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A Seleção Brasileira Feminina de Rúgbi de 7, as Yaras, inicia neste fim de semana a sua campanha na temporada 2026 do Circuito Mundial de Rugby Sevens (SVNS). A equipe está em Nairóbi (Quênia) para disputar a primeira etapa do SVNS 2, a segunda divisão da nova estrutura do circuito global, que vale vaga no SVNS World Championship, o Campeonato Mundial da modalidade.
No novo formato do torneio, as seis seleções participantes jogam três etapas (no Quênia, Uruguai e Brasil), todas no sistema de pontos corridos, com todas as equipes se enfrentando em cada torneio. Ao final das etapas, as quatro melhores avançam ao Campeonato Mundial, que reúne os principais elencos do rugby sevens global.
“Terminar em nono lugar no mundo na última temporada mostrou do que esta equipe é capaz, mas nosso foco permaneceu firmemente no nosso próprio crescimento. Trabalhamos duro nos fundamentos, na nossa capacidade física e na construção de uma equipe que consiga executar de forma automática quando mais importa. Com líderes experientes elevando os padrões, jogadoras retornando com energia e novos talentos chegando ao cenário mundial, estamos prontas para jogar no Quênia. O formato pode ter mudado, mas o nosso objetivo não — inspirar os brasileiros e competir com os melhores do mundo”, explicou Crystal Kaua, treinadora da seleção.
Retrospecto animador no sábado
As Yaras chegam com vantagem histórica contra todas as adversárias do sábado.
O primeiro confronto será diante do Quênia, seleção que jamais venceu o Brasil em jogos oficiais na categoria. No último encontro, em 2025, as brasileiras triunfaram por 28 a 10.
Contra a Argentina, a supremacia também é ampla. As argentinas somam apenas uma vitória (em 2024) em jogos oficiais diante do Brasil. Ao longo da história, as Yaras já venceram as rivais sul-americanas 36 vezes, consolidando o domínio regional.
O duelo mais equilibrado do sábado será contra a África do Sul. O histórico aponta seis vitórias brasileiras e cinco sul-africanas. No último encontro, em 2024, o Brasil venceu com autoridade por 24 a 0.
Jogos das Yaras – Etapa 1 | Nairóbi (Quênia)
(Horários de Brasília)
- 14/02 – 03h44: Brasil x Quênia – Disney+
- 14/02 – 06h24: Brasil x África do Sul – Disney+
- 14/02 – 09h04: Brasil x Argentina – ESPN 2 e Disney+
- 15/02 – 05h22: Brasil x Espanha – Disney+
- 15/02 – 09h34: Brasil x China – ESPN 2 e Disney+
Convocadas das Yaras para Nairóbi
A treinadora Crystal Kaua chamou um grupo experiente, trabalhando para garantir boas campanhas rumo à classificação para o Mundial:
- Thalita Costa – Delta (PI)
- Camila Ísis Carvalho – El-Shaddai (RJ)
- Aline Furtado – Poli (SP)
- Maysa Fernandes – Poli (SP)
- Mariana Nicolau – São José (SP)
- Bianca Silva – Leoas de Paraisópolis (SP)
- Thalia Costa – Delta (PI)
- Gabriela Lima – El-Shaddai (RJ)
- Isadora Lopes – Melina (MT)
- Giovanna Barth – Maringá (PR)
- Rafaela Zanellato – Curitiba (PR)
- Yasmim Soares – Melina (MT)
Entendendo o SVNS 2
O SVNS 2 é a segunda divisão do Circuito Mundial de Rúgbi de 7 em 2026, reunindo seis seleções femininas: Brasil, China, Espanha, Quênia, África do Sul e Argentina. Cada etapa distribui pontos conforme o desempenho das equipes, e as quatro melhores ao final das três etapas garantem vaga no SVNS World Championship, que começa em abril.
Próximas etapas das Yaras
- 21 e 22 de março: Etapa 2 – Montevidéu (Uruguai)
- 28 e 29 de março: Etapa 3 – São Paulo (Brasil) – no Estádio Nicolau Alayon
Caso se classifiquem, as Yaras disputam o SVNS World Championship, com etapas em Hong Kong (17–19 abr), Valladolid/Espanha (29–31 mai) e Bordeaux/França (5–7 jun).
Como funciona o novo Circuito Mundial de Rugby Sevens
A World Rugby reformulou o circuito para 2026 com divisões que conectam mais seleções ao topo da competição. O SVNS World Championship reunirá 12 seleções femininas e 12 masculinas (os 8 times do SVNS 1 e os 4 melhores do SVNS 2), distribuídas em três etapas internacionais que valerão o título mundial da temporada.
Caso o Brasil termine o SVNS World Championship entre as 8 primeiras colocadas, as Yaras sobem para a primeira divisão do torneio, junto às melhores do mundo, como Nova Zelândia, Austrália, USA, Canadá, entre outras.