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Sem jogos na VNL, Brasil vence estreia da Copa América com time Sub-23



Mesmo sem jogos da Liga das Nações (VNL), o vôlei feminino do Brasil foi atração nesta quarta-feira (2), Sem as principais estrelas, a seleção brasileira sub-23 foi acionada e estreou com vitória na Copa América diante da Venezuela



Brasil na Copa América de Vôlei Feminino com time Sub-23 - Seleção Brasileira
Brasil estreou com vitória na Copa América com o time Sub-23 (Foto: Gustavo Rabelo/BHFoto)

Mesmo sem jogos da Liga das Nações (VNL), o vôlei feminino do Brasil foi atração nesta quarta-feira (2). As comandadas do técnico Zé Roberto Guimarães estão no Japão em fase de preparação para a semana decisiva da principal competição internacional. Sem as principais estrelas, a seleção brasileira sub-23 foi acionada e estreou com vitória na Copa América, assim como ocorreu mais cedo com o time sub-19 na abertura do Campeonato Mundial da categoria. A equipe dirigida pelo treinador Marcos Miranda bateu a Venezuela, por 3 sets a 0, parciais de 25/12, 25/16 e 27/25, no ginásio Divino Braga, em Betim (MG).

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Mesmo sem Gabi, Ana Cristina e companhia, o Brasil foi bem representado por jovens destaques da Superliga, jogadoras que atuam no vôlei universitário dos Estados Unidos, e a ponteira Ana Rudiger, atleta com passagens pela base do Barueri, experiência internacional no Japão e contratada como reforço do Gerdau Minas para a temporada 2025/26. Atualmente com 22 anos, Ana Rudiger é um dos nomes mais conhecidos desse elenco e finalizou a primeira partida da seleção brasileira na Copa América como a maior pontuadora do jogo, com 16 acertos, sendo 13 de ataque, dois de bloqueio e um em ace.

Começo com dois sets tranquilos

Pouco conhecida no cenário nacional, a ponteira Maria Clara Andrade se destacou no primeiro set e finalizou como a protagonista. Ela liderou a pontuação com sete acertos, sendo quatro em ataques, dois em bloqueios e um em ace. O Brasil fechou em 25 a 12 com superioridade em todos os fundamentos. A liderança no setor ofensivo foi de quatro pontos (11 a 7), um a menos que em tocos (6 a 1). Em aces, a seleção brasileira venceu por 2 a 0. Ana Rudiger também apareceu bem, assim como sua parceira de posição, e contribuiu com quatro pontos.

No segundo set, o Brasil melhorou no ataque e cresceu ainda mais no saque. A dianteira ofensiva ficou em cinco pontos: 14 a 9. Já a vantagem em aces foi de 4 a 0. No bloqueio, a Venezuela levou a melhor com 3 a 1. Ana Rudiger fechou o jogo em primeiro lugar em pontuação com cinco pontos, um a mais que a oposta Jaque e a central Lívia.

Equilíbrio com mudanças

Após domínio nas duas primeiras parciais, a seleção brasileira enfrentou dificuldades na terceira. Marcos Miranda fez trocas no time e isso fez o time cair de rendimento, permitindo que a Venezuela, mesmo sem Valdez a Acosta, jogasse o tempo todo com placar próximo. Maria Clara Carvalhaes (levantadora), Gabi Carneiro (oposta) e Adria (central) entraram e o time brasileiro não sustentou o nível apresentado nos dois primeiros sets.

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O Brasil pontuou mais atacando (18 a 16), mas perdeu em bloqueios (3 a 2) e aces (2 a 0). A vitória por 27 a 25 só foi possível porque as venezuelanas erraram mais: 7 a 4. Ana Rudiger ficou no topo entre as pontuadoras do Brasil, com sete, um a mais que Gabi Carneiro, com seis. No somatório do confronto, a seleção brasileira marcou mais pontos no setor ofensivo, ganhando por 11 de dianteira (43 a 32), assim como em tocos (9 a 7) e em aces (6 a 2).

Detalhes sobre as jogadoras do Brasil

O Brasil iniciou a primeira partida pela Copa América contra a Venezuela a levantadora Helô e a oposta Jaque Schmitz. A armadora das jogadas ofensivas da seleção brasileira joga na Universidade de Georgia Tech, a mesma que Julia Bergmann se formou. Já a atacante veste a camisa do Unilife Maringá, clube da elite do vôlei brasileiro. Ana Rudiger e Maria Clara Andrade foram as ponteiras escolhidas por Marcos Miranda como titulares. A primeira disputou a temporada de 2024/25 no Victorina Himeji, do Japão, e a segunda representa o South Florida Bulls, instituição de ensino estadunidense e destaque do primeiro set.

Entre as centrais, as selecionadas pelo treinador para iniciarem o jogo foram Livia, do Brasília Vôlei, e Juju Gandra, capitã do Brasil e jogadora do Sesc RJ Flamengo, equipe comandada pelo técnico Bernardinho. Para fechar o time titular, Marcos Miranda colocou em quadra a líbero Lelê, conhecidas por passagens por outras seleções de base e por anos vestindo a camisa do Fluminense. Em 2025/26, a defensora atuará pelo Tijuca Tênis Clube. No terceiro set, o técnico fez trocas e deu chances para a levantadora Maria Clara Carvalhaes, do Tijuca, a oposta Gabi Carneiro, do Brasília, e para a central Adria, do Sesc Flamengo.

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