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Brasil x Paraguai: clima esquenta em disputa por Pan de 2031



Guera, sonho e hospitalidade: Brasil e Paraguai trocam farpas em disputa pelos Jogos Pan-Americanos de 2031



Marco La Porta na disputa entre Brasil e Paraguai pelos Jogos Pan-Americanos 2031
(Foto: Miriam Jeske/COB)

De Assunção – Brasil e Paraguai duelam para saber quem vai sediar os Jogos Pan-Americanos de 2031. Nesta sexta-feira (8), delegações dos dois países apresentaram suas candidaturas à Assembleia Geral da Panam Sports, entidade que reúne os comitês olímpicos das Américas e organiza o Pan. De forma leve, os dois países trocaram farpas durante as apresentações, com os representantes de Assunção lembrando até mesmo da Guerra do Paraguai. Já Rio-Niterói afirmou que sua proposta é mais viável e que não está “vendendo um sonho.”

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Camilo López, presidente do Comitê Olímpico Paraguaio, usou a Guerra do Paraguai contra a Tríplice Aliança (Brasil, Argentina e Uruguai), em um trecho da sua apresentação sobre a candidatura de Assunção para os Jogos Pan-Americanos de 2031. No conflito, o Paraguai perdeu 40% do seu território reivindicado, com grande parcela dos homens do país morrendo durante a Guerra.

“Fomos um país reconstruído por mulheres, crianças e os poucos homens que restaram”, contou o presidente do COP, que ainda alfinetou os países rivais. “Obrigado aos irmãos da Colômbia, que foi o único país que ficou do nosso lado”, completou. A situação gerou olhares de constrangimento de pessoas das comitivas de Brasil e Argentina que estavam na Assembleia da Panam Sports.

“Não vendemos sonhos”

Na sua apresentação, Camilo Pérez falou que a ideia do Paraguai receber os Jogos Pan-Americanos era: “um sonho, que se tornou projeto e que queremos transformar em realidade”. Na comparação entre as duas propostas, Marco La Porta, presidente do COB, fechou sua apresentação revidando a fala do gestor paraguaio. “Nós não vendemos sonhos, vendemos realidade”, afirmou o representante do Brasil.

Ao término do segundo dia da Assembleia Geral da Panam Sports, Marco La Porta falou sobre as duas apresentações e reforçou que o Rio de Janeiro, junto de Niterói, está preparado para receber o evento. “É uma grande diferença porque o Rio já entregou grandes eventos. Então sabemos que podemos fazê-los. O Paraguai ainda tá fazendo eventos, que não chegaram no porte de um Jogos Pan-Americanos ou de um Jogos Olímpicos, que têm mais atletas envolvidos. Por isso que a gente entende que o Rio tem essa expertise, enquanto o Paraguai ainda tá buscando mostrar que tem essa capacidade”, concluiu.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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