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Os Olímpicos

E se os Jogos Olímpicos de Tóquio fossem hoje? – Dia 4

E se os Jogos Olímpicos de Tóquio fossem hoje? – Dia 4

Em dia de poucas chances pro Brasil, chega a vez de Simone Biles brilhar. A China segue na frente do quadro, mas os Estados Unidos estão colados.

Estados Unidos segue dominando na natação feminina

A primeira final do dia na piscina é a dos 200m livre masculino. Sem o chinês campeão mundial Sun Yang na disputa, será a chance do lituano Danas Rapsys se redimir do Mundial de 2019, quando foi desclassificado na final por se mexer no bloco. E ele tinha batido em primeiro. A chegada dessa prova deve ser muito apertada, com o japonês Katsuhiro Matsumoto, prata no Mundial, o britânico Duncan Scott, o húngaro Dominik Kozma, o americano Townley Haas, os australianos Clyde Lewis e Kyle Chalmers e até com o brasileiro Fernando Scheffer.

Meu pódio:

  • Ouro – Danas Rapsys (LTU)
  • Prata – Dunca Scott (GBR)
  • Bronze – Townley Haas (EUA)

Em seguida, temos os 100m costas feminino, que terá a brilhante americana Regan Smith no topo do pódio. Depois do que ela fez nos 200m costas no Mundial, Smith tem tudo para chegar muito bem preparada em Tóquio e sobrar nas provas de costas. Nem a canadense campeã mundial Kylie Masse, sua compatriota Taylor Ruck, as australianas Minna Atherton e Kaylee McKeown e a outra americana na disputa, que deve ser Olivia Smoliga ou Kathleen Baker serão páreo para Smith.

Meu pódio:

  • Ouro – Regan Smith (EUA)
  • Prata – Kylie Masse (CAN)
  • Bronze – Taylor Ruck (CAN)

Como já tem sido tradição, os 100m costas masculino são no mesmo dia do feminino. Aqui, Ryosuke Irie tem grandes chances de fazer a festa dos donos da casa, mas tem pela frente o chinês Xu Jiayu, bicampeão mundial da prova. De olho também no russo Evgeny Rylov, no australiano Mitch Larkin e, claro, nos americanos Ryan Murphy e Matt Grevers, isso se um deles não perder a vaga na seletiva para Shaine Casas.

Meu pódio:

  • Ouro – Ryosuke Irie (JPN)
  • Prata – Ryan Murphy (EUA)
  • Bronze – Evgeny Rylov (RUS)

Fechando o dia, os 100m peito feminino, onde teremos mais uma vez a disputa entre as rivais: a americana Lilly King e a russa Yuliya Efimova. Mas quem tem se dado bem nessa briga nesta prova é King, ouro no Rio e bicampeã mundial em 2017 e 2019. Alheia a essa disputa, temos a italiana Martina Carraro, a sul-africana Tatjana Schoenmaker e a japonesa Reona Aoki, que brigam pelo bronze.

Meu pódio:

  • Ouro – Lilly King (EUA)
  • Prata – Yuliya Efimova (RUS)
  • Bronze – Martina Carraro (ITA)

Já nos saltos ornamentais, difícil tirar mais um ouro da China, agora na plataforma sincronizada feminina. A China nunca perdeu esta prova em Jogos Olímpicos e, mesmo sem a tricampeã Chen Ruolin, ainda segue como favorita. Lu Wei e Zhang Jiqi foram campeãs mundiais em 2019 com menos de 16 anos e com uma bela folga sobre a dupla da Malásia. Canadá, Estados Unidos e a sempre enigmática Coreia do Norte entram na briga pelo pódio.

Meu pódio:

  • Ouro – China
  • Prata – Coreia do Norte
  • Bronze – Canadá

Biles começa seu domínio

Se tem um ouro olímpico que é praticamente impossível errar é o dos Estados Unidos na prova por equipes femininas na ginástica artística. As americanas não perdem esta prova em competições globais desde o Mundial de 2010. Depois disso foram cinco títulos mundiais e dois olímpicos. Puxadas pela de outro mundo Simone Biles, as americanas vão sobrar nesta decisão, assim como tem feito ultimamente. A equipe da Rússia ficou com a prata nos dois últimos mundiais e nas duas últimas Olimpíadas e devem repetir a posição. China, Itália e França brigam pelo bronze.

Meu pódio:

  • Ouro – Estados Unidos
  • Prata – Rússia
  • Bronze – China

Japão não deve brilhar no judô, mas não passará em branco

Talvez este seja o dia com menos chance para o Japão no judô. Os 81kg masculino foram a única categoria masculina em que nenhum japonês subiu ao pódio no Mundial de 2019. O título ficou com o israelense Sagi Muki, que venceu o belga Matthias Casse na decisão, mas Takanori Nagase não pode ser ignorado. O canadense Antoine Valois-Fortier, o russo Khasan Khalmurzaev, ouro no Rio-2016, e o holandês Frank De Wit também brigam pelo pódio.

Meu pódio:

  • Ouro – Matthias Casse (BEL)
  • Prata – Antoine Valois-Fortier (CAN)
  • Bronzes – Takanori Nagase (JPN) e Khasan Khalmurzaev (RUS)

Nos 63kg feminino, a favoritíssima é a francesa tricampeã mundial Clarisse Agbegnenou. Ouro nos últimos três mundiais e prata no Rio, ela lidera o ranking, mas não terá vida fácil contra a japonesa Miku Tashiro, de quem venceu nas duas últimas decisões em mundiais. Tina Trstenjak, a eslovena campeã no Rio-2016, ainda é presença constante nos pódios. Correm por fora a cubana Maylin Carvajal, a neerlandesa Juul Franssen e a canadense Catherine Beauchemin-Pinard.

Meu pódio:

  • Ouro – Clarisse Agbegnenou (FRA)
  • Prata – Miku Tashiro (JPN)
  • Bronzes – Juul Franssen (HOL) e Maylin Carvajal (CUB)

No último dia de disputas do taekwondo, na categoria acima de 80kg masculina, a briga deve ficar entre os campeões mundiais, o russo Vladislav Larin e o cubano Rafael Alba. Não podemos, claro, ignorar os finalistas olímpicos do Rio, o azeri Radik Isaev e Abdoul Issoufou, do Níger, além do fortíssimo Anthony Pbame, do Gabão, prata em Londres, Nesta categoria teremos mais uma vez o besuntado de Tonga Pita Taufatofua chamando mais atenção pela fama de besuntado do que pelos resultados esportivos.

Meu pódio:

  • Ouro – Abdoul Razak Issoufou (NIG)
  • Prata – Mahama Cho (GBR)
  • Bronzes – Anthony Obame (GAB) e Vladislav Larin (RUS)

Para fechar entre as mulheres, a categoria acima dos 67kg feminino deve ter finalmente a vitória da britânica Bianca Walkden, tricampeã mundial. A chinesa Zheng Shuyin, que vencia Walkden na decisão do Mundial de 2019 e perdeu por punição, defende o título olímpico. A sul-coreana Lee Da-bin, a sérvia Milica Mandic, campeã olímpica em Londres-2012, a turca Nafia Kus e a mexicana Briseida Acosta são fortes nomes para o pódio.

Meu pódio:

  • Ouro – Bianca Walkden (GBR)
  • Prata – Lee Dabin (KOR)
  • Bronze – Briseida Acosta (MEX) e Nafia Kus (TUR)

A esgrima entra nas disputas por equipe e a primeira é a espada por equipes feminina. A equipe da China lidera o ranking mundial, foi campeã mundial em 2019 e prata no Rio-2016, mas terá que passar pela sempre fortes Rússia e Itália. A equipe dos Estados Unidos foi campeã mundial em 2018 e pode surpreender.

Meu pódio:

  • Ouro – Rússia
  • Prata – China
  • Bronze – Itália

Primeira final de esporte coletivo

E já teremos uma final de esporte coletivo ainda no 4º dia dos Jogos! O softball feminino retorna aos Jogos com uma competição relâmpago com apenas seis equipes na disputa. Assim como tivemos nos últimos sete mundiais, a final deve ser disputada entre Estados Unidos e Japão, também uma reedição da final da última aparição olímpica da modalidade, em Pequim-2008. Canadá e Austrália disputarão a medalha de bronze.

Meu pódio:

  • Ouro – Japão
  • Prata – Estados Unidos
  • Bronze – Austrália

Outras Provas

A australiana Jessica Fox é a favorita para a vitória no K1 feminino na canoagem slalom. Tricampeã mundial da prova, ela foi bronze em Londres aos 18 anos e prata no Rio, além dos vários pódios em Copas do Mundo. A eslovena Eva Tercelj é a atual campeã mundial e entra na disputa, assim como a alemã Ricarda Funk, a austríaca Corinna Kuhnle, a checa Katerina Kudejova, campeã mundial em 2015, e a brasileira Ana Sátila, 4ª colocada no geral na Copa do Mundo de 2019.

Meu pódio:

  • Ouro – Jessica Fox (AUS)
  • Prata – Ricarda Funk (GER)
  • Bronze – Katerina Kudejova (CZE)
Isabell Werth (GER)

Outra prova que não é difícil acertar o vencedor é o adestramento por equipes. A Alemanha tem dominado esta prova desde os anos 80, perdendo em competições globais apenas duas vezes, no Mundial de 2010 para os Países Baixos e nos Jogos de Londres para a Grã-Bretanha. Liderados pela espetacular e veteraníssima Isabell Werth, a Alemanha deve levar esse ouro dando a 7ª conquista olímpica para Werth, que é a 1ª e ao mesmo tempo a 2ª colocada do ranking mundial, por usar dois cavalos diferentes. A Grã-Bretanha perdeu um pouco a força depois que Charlotte Dujardin aposentou seu cavalo Valegro, mas ainda é forte candidata a medalha, assim como os Estados Unidos, a Dinamarca e os Países Baixos.

Meu pódio:

  • Ouro – Alemanha
  • Prata – Grã-Bretanha
  • Bronze – Estados Unidos

Assim como aconteceu no dia anterior com Nino Schurter, a Suíça tem grandes chances de levar mais um ouro, agora no mountain bike feminino. Jolanda Neff é a líder do ranking e presença constante nos pódios das Copas do Mundo, mas só venceu uma vez o Mundial, em 2017, e ainda não tem medalha olímpica. A americana Kate Courtney fez uma grande temporada de 2019 e saiu com o título da Copa do Mundo, além de ter sido campeã mundial em 2018. A francesa Pauline Ferrand-Prevot já levou duas vezes o Mundial, inclusive o de 2019, e também busca sua 1ª medalha olímpica. De olho também na neerlandesa Anne Terpstra e na sueca Jenny Rissveds, ouro no Rio-2016.

Meu pódio:

  • Ouro – Jolanda Neff (SUI)
  • Prata – Kate Courtney (EUA)
  • Bronze – Pauline Ferrand-Prevot (FRA)

A final do triatlo feminino deve mostrar a força das americanas na prova, mesmo sem a campeã do Rio, Gwen Jorgensen, que decidiu focar no atletismo. Katie Zaferes será a mulher a ser batida. Líder do ranking mundial, venceu cinco das oito etapas da Série Mundial em 2019. Mas as americanas terão pela frente a excelente equipe britânica. As seis primeiras do ranking mundial são dos dois países, três de cada.

Meu pódio:

  • Ouro – Katie Zaferes (EUA)
  • Prata – Vicky Holland (GBR)
  • Bronze – Georgia Taylor-Brown (GBR)

Duas provas por equipe no tiro farão sua estreia olímpica. Pela manhã, teremos a pistola de ar 10m mista e a Índia pinta como favorita graças à força de seus competidores individuais tanto no masculino como no feminino. Rússia, Coreia do Sul, Croácia, China e Sérvia também tem grandes atiradores nos dois gêneros e brigarão por medalha.

Meu pódio:

  • Ouro – Índia
  • Prata – Rússia
  • Bronze – Sérvia

À tarde, a disputa é pelo rifle de ar 10m misto e novamente a Índia desponta como fortíssima candidata ao ouro, já que deve medalhar nas duas provas individuais. China, Rússia, Sérvia e Alemanha são outras favoritas ao pódio.

Meu pódio:

  • Ouro – China
  • Prata – Sérvia
  • Bronze – Índia

Teremos nesta terça-feira as primeiras finais do remo. A primeira final da modalidade será o skiff quádruplo masculino, onde a Itália tem leve favoritismo. O quarteto italiano foi campeão mundial em 2018 e bronze em 2019. O time dos Países Baixos venceu o Mundial em 2019 por quase quatro segundos e não vai deixar fácil para os italianos. Polônia e Austrália também entram na disputa. A Alemanha defende o título olímpico, mas com apenas dois remadores remanescentes do título, ficou em 5º no último Mundial.

Meu pódio:

  • Ouro – Itália
  • Prata – Austrália
  • Bronze – Alemanha

Em seguida, o skiff quádruplo feminino, que também teve a Alemanha como vitoriosa no Rio-2016. A equipe inteira foi trocada e não vem com toda a força, mas ainda briga por medalha. Quem surge como favorita é a Polônia, campeã mundial em 2018 e prata em 2019, com apenas duas atletas do bronze do Rio-2016. Quem venceu o Mundial de 2019 foi a China, uma certa surpresa na ocasião. Países Baixos, Grã-Bretanha e a Nova Zelândia, que vem se tornando a potência feminina do remo, também brigam por medalha.

Meu pódio:

  • Ouro – Polônia
  • Prata – China
  • Bronze – Nova Zelândia

Para fechar o dia, duas finais do levantamento de peso. A primeira será os 59kg feminino, que não deve dar China. Como há uma limitação de quatro atletas por gênero, a China não deve escolher essa categoria, mas o título deve seguir na Ásia. No último Mundial, a disputa foi forte entre a taiwanesa Kuo Hsing-chun, tetracampeã mundial e bronze no Rio, e a norte-coreana Choe Hyo-Sim, prata no Rio na categoria acima. Kuo venceu por apenas 1 kg. A disputa do bronze fica aberta entre Rebeka Koha, da Letônia, a colombiana Rosive Silgado, a japonesa Mikiko Andoh e vietnamita Thi Duyen Hoang.

Meu pódio:

  • Ouro – Kuo Hsing-chun (TPE)
  • Prata – Choe Hyo-Sim (PRK)
  • Bronze – Rebeka Koha (LAT)

A outra prova é os 64kg feminino, que deve voltar a contar com uma chinesa, a supercampeã Deng Wei. Campeã olímpica no Rio, Deng tem cinco títulos mundiais e dificilmente perde esta prova. A norte-coreana Rim Un-Sim foi prata no Mundial de 2019, 10 kg atrás da chinesa. A romena Loredana Toma, a colombiana Mercedes Pérez e a canadense Maude Charron vem em seguida.

Meu pódio:

  • Ouro – Deng Wei (CHN)
  • Prata – Rim Un-Sim (PRK)
  • Bronze – Loredana Toma (ROU)

Com 72 finais disputadas, a China seguiria na frente, com 10 ouros, enquanto os americanos colaram com 9 ouros. Japão com 7, Coreia do Sul com 6 vem logo atrás, enquanto Austrália, Grã-Bretanha, Hungria, Índia e Rússia em seguida com 3 ouros cada.

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