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Paris 2024

 

Brasil se recupera de baque e leva o bronze no futebol de cegos



Em revanche da final do último Parapan, o time brasileiro levou a melhor para subir ao pódio



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Jogadores da seleção brasileira de futebol de cegos se abraçam. Foto: Wander Roberto/CPB

Paris – Pela primeira vez, a seleção de futebol de cegos do Brasil disputou uma partida valendo medalha paralímpica que não a de ouro. Teve êxito ao superar a Colômbia por 1 a 0, e conquistou o bronze neste sábado (7), no Estádio Torre Eiffel.

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Pentacampeão paralímpico, o time brasileiro perdeu na semifinal para a Argentina. Após empate sem gols, a partida foi para os pênaltis, e o atual campeão mundial se deu melhor. A disputa pelo ouro vai ocorrer em instantes. Os portenhos enfrentam a anfitriã França.

O Brasil veio para a disputa pelo pódio com o mesmo time que foi titular durante toda a competição. A equipe foi formada por Luan, Cássio, Paraná, Ricardinho e Nonato.

Vice-campeã nos Jogos Parapan-Americanos e quarta colocada em dois mundiais, em 2022 e 2023, a Colômbia começou com Jhohan Ardila, Alex Martinez, Jesus Lopez, Jhon Hernandez e Jhon Gonzalez.

Como foi o jogo

O Brasil teve duas chances de abrir o placar ainda no primeiro minuto de jogo, com Nonato e Paraná, mas o goleiro Ardila defendeu.

O Brasil seguiu mais ativo durante toda a primeira etapa. Jefinho e Jardiel entraram faltando 6 minutos para o intervalo. Logo em seguida, Nonato chutou duas vezes perto da área, mas novamente parou no goleiro adversário. O único chute colombiano com certa liberdade ocorreu no último lance antes da pausa.

Mas na volta do intervalo, Gonzalez fez grande jogada individual pela esquerda, partiu em diagonal, chutou cruzado e obrigou Luan a fazer grande defesa.

No entanto, foi o Brasil que balançou as redes. Faltando 6m39, Jefinho fez grande jogada após escanteio. Ele se livrou de toda a marcação e acertou um chutaço no canto direito da Colômbia.

“A gente veio com um objetivo diferente, veio pensando em chegar a final e brigar pelo ouro, mas a gente sabia que após a derrota, a gente não podia voltar para casa de mãos abanando. A gente sabia que tinha que entrar com essa vontade, com essa gana de conquistar esse bronze e a gente conseguiu, fico feliz em ter contribuído com um gol para essa conquista e agora é voltar para casa e continuar o trabalho, porque tem muita coisa ainda pela frente”, destacou o camisa 7.

A equipe brasileira seguiu com as melhores chances. Nonato teve espaço para finalizar duas vezes na entrada da área, mas não conseguiu ampliar o placar. O camisa 8 teve mais uma chance de matar o jogo, mas acertou a trave.

O Brasil se despediu com 7 gols marcados e nenhum sofrido. “É minha segunda Paralimpíada seguida sem tomar gol. Mas é um conjunto da equipe. O Brasil leva poucos chutes a gol porque nossa defesa é muito sólida. A gente treina todos os dias para isso, para não tomar gol, e sair de uma competição zerado é maravilha”, exaltou o goleira Luan.

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Apresentador do canal Kenjiria, dedicado ao esporte olímpico.

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