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Rio-Niterói e Assunção apresentam candidaturas para Pan de 2031 à Assembleia da Panam Sports



Rio-Niterói e Assunção apresentaram suas candidaturas para Jogos Pan-Americanos de 2031 para a Assembleia Geral da Panam Sports



Marco La Porta apresenta candidatura dos Jogos Pan-Americanos Rio-Niterói 2031
(Foto: Miriam Jeske/COB)

De Assunção – Ao longo desta semana, acontece a Assembleia Geral da Panam Sports em Assunção, no Paraguai. Nesta sexta-feira (8), o evento contou com as apresentações das duas candidaturas que disputam o direito de sediar os Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de 2031. Rio-Niterói e Assunção mostraram suas propostas e aguardam até a eleição, que será em outubro.

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A votação para a sede do Pan de 2031 seria nesta semana, durante a Assembleia Geral da Panam Sports que precede os Jogos Pan-Americanos Júnior de 2025 no Paraguai. Mas como o evento acontece em uma das cidades postulantes, a Panam Sports mudou a votação para uma reunião que acontecerá em outubro.

Rio-Niterói: especialistas em hospitalidade

A candidatura de Rio-Niterói tem como base a estrutura construída para os Jogos Pan-Americanos de 2007 e os Jogos Olímpicos de 2016. A ideia é unir o talento de Niterói em formar atletas de sucesso com a expertise do Rio de Janeiro em sediar grandes eventos. Na apresentação, Marco La Porta, presidente do COB, e Isabel Swan, medalhista olímpica da vela e vice-prefeita de Niterói apresentaram o plano esportivo.

Delegação Rio-Niterói 2031
(Foto: Miriam Jeske/COB)

Como a proposta brasileira já tem uma base sólida em relação à estrutura esportiva, a ideia é focar em itens que possam melhorar a experiência dos atletas e da Família Pan-Americana durante a competição. Além disso, o COB pretende criar um legado continental, com possibilidades de cooperação com todo o movimento pan-americano. Criar um ambiente de excelência esportiva para atletas de todo o continente, criando programas de colaboração com os 41 países da Panam Sports. Outra ideia é a de fazer um Centro Pan-Americano de Educação Paralímpica, em parceria com o Comitê Paralímpico Brasileiro.

“Hoje estamos aqui para responder a uma pergunta fundamental: Por que celebrar os Jogos Pan-Americanos de 2031 em Rio de Janeiro e Niterói? A resposta é: estamos animados em dar as boas vindas para as Américas novamente. Dessa vez, com duas cidades irmãs que respiram o esporte. Nossa missão é contribuir para a evolução do esporte pan-americano e começar esse processo antes de 2031”, afirmou Marco La Porta durante a sua apresentação.

Eduardo Paes, prefeito do Rio de Janeiro, também participou da apresentação da candidatura Rio-Niterói 2031. Ele ressaltou a experiência da cidade em receber grandes eventos esportivos e culturais. “Receber eventos grandes é nossa especialidade e deixamos eles ainda melhores com a paixão dos brasileiros em receber gente do mundo todo”, afirmou o prefeito.

Estrutura brasileira

No projeto de Rio-Niterói 2031, a Vila Pan-Americana ficaria na Zona Portuária do Rio de Janeiro, no centro dos Jogos, próximo à ponte que une as duas cidades. A sua construção seria através de uma parceria público-privada. Para o financiamento dos Jogos Pan-Americanos, o COB pretende trabalhar com um programa de patrocínio, que teria início anos antes através de eventos testes até 2031. A apresentação do Brasil ressaltou que o mercado de marketing esportivo movimentou o equivalente a 2 bilhões de dólares em 2024 no país, trazendo um potencial financeiro enorme para a organização dos Jogos Pan-Americanos.

Rio-Niterói também quer aproximar o público dos atletas, com fan zones espalhadas pela cidade. Outra iniciativa é fazer como uma espécie de “Praça das Medalhas”, para os atletas celebrarem suas conquistas com a torcida, como aconteceu no Trocadéro nos Jogos Olímpicos de Paris.

Paraguai quer transformar um sonho em realidade

Para o Paraguai, os Jogos Pan-Americanos de 2031 seriam o ápice do plano do país em desenvolver sua infraestrutura esportiva. O processo teve início com os Jogos Sul-Americanos de 2022 e passa pelos Jogos Pan-Americanos Júnior de 2025. “Estamos aqui para trazer uma ilusão, que se tornou projeto e queremos que vire realidade. Essa candidatura é fruto de um trabalho grande e de construção de um legado esportivo a longo prazo”, afirmou Camilo Pérez, presidente do Comitê Olímpico Paraguaio.

A proposta de Assunção também promete uma estrutura majoritariamente pronta, com o que vem sendo construído no país desde os Jogos Sul-Americanos. As maiores obras esportivas seriam dois ginásios novos e uma reforma e ampliação do estádio onde seria realizado o atletismo. As sedes concentradas entre Assunção e Luque (cidade vizinha onde fica a sede do Comitê Olímpico Paraguaio e da Conmebol) também teriam a facilidade de estarem no máximo a 30 minutos de distância, facilitando o transporte entre os locais de competição.

O Paraguai ainda prometeu jogos sem burocracia”, com Camilo Pérez citando na sua apresentação uma lei que foi aprovada recentemente no país que promete isenção de impostos para a realização de eventos esportivos internacionais de grande relevância.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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