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Luana Madeira - Tóquio 2020

Tóquio 2020

Luana Madeira supera obstáculos na pandemia e foca em Tóquio

Barulho dos treinos incomodou vizinhos e vice-campeã mundial de base precisou se adaptar para manter vivo o sonho olímpico

Luana Madeira tem três vice-campeonatos de base (Divulgação)

Luana Madeira supera obstáculos na pandemia e foca em Tóquio

Luana Madeira está pronta para o principal desafio da carreira. A jovem mineira, que completa 23 anos no fim deste mês, é uma das principais promessas do levantamento de pesos do Brasil. Ela já soma três vice-campeonatos mundiais nas categorias de base (um sub-17 e dois sub-20). Agora, a meta é chegar aos Jogos Olímpicos de Tóquio-2020. Mas para isso, teve de superar até reclamação dos vizinhos durante a pandemia.

Vigésima colocada no ranking olímpico da categoria 49kg, Luana Madeira precisou se adaptar durante este tempo. O levantamento de pesos não é um esporte muito silencioso e isso incomodou os vizinhos, causando transtornos para a atleta.

“Fiquei meses treinando em um galpão, onde não podia fazer barulho para treinar e também não podia errar ou jogar peso no chão. Depois, eu consegui me mudar para um box de Crossfit, treinando sozinha, somente com contato do treinador por vídeo”, contou.

Além disso, Luana Madeira teve de mudar seus treinamentos e precisou se adaptar aos exercícios online, com o técnico David Montero.

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“São dez meses em contato do treinador por vídeo. Se fosse antigamente, talvez não conseguiria treinar. Visualizamos os exercícios e tentamos acompanhar. Não tem nenhum exercício difícil de acompanhar, o mais difícil é treinar sem companheiros. Apesar de o esporte ser individual, é bom ter uma equipe e treinar em equipe”, explicou.

Superação

O isolamento não foi fácil para Luana Madeira, que chegou a pensar em desistir. Mas o sonho por Tóquio-2020 falou mais alto e agora ela se prepara para o momento mais importante da carreira até aqui.

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“Muitas vezes pensei em desistir, e me senti sozinha e triste. Ainda me sinto, mas tudo que penso é lutar pelo sonho. Não deixei de treinar um dia sequer e não vou desistir até o último minuto”.

“É uma situação que jamais imaginei passar e que iria durar tanto tempo. Foi o ano mais difícil de toda minha carreira, e com certeza para todos os atletas. Apesar de tudo, sempre penso que posso aguentar um pouco. A única certeza que tenho é que em algum momento as coisas vão dar certo. Pode ser amanhã, daqui a meses, mas o momento de brilhar vai chegar. E tudo o que desejo é estar bem neste momento”, concluiu.

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