baseado em uma história real. Michael Oher de fato chegou a NFL e atuou na linha ofensiva do Baltimore Ravens.

A história é bastante inspiradora e quebradora de preconceitos. A personagem interpretada por Sandra Bullock, muitas vezes retratada como vilã em filmes de Hollywood por seu estereotipo, é aqui o grande destaque da trama. Sua convincente atuação lhe rendeu o Oscar de melhor atriz em 2010. Foi a primeira estatueta da carreira da atriz famosa por interpretar a Miss Simpatia nas telonas.

O elenco de apoio também ajuda muito e o filme atrai risadas e lágrimas ao mesmo tempo. Foi indicado ao Oscar de melhor filme em 2010, mas acabou não vencendo.

FILMES ESPORTIVOS – EU, TONYA

O filme esportivo de 2017 dirigido por Craig Gillespie conta a história da patinadora artística Tonya Harding, famosa por atacar sua rival Nancy Kerrigan nos Jogos Olímpicos de Inverno de Lillehammer-1994, na Noruega.

Filmes esportivos – Eu Tonya recebeu três indicações ao Oscar de 2017

A patinadora interpreada por Margot Robbie cresceu se destacando no esporte, mesmo aturando os maus-tratos e humilhações por parte da agressiva mãe (Allison Janney). Entre altos e baixos na carreira e idas e vindas num relacionamento abusivo com Jeff Gillooly (Sebastian Stan), a atleta acaba envolvida num plano durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1994.

Exibido em forma de documentário tragicômico, Eu Tonya retrata bem a mais famosa história dos Jogos Olímpicos de 1994 e proporciona ao espectador grandes atuações, principalmente de Allison Janney, vencedora do Oscar de melhor atriz coadjuvante de 2017. Margot Robbie foi indicada como melhor atriz, mas não venceu.

FILMES ESPORTIVOS – ALI

O filme esportivo de 2001 conta a história de dez anos dos 74 vividos por Muhammad Ali, o maior boxeador da história. É situado entre os anos de 1964 a 1974, onde diversos eventos marcaram a vida de Ali. Entre eles, seu título mundial dos pesos pesados, a conversão ao islamismo, as constantes críticas à Guerra do Vietnã, o seu banimento do boxe e o retorno para enfrentar Joe Frazier.

Os melhores docs esportivos, livros esportivos e filmes esportivos para se ver na quarentena - Ali

Muito bem dirigido, Ali é um show a parte para quem gosta de boas atuações. Will Smith, ator que interpreta o boxeador, foi indicado ao Oscar, mas acabou não vencendo. O filme recebeu ainda outra indicação: Jon Voight, veterano ator americano, foi nomeado para melhor ator coadjuvante.

HOMENS BRANCOS NÃO SABEM ENTERRAR

Um dos filmes esportivos mais clássicos para os fãs de basquete que além do esporte, fala de amizade, relações raciais – um tema sempre tabu nos Estados Unidos – e o cenário de relações entre gangues de rua.

A comédia de 1993 conta a história de Billy Hoyle (Woody Harrelson) e Sidney Deane (Wesley Snipes), dois homens que se consideram os melhores jogadores de basquete de Los Angeles. Eles decidem unir forças e passam a enganar seus competidores, fingindo que Billy nada sabe sobre o esporte, quando na verdade, sabe. Entretanto, a parceria pode chegar ao fim devido a gângsters que estão atrás de Billy, que lhes deve dinheiro.

FILMES ESPORTIVOS – PREFONTAINE – UM NOME SEM LIMITES

O filme esportivo de 1997, dirigido por Steve Lewis, conta a trágica história do americano Steve Roland Prefontaine (Jared Leto), corredor especializado nas provas de longa distância. Detentor de recordes na Universidade do Oregon, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Cáli, em 1971. Por pouco não faturou uma medalha nos Jogos Olímpicos de Munique-1972.

Para buscar a revanche em 1976, Prefontaine recusa uma oferta milionária e continua trabalhando como bartender. Na época, existiam regras duras no esporte olímpico, proibindo profissionais de participarem dos Jogos Olímpicos. Só que ele acaba falecendo após um trágico acidente.

FILMES ESPORTIVOS – DESAFIO NO GELO

Filme de 2004, dirigido por Gavin O’Connor e produzido pelos estúdios Disney. Ele conta a história de uma das maiores zebras ocorridas nos esportes coletivos dos Jogos Olímpicos de inverno e de verão.

Desafio no Gelo é um filme sobre o ex-atleta de hóquei no gelo Herb Brooks (Kurt Russell). Cortado da equipe americana dos Jogos Olímpicos de Squaw-Valley-1960, que venceu a medalha de ouro, ele nunca desistiu do sonho de ser campeão olímpico. Quase 20 anos depois, já como treinador, Herb recebe um convite para treinar a equipe americana de hóquei nos Jogos de Lake Placid-1980.

O técnico seleciona 26 jovens atletas para realizar um objetivo praticamente impossível: derrotar a equipe da União Soviética. Na época, tetracampeã olímpica e considerada imbatível.

FILMES ESPORTIVOS – SPACE JAM – O JOGO DO SÉCULO

Um dos filmes esportivos mais icônicos dos anos 1990, Space Jam, de 1996, coloca o coelho Pernalonga e toda a sua a turma dos Looney Toones junto com os principais atletas da NBA à época, incluindo Michael Jordan, considerado por muitos como o maior jogador da história do basquete.

Na trama, alienígenas querem que Pernalonga e sua turma tornem-se a principal atração de um parque de diversões em seu planeta natal. Prestes a ser capturado, Pernalonga propõe um jogo de basquete em troca de sua liberdade. Os extra-terrestres aceitam, mas como não são habilidosos, decidem ir a Terra para roubar as habilidades dos jogadores da NBA e formam o temível time dos Monstars, aparentemente imbatível. Mas Pernalonga consegue o reforço do melhor jogador da liga do Chicago Bulls para a disputa do “Jogo do Século”.

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Mas cuidado: em determinado momento do filme, você começará a se questionar se ele é realmente de 1996 ou de 2020, tamanha a semelhança com o momento que vivemos hoje. O roubo das habilidades dos jogadores da NBA por parte dos alienígenas causa um medo de um vírus global, semelhante ao coronavírus. Os atletas do Los Angeles Lakers se recusam a entrar em quadra e utilizam máscaras de proteção. Vale lembrar que na semana passada, A NBA suspendeu a atual temporada por tempo indeterminado após saber que um de seus jogadores, o francês Rudy Gobert, do Utah Jazz, havia contraído o coronavírus. Confira a “previsão do coronavírus”abaixo:

FILMES ESPORTIVOS – CARRUAGENS DE FOGO

O filme britânico de 1981 é um dos mais aclamados da história do cinema olímpico. Recebeu sete indicações ao Oscar e venceu três estatuetas, incluindo a de melhor filme.

Às vésperas das Olimpíadas de 1924, em Paris, a equipe de atletismo da Grã-Bretanha vai em busca do sonho olímpico. Dois atletas pretendem integrar a equipe: Eric Liddell (Ian Charleson), um missionário escocês que corre em devoção a Deus, e Harold Abrahams (Ben Cross), um britânico judeu que enriqueceu recentemente e deseja provar sua capacidade para a sociedade de Cambridge. Às suas respectivas maneiras, totalmente diferentes, os dois se preparam para correr a prova dos 100 metros, mas Lidell se recusa a competir, alegando que a prova ocorreria no domingo, considerado um dia santo em sua religião.

A trilha sonora é inesquecível e certamente você já ouviu o tema principal do filme em algo relacionado ao esporte olímpico em sua vida. Na abertura dos Jogos de Londres-2012, o ator Rowan Atkinson, famoso por interpretar o personagem Mr Bean, fez uma sátira de Carruagens de Fogo ao vivo no Estádio Olímpico de Londres. Relembre:

FILMES ESPORTIVOS – JAMAICA ABAIXO DE ZERO

Provavelmente um dos primeiros filmes esportivos relacionados aos Jogos Olímpicos de Inverno que vem à cabeça, ao menos de quem cresceu vendo a Sessão da Tarde nos anos 1990 (incluindo este repórter que vos escreve) e falando “eins ,zwei, drei!” (“um, dois, três!”, em alemão) assim que qualquer trenó inicia sua descida em uma prova.

Baseado em uma história parcialmente real, o filme de 1993 mostra que só o fato de estar presente nos Jogos Olímpicos e poder competir é mais importante do que a vitória em si.

Jamaica Abaixo de Zero conta a história de Enrico “Irving” Blitzer (John Candy), atleta do bobsleigh que caiu em desgraça após colocar pesos extras no seu trenó na disputa dos Jogos Olímpicos de Inverno de Sapporo-1972 e se mudou para a Jamaica. Anos depois, Derice Bannock (Leon), um jamaicano filho de um antigo amigo de Irvin e velocista do atletismo, não consegue classificação para a prova de 100 metros rasos dos Jogos Olímpicos de Verão de Seul-1988 por conta de um acidente. Obcecado em chegar aos Jogos, monta uma improvável equipe de bobsleigh de um país sem tradição algum no esporte que sobre a supervisão de Blitzer, consegue a classificação para a Olimpíada de Inverno de Calgary-1988, no Canadá.

A história do treinador é fantasiosa, mas a classificação jamaicana para os Jogos Olímpicos de Inverno de 1988 de fato aconteceu. O quarteto formado por Dudley Stokes, Devon Harris, Michael White e Freddy Powe acabou não terminando a descida na pista de Calgary. A equipe jamaicana conseguiu classificação para mais três edições dos Jogos, em 1992, 1998 e 1994, quando terminaram na 14ª colocação em Lillehammer, na Noruega, a melhor da história até hoje.

FILMES ESPORTIVOS – MUNIQUE

O filme de 2005 conta a história de um dos momentos mais tristes da história dos Jogos Olímpicos. Dirigido pelo consagrado diretor Steven Spielberg, Munique relata os eventos que seguiram o Massacre de Munique de 1972, o atentado terrorista ocorrido em 5 de setembro daquele ano e que ficou marcado após onze integrantes da equipe olímpica de Israel terem sido pegos como reféns e mortos pelo grupo terrorista palestino Setembro Negro. 

O enredo conta a história de um esquadrão do Mossad – o serviço secreto de Israel – , liderado por Avner Kaufman (Eric Bana), requisitado para caçar e matar os terroristas responsáveis pelo assassinato dos atletas israelenses.

Munique recebeu seis indicações ao Oscar de 2006, incluindo melhor filme e melhor diretor, mas acabou sem nenhum prêmio. É o mais pesado dos filmes esportivos citados anteriormente, mas cativante e interessante de seguir.

FILMES ESPORTIVOS – FOXCATCHER – UMA HISTÓRIA QUE CHOCOU O MUNDO

Mais recente dos filmes esportivos citados até aqui, Foxcatcher é um filme de 2014 dirigido por Bennett Miller, vencedor do prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes de 2014, que aborda a relação de amor e ódio entre um atleta de wrestling e seu treinador.

O filme é baseado na história real do campeão olímpico na luta greco-romana nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-1984 , Mark Schultz (Channing Tatum), que sempre viveu às sombras de seu irmão mais velho, David (Mark Ruffalo), também campeão olímpico em Los Angeles, e que é tratado como uma lenda no esporte. Em um dia, Mark recebe um convite para visitar o milionário John du Pont (Steve Carell) em sua mansão. Apaixonado pelo esporte, du Pont oferece a Mark que entre em sua própria equipe, a Foxcatcher, onde teria todas as condições necessárias para se aprimorar. Os dois se dão bem no início, mas acabam tendo uma relação no mínimo peculiar, muito em função da loucura de du Pont.

Se você não conhece a história dos três, não cometa o erro de procurá-la no google. Se assim fizer, será menos impactado com o surpreendente final.

Destaca-se no filme a direção e os excelentes trabalhos dos três atores, principalmente de Steve Carell, até então vinculado aos papéis cômicos em filmes e séries como Todo Poderoso e The Office. Carell e Ruffalo foram nomeados ao Oscar, mas não venceram. Foxcathcer recebeu mais quatro indicações da Academia, incluindo a de melhor diretor para Bennett Miller, que acabou não levando a estatueta.

FILMES ESPORTIVOS – FULL DAY

Indicado pela seguidora do Olimpíada Todo Dia no Instagram Paloma Dias (@paloma.acrobatics), Full Out foi feito em 2015 e conta uma bela história de superação na ginástica artística.

É outro filme esportivo baseado em fatos reais. Nos apresenta a ginasta semi-profissional americana Ariana Berlin. Ela era uma das maiores atletas da Universidade da Califórnia (UCLA), mas que tem a carreira interrompida após um grave acidente de carro. Ficou desmotivada após ouvir dos médicos que nunca mais voltaria a praticar a modalidade que tanto amava. Impedida de realizar seu grande sonho, o de competir nos Jogos Olímpicos, a atleta começa a perder as esperanças, até conhecer sua fisioterapeuta Michelle, que lhe traz novas motivações através da dança.

Ana Golija, atriz que interpreta Ariana, recebeu uma indicação para o prêmio de melhor atriz mirim em um filme ou série no Canadian Screen Awards de 2016.

FILMES ESPORTIVOS – OS REIS DE DOGTOWN

Outra indicação de filmes esportivos que veio através do nosso Instagram. Clayton Schinkel (@claytonschinkel) recomendou Os Reis de Dogtown. O filme de 2005 que conta a história dos Z-Boys, um influente grupo no mundo do skate que revolucionou o esporte.

O filme mostra como o grupo de jovens surfistas mudou o mundo do esporte sobre quatro rodas na década de 1970, na cidade de Venice, Califórnia. No bairro de Dogtown, Tony Alva (Victor Rasuk), Stacy Peralta (John Robinson) e Jay Adams (Emily Hirsch) são os personagens principais. Eles passam o dia importando as manobras que praticavam no surfe para o skate, executando-as nas ruas, principalmente nas piscinas vazias da cidade.

Apesar de não ter sido aclamado pela crítica, o filme é uma grande referência no mundo dos skatistas. Para se ter uma ideia, Tony Hawk, um dos maiores nomes da história do esporte, faz uma participação especial como um astronauta. As invenções dos Z-Boys servem de base para o skate vertical até hoje.

LIVROS ESPORTIVOS

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LivrOTD: LIVROS ESPORTIVOS

EXTREMOS

Seguindo a temática gelada, destacamos um livro sobre corrida na neve. Não com patins ou esquis, mas sim com tênis e meia. “Extremos” conta a história de Marcelo Alves, o primeiro brasileiro a correr nos dois polos do mundo.

Marcelo Alves é um ex-sedentário que começou na corrida de rua para praticar exercícios físicos e acabou se apaixonando pelo universo esportivo. Ao descobrir a prova na Antártica, decidiu encarar o desafio e se preparou durante um ano.

A história conta justamente todo o período preparatório de Marcelo, bem como os desafios encontrados durante os 42.2 km, o frio, a solidão e a realização que sentiu ao cruzar a linha de chegada. A emoção foi tanta que um ano depois, o maratonista decidiu correr uma prova no Polo Norte. As diferenças e experiências dos extremos do mundo são listadas na obra.

Marcelo não encarou, entretanto, os 100 km na Antártica. A ultramaratona é uma das mais complicadas do planeta e procurada por poucos “malucos”. Um deles, inclusive é brasileiro. Bernardo Fonseca praticou a prova em 2010 e ainda por cima sagrou-se campeão.

OS HERÓIS E O ESPÍRITO ESPORTIVO

Um livro curto, de leitura fácil e ilustrativa e bastante atrativo para crianças. A autora Bia Monteiro escreveu “Os Heróis e o Espírito Esportivo” às vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016, a fim de aproximar uma nova geração ao maior evento esportivo do planeta.

Na história, uma professora escolar está desapontada pela falta de interesse dos alunos por atividades físicas. Pela influência de um novo professor de educação física, a turma aprende muito sobre espírito esportivo, história dos Jogos, superação com os esportes paralímpicos, além, é claro, de praticar muito nos Jogos Escolares.

AS ESPORTISTAS

Um livro que ajuda a difundir o empoderamento feminino através do esporte. “As esportistas” celebra o sucesso de mulheres fortes, corajosas e destemidas que abriram caminho para as atletas de hoje.

A obra destaca as conquistas e histórias de 55 mulheres atletas notáveis desde o século XIX, que fizeram história e quebraram recordes em mais de 40 esportes. Entre elas, há figuras conhecidas, como a tenista Billie Jean King e a ginasta Simone Biles, além de campeãs menos comentadas, como Toni Stone, a primeira a jogar beisebol em uma liga profissional masculina, e a skatista pioneira Patti McGee.

Para a edição brasileira, foram acrescentadas cinco importantes atletas da história do nosso país. De leitura fácil e contando com bom apoio visual, o livro é bastante atrativo para quem se interessa pelo esporte feminino.

O DESTRUIDOR DE CORAÇÕES

O livro conta a história de amor de Nico e Elle, um casal com um passado conturbado. Lutador de MMA, Nico matou um garoto durante uma luta e nunca mais voltou aos ringues. Ele acaba por conhecer Elle, advogada bem sucedida que tem uma vida perfeita. Os dois acabam se envolvendo e Nico começa a fazer algo que nunca havia feito antes: lutar pelo amor de uma mulher.

Vi Keeland é autora bestseller do New York Times, USA Today e Wall Street Journal. Com milhões de livros vendidos, seus títulos apareceram em mais de noventa listas de bestsellers e atualmente estão traduzidos em vinte idiomas. Ela mora em Nova York com seu marido e seus três filhos, onde vive feliz com o garoto que conheceu aos seis anos de idade.

O RACISMO NO FUTEBOL BRASILEIRO

O Brasil é de maioria negra. Os maiores ídolos do esporte mais popular do país e mais vezes campeão do mundo são negros. Mesmo assim, o racismo é, historicamente, bastante presente na modalidade.

Em O Racismo no Futebol Brasileiro, o autor Igor Serrano explica o porquê disso acontecer. Cita a introdução do futebol no Brasil por parte das classes mais abastadas, que queriam propagar seus valores de distinção no final do século XIX e início do XX, além de explicar como a modalidade caiu na graça das classes mais populares. O livro também acompanha o racismo no futebol até os dias de hoje, utilizando inúmeros casos como objetos de estudo.

Os entrevistados por Igor Serrano engrandecem a obra e ajudam a entender bem o racismo no esporte preferido do Brasil. Dentre eles, estão Marcelo Carvalho, diretor do Observatório da Discriminação Racial no Futebol; Paulão, zagueiro e vítima de racismo por duas vezes; Higor Bellini, diretor jurídico do Palmeiras; Marcelo Jucá, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Futebol do Rio de Janeiro; e Paulo Schmitt, ex-procurador geral do STJD do Futebol.

MINHA LUTA, SUA LUTA

Indicação do campeão mundial na barra fixa Arthur Nory, “Minha Luta, Sua Luta” é a biografia oficial da ex-judoca medalhista olímpica e ex-lutadora campeã do UFC Ronda Rousey.

Escrito pela própria lutadora americana em parceria com sua irmã, a jornalista esportiva Maria Burns Ortiz, o livro conta como foi seu o tortuoso caminho da lutadora até se tornar em uma das mais famosas personalidades do esporte. Ronda aborda temas polêmicos, como o suicídio de seu pai e seu interesse por drogas e álcool após conquistar o bronze no judô na Olimpíada de Pequim-2008.

“Essa foi minha primeira biografia. Li muito rápido e gostei bastante. Ela é uma das referências pra mim. Ídola, medalhista olímpica no judô… Eu pego muitas das lições que ela teve e aplico pra mim,” comentou Arthur Nory em um vídeo em seu canal no Youtube com indicações de cinco de seus livros favoritos. Confira os outro quatro abaixo:

Lançado em 2016, Minha Luta, Sua Luta foi um sucesso imediato, chegando a vender mais de 10 mil cópias somente na primeira semana.

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Ronda Roussey, medalhista olímpica e campeã no UFC (reprodução)

CEM DIAS ENTRE O CÉU E O MAR

Um livro que relata mais uma loucura do navegador brasileiro Amyr Klink. Em 1984, o paulistano decidiu fazer uma travessia do sul da África até o litoral da Bahia em um simples barco a remo, em uma época onde a tecnologia era extremamente limitada.

Amyr Klink escreve o relato completo da travessia, desde o planejamento até a chegada no litoral baiano. Apesar de ter realizado o feito sozinho, o navegador recebeu a companhia de diversos animais que acabaram virando seus amigos.

Mais do que um relato de uma viagem atípica, Cem Dias Entre o Céu e o Mar é um livro motivacional, que inspira o leitor a enfrentar os seus desafios.

Sucesso entre os brasileiros, a obra já foi reimpressa 33 vezes e se encaminha para os dois milhões de cópias vendidas. Em entrevista ao Uol, Amyr Klink revelou que escrever a história da travessia foi mais importante que a própria viagem em si.

2016 HISTÓRIAS QUE FIZERAM 120 ANOS DE OLIMPÍADAS

Para quem gosta de curiosidades olímpicas, esse livro é um prato mais do que cheio. Você sabia, por exemplo, que nos Jogos de Pequim-2008 a maratona, que geralmente ocorre à tarde, teve que ser iniciada de manhã por conta da poluição? E que a velocidade máxima que uma bolinha tênis de mesa atingiu na história foi de 230 km/h?

Essas e mais 2014 fatos curiosos podem ser encontrados em “2016 histórias que fizeram 120 anos de Olimpíadas”. Escrito pelos jornalistas Guilherme Costa e Adalberto Leister Filho, o livro foi lançado em 2016, às vésperas da Olimpíada do Rio de Janeiro.

A obra é dividida em três partes – regras, história e heróis -, cada uma com 672 pílulas diferentes. De leitura fácil e breve, é perfeito para esbanjar conhecimento olímpico diante de amigos ou familiares quando uma competição está ocorrendo e para aprender mais sobre todas as modalidades que compões os Jogos Olímpicos.

TRANSFORMANDO O SUOR EM OURO

Um livro escrito por um dos maiores treinadores da história do esporte mundial. Transformando suor em ouro é a história de Bernardinho contada por ele mesmo, desde os tempos de jogador até a consagração como técnico com o ouro olímpico.

Um livro em que se aprende o verdadeiro sentido das palavras cooperação, preparação, solidariedade, tempo, coletividade, disciplina, perseverança, dentre muitas outras. Bernardinho mostra que para se chegar ao sucesso é preciso trabalhar em equipe os talentos individuais.

Transformando Suor em ouro: livro do técnico Bernardinho

O livro vai além do vôlei e do esporte. É bastante motivador para as pessoas de um modo geral. Muitas empresas adotam Transformando Suor em Ouro como leitura para os funcionários. Não a toa, a obra do técnico bicampeão olímpico superou a marca de meio milhão de cópias vendidas, algo raro no mundo tecnológico em que vivemos atualmente.

LIVROS ESPORTIVOS – O CAMINHO DO SUCESSO

O livro esportivo fala sobre o primeiro atleta a entrar no hall da fama do Comitê Olímpico Brasileiro e primeiro medalhista da história do judô em Olimpíadas, o eterno Chiaki Ishii.

“Os Pioneiros do Judô” conta a história da como a arte marcial chegou e os caminhos que ela tomou pelo Brasil, destacando nomes fundamentais para o sucesso da modalidade nos lados de cá do planeta. O livro foi escrito pelo próprio Chiaki Ishii e, além de contar sobre grandes senseis com base na relação que o autor tinha com eles, disponibiliza artigos escritos por Ishii em jornais voltados para a comunidade japonesa do Brasil.

Os Pioneiros do judô no Brasil - Livro/livros esportivo/esportivos documentário

Chiaki Ishii veio de uma família de judocas no Japão, vindo de uma linhagem de judocas japoneses Após perder a seletiva japonesa para a Olimpíada de 1964, Ishii emigrou para o Brasil. Aqui se naturalizou e conquistou diversos títulos nacionais, sul-americanos, pan-americanos antes de entrar para história ao conquistar as tão sonhadas e, até aquele momento, inéditas, medalhas no Campeonato Mundial (1971) e na Olimpíada de Munique de 1972.

Ishii fundou a Associação de Judô Ishii, que até hoje foca no ensino do judô no Brasil.

LIVROS ESPORTIVOS – NO LIMITS: THE WAY SUCCEED

O livro sobre o maior medalhista das história dos Jogos Olímpicos não veio de um atleta da natação e sim da canoagem slalom. Pepê Gonçalves, garantido nos Jogos Olímpicos de Tóquio, usa o livro que conta a história de Michael Phelps como inspiração.

Livros esportivos - Michael Phelps
documentário
No Limits; the way to succeed.

O livro escrito em 2009 veio antes de Phelps se tornar o maior medalhista da história dos Jogos, mas mesmo assim agrada a qualquer fã de esporte. Em No Limits, Phelps revela o segredo de seu sucesso, desde o intenso treinamento mental até suas estratégias para brilhar dentro das piscinas.

Phelps também conta no livro alguns dos problemas com que teve que lidar ao longo da vida que muitos desconhecem. Você sabia, por exemplo, que ainda quando criança, o nadador foi diagnosticado com déficit de atenção e que por isso, sofria um pesado bullying por parte das outras crianças? E que uma de suas professoras disse que ele jamais faria sucesso na vida?

É um excelente livro esportivo para aqueles que possuem um objetivo e lutam a todo custo por alcança-lo.

LIVROS ESPORTIVOS – A MARCA DA VITÓRIA

O livro esportivo é uma autobiografia de Phill Knight, cofundador e ex- CEO da Nike. Sempre visto como uma figura misteriosa, o 21º homem mais rico do mundo eleito pela Revista Forbes surpreendeu a todos ao contar de maneira franca e surpreendente a sua história.

Se engana quem pensa que a história da empresa sempre foi um mar de rosas. A Nike surgiu em meio a um caos. Em 1963, aos 24 anos, Knight saiu de casa com 50 dólares emprestados pelo pai, abriu uma empresa com a simples missão de importar tênis de alta qualidade e baixo custo do Japão.

- A Marca da Vitória, autobiografia do fundador da Nike documentário
livros esportivos – A Marca da Vitória, autobiografia do fundador da Nike

Knight inspira no livro aqueles que ainda jovens, possuem uma paixão imensa paixão por esportes, mas geralmente não tem a coragem de arriscar e abrir o próprio negócio. A narrativa é bastante rica em detalhes e o leitor consegue entender os riscos que Knight enfrentou, bem como a concorrência implacável de seus adversários, más escolhas e boas escolhas.

Se você é uma pessoa tímida, o livro pode ser ainda mais interessante. Segundo Phill Knight, ele mesmo sofria com a timidez, se declarando péssimo em vendas e em negócios. O autor superou seus medos e mesmo tendo demorado anos e anos para ser bem sucedido, não desistiu e hoje se tornou um dos homens mais ricos do mundo

LIVROS ESPORTIVOS – OUTLIERS: A HISTÓRIA DO SUCESSO

A indicação de livro do dia vem do judoca Marcelo Contini. O atleta da categoria até 73 kg recomendou um livro que não é específico sobre esporte, mas pode ser adaptado ao mundo esportivo.

De 2008, Outliers é o terceiro livro não ficcional da série: “Fora de Série” do jornalista americano Malcolm Gladwell, nomeado pela Revista Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2005.

O livro é uma análise minuciosa dos mais diversos casos que contribuem para altos níveis de sucesso no mundo. Gladwell explica, por exemplo, como o bilionário Bill Gates conseguiu construir a sua fortuna, ou de que maneira os Beatles se tornaram uma das bandas mais bem sucedidas da história.

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A história do Sucesso, de Malcom Gladwell, não é um livro específico sobre o esporte, mas ajuda o judoca Marcelo Contini em seus treinos. (reprodução)

“Li todos os livros dele; são muito legais e de uma leitura fácil e interessante. As análises dele sempre te fazem refletir,” explicou Marcelo Contini. “Os livros dele me abrem a mente. É impressionante como ler te ajuda a entender as coisas que acontecem no seu dia a dia. Você tem um outro discernimento de tudo que acontece e consegue se manter mais equilibrado,” concluiu.

Um dos capítulos possui um exemplo esportivo analisado pelo autor. Gladwell aponta ao leitor que no Canadá, a maioria dos jogadores de hóquei no gelo é nascida nos primeiros meses do ano. Ele explica o porquê disso ocorrer.

LIVROS ESPORTIVOS – GUGA, UM BRASILEIRO

O livro de 2014 conta a história do maior tenista mais vitorioso que o Brasil já teve. Gustavo Kuerten, o Guga, conta toda a sua trajetória, desde antes que as primeiras vitórias começassem a chegar.

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crédito: reprodução

É um livro que vai além do tênis. Como a personalidade de Guga, é bem familiar e proporciona uma saborosa leitura. Se você é fã de tênis, fica melhor ainda. As descrições das vitórias em Roland Garros são bem interessantes.

LIVROS ESPORTIVOS – OPEN, A MINHA HISTÓRIA

Uma das autobiografias mais bem escritas até hoje. Lançado em 2009, Open é um relato da vida e da carreira do ex jogador Andre Agassi, um dos maiores nomes da história do tênis.

É comum vermos autobiografias bastante contaminadas com distorções, visões parciais e que louvam mais os triunfos do atleta do que os fracassos. Em virtude disso, a pessoa pode imaginar que esse seja o caso do livro de um tenista vencedor de oito Grand Slams e um dos poucos na história que conseguiu conquistar os quatro deles (Australian Open, Roland Garros, Wimbledon e US Open). Não é.

Agassi cita em Open os erros, fracassos, frustrações, o ódio pelo tênis no início, relacionamento difícil com o pai, o incrível fato de apreciar mais suas grandes derrotas do que vitórias, dentre muitos outros pontos surpreendentes e fascinantes e que te fazem não querer largar o livro nem para ir ao banheiro.

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Livro de Andre Agassi: uma das melhores biografias (crédito: reprodução)

LIVROS ESPORTIVOS – ATLETAS OLÍMPICOS BRASILEIROS

Vamos fazer um teste rápido: você seria capaz de se lembrar das 19 medalhas conquistadas pelo Brasil nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 sem colar? E as 17 de Londres 2012? Não é tarefa fácil.

Se isso é difícil, imagine só listar todos os atletas brasileiros que participaram de todas as edições dos Jogos até hoje e ainda escrever suas histórias e resultados. Foi isso que a professora associada da Escola de Educação Física e Esporte (EEFE) Katia Rubio fez ao escrever o livro Atletas Olímpicos Brasileiros.

Dividido em duas partes, o livro primeiro lista os desafios para a participação nos Jogos Olímpicos, os destaques do Brasil e os atletas e suas medalhas. Na segunda parte, Kátia Rúbio foca na trajetória esportiva dos atletas e em suas vidas. São mais de 1,7 mil histórias em um trabalho que demorou 17 anos para ser concluído.

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crédito: reprodução

LIVROS ESPORTIVOS – CARTAS A UM JOVEM ATLETA

Indicação vinda através da seguidora do OTD no Instagram Camilia Ferezin (@camila_ferezin). Escrito pelo técnico Bernardinho, um dos maiores treinadores da história dos Jogos Olímpicos, o livro escrito em forma de cartas é um diálogo com atletas que estão iniciando no mundo esportivo.

Cartas a um Jovem Atleta faz parte de uma coleção focada em atingir jovens que estão iniciando em suas profissões. No livro, Bernardinho divide histórias pessoais e ajuda o jovem atleta a assimilá-las para o desenvolvimento de sua carreira. Os vários temas abordados incluem glórias, frustrações, ilusão e realidade, dentre outros.

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crédito: reprodução

LIVROS ESPORTIVOS – MONEYBALL

Ao ler o nome do livro, é possível que você se lembre do filme estrelado por Brad Pitt e Jonah Hill e ache que nós confundimos a sessão FilmOTD com a LivrOTD. Mas fiquem tranquilos, isso não aconteceu. O filme de 2011 foi inspirado no livro de 2003 do autor Michael Lewis que conta como o Oakland A’s e seu general manager Billie Beane revolucionaram o mundo da Major League Baseball (MLB) no início dos anos 2000.

A equipe da Califórnia era à época o segundo mais pobre da liga, sempre em uma situação financeira ruim se comparada a dos rivais na MLB. Mesmo assim, o time tinha campanhas vitoriosas e estabeleceu diversos recordes na temporada de 2002, levando o autor do livro a investigar e descobrir que diferentemente do que faziam as outras equipes, os A’s estavam enxergando e analisando o beisebol como uma ciência.

O filme de 2011 retrata muito bem a obra, mas como em qualquer adaptação para o cinema, deixa de contar boas histórias e modifica algumas coisas para agradar o espectador. Se você já viu Moneyball e gostou, certamente irá se interessar mais ainda após a leitura do livro.

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LIVROS ESPORTIVOS – MAR SEM FIM

Um livro muito apreciado pelos fãs da vela, Mar Sem Fim conta a história da volta ao mundo do velejador Amyr Klink pelas águas geladas do Norte e da Antártica.

Amy Klink foi o primeiro a realizar a volta em 1998. Longe da família, o velejador ficou 141 dias no mar – sem pisar em terra uma única vez sequer – viajando por regiões onde o sol nunca dorme. Enfrentou mares agitados, pouca ou nenhuma visibilidade, frio, vento e chuva sem conseguir dormir mais do que cinco horas por dia, em uma época que a tecnologia não era nem um pouco desenvolvida como é hoje.

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O livro contém três cadernos especiais com 53 ilustrações da fauna da região, fotos, mapas da Antártica feitos pelo artista plástico Sírio Cansado, e ainda desenhos do Paratii, o veleiro de Klink

LIVROS ESPORTIVOS – ASTERIX NOS JOGOS OLÍMPICOS

Se quiser uma leitura mais rápida, descontraída e é fã de quadrinhos, essa a opção perfeita para você. Asterix é uma série de histórias criada pelo francês René Goscinny em 1959 e é baseado no povo gaulês e seus conflitos contra o Império Romano.

Em Asterix nos Jogos Olímpicos, Asterix e Obelix irão participar dos famosos da Olimpíada em Atenas, e todos os homens da aldeia partem para a Grécia para assistir às provas. Eles estão decididos a saírem vitoriosos, mas os Gauleses encontrarão uma competição acirrada tanto dos gregos quanto dos romanos.

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LIVROS ESPORTIVOS – UM SONHO POSSÍVEL: DA OBESIDADE A MARATONA

Um daqueles livros que te motiva a começar a correr. O advogado Walquer Figueiredo, autor da obra, conta a sua vida de 2004, quando tinha 51 anos e pesava mais de 140 quilos, até 2010, quando realizou o sonho de correr e completar os 42 km da Maratona de Nova York pesando 87 quilos.

Desde então, Walquer mudou seus hábitos e rotina e correu mais cinco maratonas. O livro também conta como o advogado faz para conciliar o trabalho com sua agitada rotina de treinos e a maneira que encontrou para manter o foco.

DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS

Todos os documentários indicados no OTD Cultural até agora. Para achar um título facilmente, utilize os atalhos do teclado CTRL/COMMAND + F

OTDoc: DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS

55.4 A VIRADA

Na história dos Jogos Olímpicos, ocorreram diversos momentos extremamente controversos. E um brasileiro esteve presente em um dos mais – se não o mais – polêmicos de todos. Na Olimpíada de Roma-1960, Manoel dos Santos levou o bronze nos 100 metros nado livre, se tornando o segundo nadador brasileiro a ganhar uma medalha olímpica na história.

Com 55s4, o bronze do brasileiro foi indiscutível, ao contrário do resultado do ouro e da prata. Àquela época, as provas da natação ainda não contavam com o cronômetro eletrônico. O australiano John Devitt e o americano Lance Larson fizeram 55s2, e houve uma longa discussão para saber quem ficaria com o ouro. No final, os dois terminaram com o mesmo tempo, mas o australiano acabou com a medalha dourada. A adoção do cronômetro eletrônico veio após o incidente. (entenda a polêmica assistindo o vídeo abaixo)

A polêmica poderia não ter ocorrido. Isso porque Manoel dos Santos terminou os primeiro 50 metros na frente e manteve a ponta até mais ou menos os 75. O problema foi a virada, que acabou não saindo da maneira perfeita e acabou cansando-o, fazendo-o chegar dois centésimos atrás do americano e do australiano. No documentário de 2013, Manoel relembra a prova e relata suas impressões sobre o ocorrido.

Um ano depois, Manoel dos Santos quebrou o recorde mundial dos 100 metros livre no Rio de Janeiro com a marca de 53s6. A marca perdurou por três anos. É um bom documentário para aqueles que não conhecem tão bem a a natação e acreditam que os grandes resultados do país nas provas de velocidade tenham começado só com Cesar Cielo ou Gustavo Borges.

TODA PALAVRA CONTA

De maneira geral, documentários são feitos mais para o público adulto, mas encontramos um que deve agradar a molecada. Ao menos os que são fã do quadro “Soletrando”, do programa do apresentador Luciano Huck, ou aqueles que são rápidos em soletrar palavras.

 “Spelling the Dream” (traduzido em português para “Toda Palavra Conta”) acompanha quatro concorrentes do maior concurso de soletração dos EUA e investiga o sucesso dos descendentes de indianos nessas competições. Está disponível no Netflix, dublado e legendado.

Ok, você pode questionar que um concurso de soletrar palavras nada tem a ver com esporte, o que é uma verdade, ao menos para nós brasileiros. Mas, nos Estados Unidos, a coisa é um pouco diferente. A competição nacional ocorre desde 1943 e é televisionada pela ESPN desde 1994, com as finais sendo exibidas em rede nacional pela ABC, uma das três maiores emissoras do país!

A repercussão entre os americanos é assustadoramente grande entre os fãs de esporte. Aqui, deixo um relato pessoal, de quem estudou jornalismo esportivo nos Estados Unidos e vivenciou isso na pele. Na manhã seguinte à grande final do campeonato de 2018, entrei em minha sala de aula e como o professor ainda não havia chegado, me juntei aos meus colegas para discutir os principais resultados ocorridos na NBA e na MLB na noite anterior.

Quando entrei na roda, que contava com umas 11 pessoas, não conseguia acreditar no que ouvia. Meus colegas passaram uns oito minutos discutindo que a palavra “koinonia”, que deu o título ao americano de 14 anos de idade Karthik Nemmani, era muito mais fácil de ser soletrada do que “Bewusstseinslage”, errada pelo segundo colocado, e que portanto, o resultado final era injusto e o vice-campeão havia sido roubado.

Digressões à parte, “Spelling the Dream” foca na histórica final de 2019, que contou nada mais, nada menos, com OITO campeões, sendo sete de origem indiana. Dos últimos 31 campeões, 24 são descendentes do país do sul da Ásia. Vale a pena testar a si mesmo e as crianças também enquanto se assiste.

LANCE

Destaque de hoje do blog Laguna Olímpico, “Lance” é um dos melhores documentários da nova safra da aclamada série da ESPN americana “30 for 30”.

Conta a história do ciclista que derrotou o câncer, venceu o Tour de France sete vezes seguidas, inspirou milhares de pessoas ao redor do mundo, popularizou o ciclismo ao redor do mundo e que arruinou toda a sua reputação ao confessar um dos mais sujos esquemas de dopagem da história.

Como analisado no Laguna Olímpico, a produção irretocável da ESPN desnuda sem dó Armstrong, expondo sua dificuldade em aceitar seu papel de maior trapaceiro da história do esporte.

PAREDE DE FORTALEZA

Há algumas semanas, indicamos um bom documentário sobre escalada chamado: “Escalando Dawn Wall” disponível no Netflix. No Dia do Cinema Brasileiro, destacamos uma produção nacional tão boa quanto, feita por brasileiros, contada em português e disponível gratuitamente no site da Globoplay.

Dia do Cinema Brasileiro

Parede de Fortaleza conta a história de um grupo de curitibanos apaixonados por escalada que saiu de Curitiba e foi até o município de Nova Venécia, no Espírito Santo, para subir a íngrime Parede da Fortaleza.

Com 964 metros de altura, a Parede da Fortaleza recebe diversos turistas que chegam ao topo através das caminhadas turísticas. Mas Edemilson Padilha, Valdesir Machado, Thomás Kampf e Willian Lacerda optaram pela escalada.

O documentário de 25 minutos mostra paisagens exuberantes de uma região não muito conhecida pelo grande público e é muito bem produzido.

5X YANE

Um dos esportes mais antigos da história do mundo, o Pentatlo Moderno surgiu na Grécia Antiga em 708 a.C., e era a modalidade mais nobre dos Jogos Olímpicos da Antiguidade, que premiava o atleta mais completo de todos. 

Quase três mil anos depois, uma brasileira entrou para a história da modalidade. Nos Jogos Olímpicos de Londres-2012, a pernambucana Yane Marques terminou as provas de hipismo, esgrima, natação, tiro esportivo e corrida na terceira colocação, faturando uma inédita medalha de bronze olímpica.

5X Yane narra a trajetória da pentatleta, da infância pobre em Afogados de Ingazeiro até a conquista da medalha olímpica. Paralelamente, uma volta ao tempo revelará a origem do pentatlo moderno e seus motivos heroicos.

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5 X YANE conta a história da pentatleta Yane Marques (reprodução)

Dirigido por Renata Almeida Magalhaes e Flora Diegues, o documentário de 26 minutos de 2014 é muito bem produzido e filmado, além de possuir uma trilha sonora que vai de acordo com o tema proposto.

O espectador vai além da história da pernambucana, e aprende mais sobre o pentatlo na volta ao tempo que a produção faz para revelar a origem da modalidade. Pode ser assistido através do site da ESPN.

ESCALANDO DAWN WALL

Uma das atrações turísticas mais populares dos Estados Unidos, o Parque Nacional de Yosemite é famoso por suas belas paisagens, cachoeiras e também por uma montanha dura, íngrime e dificílima de ser escalada.

Chamada de El Capitán (O capitão), a formação rochosa de 910 metros de altura é uma das mais concorridas entre a comunidade alpinista mundial. Por ser íngrime e formada por granito de grão grosso e escorregadio, chegou a ter sua escalada classificada como impossível.

Em 2015, os americanos Kevin Jorgeson e Tommy Caldwell entraram para a história ao se tornarem os primeiros a subir até o topo da montanha, chamado de Dawn Wall (“Parede do Amanhecer”, em português), somente com as mãos e os pés, sem o auxílio de nenhuma ferramenta. O documentário conta essa incrível saga de 19 dias da dupla.

Escalando Dawn Wall foi lançado em 2018 e teve uma excelente repercussão, superando todas as expectativas. Na estreia do documentário, por exemplo, o público foi tanto que foi necessária exibição extra em mais de 500 salas de cinema. Está disponível na Netflix brasileira.

THE REDEEMED AND THE DOMINANT

Criado em 2000, o Crossfit se tornou uma febre mundial. Em 2007, Greg Glassman, o inventor do programa fitness que virou uma das modalidades esportivas mais populares do mundo, decidiu organizar uma espécie de campeonato mundial de CrossFit. Com apoio da marca Reebok, surgiram os Reebok CrossFit Games.

É esse tema que aborda The Redeem and the Dominant . O documentário foca nos atletas de elite que fazem parte da edição de 2017 do jogos e aborda questões sobre resistência, doping e força extrema.

O terceiro documentário da série “Fittest on Earth” é uma boa maneira de saber mais sobre o CrossFit, ver a extrema dedicação dos atletas e perder o preconceito sobre a modalidade, bastante presente no mundo atual.

The Redeem and the Dominant foi produzido em 2018 e teve excelente repercussão dos críticos de cinema e televisão. Recebeu 83% de aprovação no site Rotten Tomatoes, uma das maiores referências da critica audiovisual dos Estados Unidos. Está disponível na Netflix brasileira.

CHEER

Indicado pela ginasta Babi Domingos, da ginástica rítmica, Cheer é um documentário que fala sobre o mundo dos líderes de torcida nos Estados Unidos e que serve para desconstruir esteriótipos.

Muitos filmes e séries de tv americanas retratam as líderes de torcida, mais conhecidas como cheerleaders, como meninas fúteis e sem conteúdo que só se destacam e são populares em virtude de sua aparência física. Em Cheer, o espectador que tem esse conceito ficará impressionado com todo o esforço, dedicação dos jovens, donos de uma preparação física de dar inveja a muitos atletas profissionais por aí.

O documentário de seis partes disponível no Netflix conta a história dos 40 membros de uma equipe de cheerleaders do Texas se preparando para o Campeonato Nacional, que ocorre anualmente em Daytona Beach, na Flórida.

As histórias dos estudantes passam longe de ser bonitas e inspiradoras, como os filmes hollywoodianos sugerem. Suicídio, homofobia e abuso sexual são alguns dos problemas que os jovens tiveram de enfrentar para chegar até ali.

Cheer foi produzido este ano e teve excelente repercussão dos críticos de cinema e televisão. Recebeu 93% de aprovação no site Rotten Tomatoes, uma das maiores referências da critica audiovisual dos Estados Unidos.

DIETA DE GLADIADORES

Um documentário que inspirou a atleta Tammy Galera a virar vegetariana. Dieta de Gladiadores (The Game Changers, em inglês) é um documentário produzido por James Cameron, conhecido por dirigir os gigantes de bilheteria de Hollywood Titanic e Avatar, que trata sobre a dieta a base de vegetais.

No documentário, James Wilks, um lutador e instrutor de artes marciais vencedor do reality show The Ultimate Fighter, passa a conversar com cientistas visionários e grandes atletas na tentativa de descobrir a dieta ideal para melhorar o desempenho e a saúde.

Dieta de Gladiadores (reprodução)

Wilks descobre um estudo que diz que os gladiadores do Império Romano se alimentavam apenas a base de vegetais. Ele então passa a conversar com atletas olímpicos de elite que também não usam alimentos de origem animal na dieta, como Morgan Mitchel (australiana dos 400 metros rasos), Dotsie Bausch (americana do ciclismo de pista) e Kendrick Ferris (americano do levantador de peso), além de celebridades como o ator e ex-governador da California Arnold Schwarzenegger.

O documentário gerou um acalorado debate entre vegetarianos e carnívoros. Críticos apontam equívocos em algumas informações citadas e o uso de dados aplicados fora de contexto que levam à desinformação. É entretanto, muito bem produzido, dirigido e interessante de se ver.

SENNA: O BRASILEIRO, O HERÓI, O CAMPEÃO

Nesse Primeiro de Maio, prestamos uma homenagem póstuma que, obviamente, não gostaríamos de prestar. Como muitos sabem, hoje marca a data de 26 anos da morte do piloto Ayrton Senna, um dos maiores ícones esportivos do Brasil e sinônimo de esperança nos conturbados anos do fim da década de 1980 e início da de 1990.

O documentário esportivo de 2010 retrata todas as fases da carreira de Ayrton Senna na Fórmula 1 (F1) entre 1984 e 1994, com grande destaque para as brigas com o dirigente da Federação Internacional de Automobilismo Jean-Marie Balestre e a inesquecível rivalidade com o piloto francês Alain Prost.

Destaca-se a quantidade de imagens inéditas de bastidores da F1. Com um trabalho de edição impecável, digno de diversas indicações a prêmios importantes da indústria do cinema (vencendo o prêmio da Academia Britânica de Artes do Cinema e Televisão – BAFTA – nas categorias melhor documentário e melhor edição), o documentário esportivo é cativante do inicio ao fim. Um trabalho de primeiríssima linha, que ajuda a matar a saudade de quem o viu correr e apresenta um herói aos mais novos.

DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS THE LAST DANCE

Um documentário que estreou na última semana no Netflix de tirar o fôlego do fã de basquete.

The Last Dance (O Último Arremesso, na Netflix brasileira) é o relato sobre a carreira de Michael Jordan, considerado por muitos como o maior jogador de basquete da história, e o incrível time do Chicago Bulls nos anos 90.

Atual bicampeão da NBA e vencedor de cinco títulos em oito anos, os Bulls entraram na temporada de 1997-98 como favoritos, mas sabendo que ali se encerraria uma dinastia. Com contrato expirando, o técnico Phil Jackson chamou de The Last Dance (A última dança) o seu plano para conquistar o hexacampeonato.

Com entrevistas com todos os protagonistas do time, como Scottie Pippen, Dennis Rodman, Steve Kerr e o próprio Jordan, o espectador pode entender um pouco mais sobre a mentalidade vencedora que Michael trouxe ao esporte e que inspirou muitos outros.

Além disso, o documentário esportivo traz imagens inéditas da temporada de 1997/98 com uma qualidade excelente. Nessa segunda-feira (30) saem os episódios 3 e 4 dos 10 ao todo que serão exibidos.

DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS – THE SHORT GAME

Produzido pelo astro da cultura pop Justin Timberlake, The Short Game é um documentário esportivo que conta a história do maior torneio de golfe para crianças de sete e oito anos de idade.

É um documentário esportivo em que você provavelmente se irritará ao ver crianças extremamente habilidosos, com tacadas dignas de Tiger Woods, fazendo algo que você jamais seria capaz de imitar.

Muito envolvente, The Short Game tem como ponto positivo o fato das crianças serem extremamente interessantes, ofuscando assim os “pais-coruja” que geralmente tendem a reduzir valor em documentários como esse.

DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS – CATCHING HELL

Ir a um jogo de beisebol como espectador e conseguir pegar uma bola rebatida por um jogador é algo raro de se ver. Qualquer um que consiga voltar para casa com esse souvenir nas mãos pode-se considerar uma pessoa de sorte.

Todas, menos uma: o americano Steve Bartman, torcedor fanático do Chicago Cubs que atrapalhou um jogador de seu time de fazer uma eliminação fácil no final de uma partida dos playoffs e que foi crucificado como responsável pela derrota, mesmo sem ter entrado em campo.

O caso ocorreu em 2003, na final da Liga Nacional. Os Cubs lideravam a série “melhor de 7” por 3 jogos a 2 diante do Flórida Marlins. Na oitava entrada, quando o placar estava 3-0 para os Cubs, uma bola foi rebatida para o campo direito, próximo aonde Bartman estava sentado. Como os outros fizeram, Baertman tentou pegar a bola, mas acabou atrapalhando o jogador Moises Alou de fazer uma eliminação.

Ao invés de ter dois jogadores eliminados e ficar a quatro eliminações da vitória que colocaria o time pela primeira vez na World Series desde 1945, os Cubs sofreram 8 corridas na sequência, perderam o jogo por 8 a 3 e foram derrotados na partida seguinte.

Documentários esportivos: Catching Hell - O momento em que Steve Bartman atrapalha o jogador dos Cubs. Torcedor teve que sair escoltado após o incidente - documentário
O momento em que Steve Bartman atrapalha o jogador dos Cubs. Torcedor teve que sair escoltado após o incidente

Bartman foi taxado por toda a cidade de Chicago como culpado, ainda que a partida não tivesse acabado após sua interferência e que ainda restasse um jogo da série “melhor de 7” para ser disputado.

O documentário relembra o infernal dia vivido pelo torcedor, que nunca mais foi visto na cidade de Chicago desde então.

DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS – EU SOU BOLT

Bolt documentário - OTD Cultural tem livros, documentários e filmes esportivos para você ver na quarentena

O único atleta na história do mundo a ser tricampeão em três modalidades de pista em Jogos Olímpicos nas duas provas mais rápidas do atletismo. Sö pelos feitos no esporte, a história do jamaicano Usain Bolt já mereceria ser escutada.

Dirigido por Benjamin e Gabe Turner, “Eu sou Bolt” mostra quem é de fato o astro jamaicano. Além disso, mostra sua incrível facilidade em alcançar feitos que nenhum outro homem na história conseguiu.

Cheio de momentos históricos, o documentário é um prato cheio para aqueles que ficavam embasbacados em frente ao sofá ao ver o jamaicano aniquilar recordes mundiais

DOCUMENTÁRIO ESPORTIVO – MURDERBALL – PAIXÃO E GLÓRIA

Nominado ao Oscar de melhor documentário em 2005, Murderball conta a rivalidade entre os times dos Estados Unidos e do Canadá no rúgbi de cadeira de rodas, que culminou em uma partida semifinal épica nos Jogos Paralímpicos de Atenas-2004.

Dirigido por Henry Alex Rubin e Dana Adam Shapiro, o documentário é bastante inspirador. Ainda assim, não há espaço para lágrimas pelas histórias trágicas dos jogadores em cadeira de rodas. Isso porque os protagonistas Mostram uma enorme vontade de viver e se entregam de corpo e alma ao esporte.

Os jogos entre Canadá e Estados Unidos são tão intensos que às vezes dá ao telespectador a impressão de estar assistindo a um filme de gladiadores batalhando no Coliseu.

DOCUMENTÁRIO ESPORTIVO – ICARUS

O documentário de 2017 dirigido e escrito por Bryan Fogel e Mark Monroe foi o vencedor do Oscar de 2018 de melhor documentário. Trata de um tema que marcou as vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio-2016: o escândalo de doping russo.

A trama conta a própria história de Fogel, um ciclista amador que se envolve em um escândalo de doping com a ajuda do chefe de laboratório antidoping Grigory Rodchenkov.

É interessante observar no documentário como o temperamento de Rodchenkov muda ao longo do documentário. Calmo e sereno no começo, o homem que ajudou a Rússia a trapacear no esporte vai ficando mais tenso a medida em que intensifica suas conversas com Fogel.

DOCUMENTÁRIO ESPORTIVO – PARATODOS

O documentário esportivo de 2016 conta a rotina de oito renomados atletas paralímpicos brasileiros e discute a inclusão da pessoa portadora de deficiência na sociedade.

Dirigido por Marcelo Mesquita, mostra as inspiradoras histórias de Alan Fonteles, Daniel Dias, Fernando Fernandes, Teresinha Guilhermina, Susana Schnarndorf, Yohansson do Nascimento, Fernando Cowboy Rufino e Ricardinho

DOCUMENTÁRIO ESPORTIVO – ONCE BROTHERS

O documentário de 2010 escrito e dirigido por Michael Tolajian conta a história de uma grande amizade que acabou por questões nacionalistas e não teve a oportunidade de ser retomada devido a uma fatalidade.

Once Brothers relata a relação de dois jogadores de basquete: o sérvio Vlade Divac e o croata Dražen Petrović. Os dois jogaram juntos na Seleção da Iugoslávia de 1986 a 1990 em um super time praticamente imbatível no continente europeu. Nunca muito próximos mas longe de serem inimigos, fortaleceram a amizade após Petrović ingressar na NBA. Era uma época que estrangeiros eram raridade na liga e Divac era um dos únicos que falava o seu idioma.

Por um incidente causado por uma bandeira, em uma época em que guerras separatistas ocorriam na região dos Balcãs, os dois acabaram se afastando e passaram a não se falar mais. Divac nunca pode tentar a reconciliação, uma vez que seu antigo amigo faleceu em um acidente automobilístico em 1993.

Dražen Petrović era considerado um gênio do esporte e quem o viu jogar dizia que ele tinha tudo para explodir na NBA. O croata é o irmão do atual técnico da Seleção Brasileira masculina de basquete, Aleksandar Petrovic, que também aparece no documentário.

DOCUMENTÁRIO ESPORTIVO – LOSERS

No mundo dos esportes, sempre há um vencedor e um perdedor, mas por muitas vezes, só aquele que triunfa é lembrado. Essa série de documentários do Netflix conta histórias de atletas que transformaram a tristeza da derrota em um grande triunfo.

O documentário esportivo Losers conta histórias muito interessantes. Desde um golfista que teve um colapso mental no último do British Open até um boxeador que não queria lutar e só o fez por conta da relação abusiva com seu pai. Os finais são sempre muito interessantes e o background de animação do diretor/ produtor executivo Mickey Duzyj tornam a série muito atrativa.

DOCUMENTÁRIO ESPORTIVO – TOKYO OLYMPIAD

O Comitê Olímpico Internacional (COI) sempre faz os documentários oficiais dos Jogos Olímpicos após o seu término. Tokyio Olympiad não é, entretanto, o documentário oficial das Olimpíadas de Tóquio de-1964.

Dirigido pelo japonês Kon Ichikawa, o documentário esportivo de 1965 foi bancado pelo governo japonês. Na época, deu permissão para que se fosse filmado em qualquer lugar dentro das arenas. Era uma época em que o COI não impunha restrições de imagens tão severas como hoje.

Como resultado, o documentário tem tomadas quase que expressionistas dos atletas e pessoas envolvidas nos Jogos, sem focar muito nos resultados e nos vencedores. O diretor filma tanto o líder da maratona como o atleta que quebra e fica nos últimos lugares.

É um dos poucos documentários esportivos que entrou para a lista de 1001 filmes esportivos que você deve assistir antes de morrer, feita por avaliações de mais de 70 críticos de cinema.

DOCUMENTÁRIOS ESPORTIVOS – DARK HORSE

Nos esportes, é comum vermos atletas que vencem sem que ninguém esperasse que assim o fizessem. A história do documentário esportivo Dark Horse vai além. Jan Vokes, uma barwoman e trabalhadora em um supermercado de um pequeno vilarejo no País de Gales, convence 24 amigos a entrar em um sindicato de corridas de cavalos. Eles levantam 300 libras, compram um cavalo puro-sangue e contratam um cavaleiro para montá-lo. Sem entender nada sobre o esporte, vencem uma grande competição no Reino Unido.

O fascinante deste documentário esportivo dirigido por Louise Osmond é ver a alegria contagiante dos protagonistas ao contar essa história. Afinal de contas, ninguém que ajudou Jan Vokes a concretizar seu estranho sonho é do mundo dos esportes. São pessoas comuns que viveram uma história única para ser lembrada para sempre.

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