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Tóquio 2020

André Jardine vê grupo equilibrado, porém aprova estreia contra Alemanha

André Jardine avalia grupo do Brasil em Tóquio 2020 e ressalta pressão pelo ouro olímpico mesmo após conquista de 2016

(Ricardo Nogueira/CBF)

André Jardine vê grupo equilibrado, porém aprova estreia contra Alemanha

O sorteio realizado pela manhã em Zurique, na Suíça, definiu o caminho da seleção brasileira olímpica masculina rumo ao tão desejado bi olímpico do futebol masculino. Cabeça de chave do Grupo D, o Brasil terá pela frente a Alemanha, Costa do Marfim e Arábia Saudita numa chave considerada bastante parelha por parte do treinador da equipe, André Jardine.

“Os Jogos Olímpicos são uma competição muito difícil, diante apenas de seleções que conquistaram a sua vaga para a disputa o torneio. Entendemos que estamos numa chave complicada, com adversários muito qualificados e que é difícil prever qualquer coisa neste momento. Entramos no torneio com o pensamento de disputar a medalha pensando no jogo a jogo, sem focar no que pode acontecer, mas sim no próximo adversário e o próximo passo da disputa”, avaliou o treinador.

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A estreia brasileira na briga por mais um ouro olímpico acontece no dia 22 de julho, no estádio Yokohama, quando o Brasil enfrentará justamente o adversário que precisou superar para conquistar a sua medalha em 2016. Apesar da dificuldade esperada para a estreia, Jardine avaliou com bons olhos enfrentar os alemães logo no primeiro confronto de sua trajetória olímpica.

“Começar uma competição tão importante contra um rival deste calibre é uma boa oportunidade para começarmos o torneio já com um foco muito grande. Esperamos que seja um jogo de alto nível, que poderia ser a final do torneio logo na estreia. O atleta e a comissão técnica se preparam uma carreira inteira para enfrentar equipes deste calibre e este caso não será diferente”, apontou o comandante da equipe olímpica.

André Jardine Brasil seleção olímpica
André Jardine está à frente da seleção brasileira sub-20 deste abril de 2019 (Divulgação/CBF)

À frente da seleção olímpica desde abril de 2019, André Jardine será o primeiro treinador da história do Brasil à chegar a uma edição dos Jogos sem a pressão pela medalha de ouro inédita para o futebol masculino, por conta da conquista de 2016. Apesar deste fato, o treinador acredita que a pressão pelo resultado seguirá sendo a mesmo das edições anteriores.

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“A pressão pela medalha segue muito forte mesmo após a conquista de 2016. Representar um país pentacampeão do mundo e com uma história tão linda no futebol você acaba entrando em toda competição com uma pressão muito forte pelo resultado. Precisamos transformar essa pressão em motivação para que a gente consiga estar focado na busca pelo bicampeonato”, ponderou.

Além da pressão, André Jardine pontuou o longo período sem convocações – por conta da pandemia – como outro fator a ser ressaltado neste momento de preparação da equipe. Podendo formar uma lista com 18 atletas, o técnico trabalha para que o calendário apertado para os clubes não afete a formação da convocação para o torneio olímpico.

“A longa pausa nos afastou do que esperávamos e nos trás dificuldades a mais. Vínhamos de um projeto muito bom, e essa pausa deu uma boa paralisada nisso tudo. Apesar das dificuldades, acredito que nós temos uma base de equipe montada e acredito que podemos retomar a linha que vínhamos construindo, obviamente respeitando o momento de cada jogador e buscando formar o melhor grupo possível”, completou.

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Atual campeão olímpico, o Brasil foi cabeça de chave no sorteio. No grupo D, a seleção olímpica do país iniciará sua trajetória olímpica em Yokohama, contra a Alemanha, no dia 22 de julho. A segunda rodada será disputada no mesmo estádio, contra a Costa do Marfim, no dia 25. O final da fase de grupos será no dia 28 de julho, contra a Arábia Saudita, em Saitama.

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