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Pepê Gonçalves Dux Nutrition

Tóquio 2020

Do outro lado do mundo, Pepê Gonçalves está em seu habitat natural

“Mistura de Piraju com Rio de Janeiro”, Pepê Gonçalves exalta rápida adaptação e mira medalha na canoagem slalom

Pepê Gonçalves treinando em Tóquio (Gaspar Nóbrega/COB)

Do outro lado do mundo, Pepê Gonçalves está em seu habitat natural

Um calor sufocante, 34ºC, corredeiras e um canal artificial. Parece muito o Complexo de Deodoro, da Olimpíada do Rio de Janeiro, mas é o Kasai Canoe Slalom Centre, palco da canoagem slalom de Tóquio 2020. Um cenário ideal para Pepê Gonçalves, atleta do Time Dux Nutrition: “Estou me sentindo em casa!”

E olha que o canoísta tomou um baita susto antes de conseguir embarcar para o Japão. Um erro em um dos testes de Covid-19 adiou a viagem do paulista para Tóquio. Todos os atletas precisam fazer três testes antes de embarcar, mas o segundo que ele fez, quatro dias antes da viagem, acabou dando positivo. “Nem um monge budista ficaria tranquilo com uma situação dessa”.

Passado o susto, Pepê Gonçalves já chegou bem ao seu estilo: empolgado e fazendo o que mais sabe. “Cheguei aqui e nem senti fuso-horário, cheguei treinando, remando com tudo”. Indo para sua segunda edição de Jogos Olímpicos e após o sexto lugar na Rio-2016, a expectativa é grande. “Não tem conversa, é medalha. Não vim aqui para brincar.” Ainda mais que as condições da disputa em Tóquio são bem animadoras.

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Rio de Janeiro + Piraju = Tóquio

Pepê Gonçalves já treinou no Kasai Canoe Slalom Centre e comentou sobre o local que irá coroar os medalhistas da canoagem Slalom em Tóquio. “O canal aqui foi projetado com a base do Rio, mas eles tentaram fazer algo diferente e todo mundo reclamou após o pré-olímpico de 2019. Então, eles mexeram novamente e ficou bem melhor”, explicou o canoísta.

Natural de Piraju, interior de São Paulo, o canoísta tem no quintal de casa as corredeiras dos últimos 8 km do trecho natural do Rio Paranapanema. “O canal de Tóquio é uma mistura do canal artificial de Deodoro com a corredeira de água natural de Piraju, que é bem mexida por ter um canal com muito volume de água. Para mim está perfeito”.

Aliás, não só para Pepê Gonçalves. O canoísta não vacilou e já deixou no ar que o Brasil vem forte na canoagem slalom dos Jogos Olímpicos. “É uma Olimpíada, todos os atletas vêm com tudo, mas eu e a Ana Sátila estamos um pouco na frente dos demais.”

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Boas vibrações

Melhor que isso, só se a torcida estivesse presente. “É o que tem. Eu gosto de torcida, de calor humano. Na minha vida eu tenho um lema e só me preocupo com as coisas que eu posso controlar, e isso eu não posso controlar”. Pelo menos, as redes sociais aliviam um pouco esse vazio das arquibancadas.

Pepê Gonçalves canoagem slalom tóquio
Pepê Gonçalves com os mascotes Miraitowa e Someity (Instagram/pepehgonçalves)

“Nós atletas temos a sorte dos jogos estarem acontecendo. Apesar do momento, veio em uma era que dá para compensar essa falta da torcida. Pessoal de Piraju está mandando mensagem todo dia. Minha irmã até fez camisetas para a galera, isso dá uma força.”

Resumindo: a torcida tá okay, o treinamento tá okay e Pepê Gonçalves tá muito okay!

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