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Os Olímpicos

E se os Jogos Olímpicos de Tóquio fossem hoje? – Dia 3

Primeira grande chance brasileira de ouro deve trazer dobradinha no skate

E se os Jogos Olímpicos de Tóquio fossem hoje? – Dia 3

Chegou a segunda-feira, aquele dia odiado. Mas nos Jogos Olímpicos, a primeira segunda-feira tem 21 finais e deve ser um dia excelente para o Brasil! Mas não para superar as 6 medalhas de 22 de agosto de 2008, em Pequim (lembrando que duas delas vieram anos depois com as desclassificações dos revezamentos 4x100m masculino e feminino, e o Brasil herdou dois bronzes).

Primeira grande chance de ouro

O Brasil deve brilhar na final do skate street feminino. Pamela Rosa e Rayssa Leal tem tudo para repetir a dobradinha do Mundial disputado em São Paulo em 2019. Mais experiente, Pamela tem tudo para faturar o primeiro ouro brasileiro em Tóquio e apenas o 4º ouro individual da história de uma mulher brasileira (os outros são de Maurren Maggi, Sarah Menezes e Rafaela Silva). Rayssa tem hoje apenas 12 anos e já é favorita ao pódio. Letícia Bufoni teve problema com lesão no último ano, e, se voltar com tudo, podemos até sonhar com um pódio completo brasileiro na prova. Uma das principais adversárias das brasileiras é a japonesa Aori Nishimura.

Meu pódio:

  • Ouro – Pamela Rosa (BRA)
  • Prata – Rayssa Leal (BRA)
  • Bronze – Aori Nishimura (JPN)

Brasil pode brilhar também nas lutas

O terceiro dia do judô deve ter mais um ouro japonês nos 73kg masculino. Shohei Ono foi ouro no Rio-2016 e é tricampeão mundial da categoria, sendo a última vez no Mundial de 2019. A final tem tudo para ser uma reprise do Rio, com Ono contra o azeri Rustam Orujov, que também perdeu na decisão do Mundial de 2019. Além dos dois, entram na briga por pódio o mongol Odbayar Ganbaatar, o russo Denis Iartcev, o canadense Arthur Margelidon e o turco Bilal Ciloglu.

Meu pódio:

  • Ouro – Shohei Ono (JPN)
  • Prata – Rustam Orujov (AZE)
  • Bronzes – Odbayar Ganbaatar (MGL) e Arthur Margelidon (CAN)

Já nos 57kg feminino, a maior ausência seria Rafaela Silva. Com o adiamento dos Jogos, a nossa campeã olímpica deve voltar e a tempo de conseguir a vaga olímpica. Mas Rafaela vai bater de frente contra a canadense nascida no Japão Christa Deguchi, atual campeã mundial, a japonesa Tsukasa Yoshida, de quem só venceu uma vez em sete confrontos, e a kosovar Nora Gjakova. Vale ficar de olho na veterana portuguesa Telma Monteiro e na mongol Sumiya Dorjsuren, derrotada na final olímpica pela Rafaela.

Meu pódio:

  • Ouro – Christa Deguchi (CAN)
  • Prata – Tsukasa Yoshida (JPN)
  • Bronzes – Rafaela Silva (BRA) e Telma Monteiro (POR)

Este deve ser também o grande dia pro Brasil no taekwondo. Nos 80kg masculino, o azeri Milad Beigi é o atual bicampeão mundial e um dos favoritos, ao lado do russo Maksim Khramtsov, líder do ranking mundial. Atual campeão olímpico, o marfinense Cheick Sallah Cissé vem logo atrás, assim como o brasileiro Ícaro Soares. O brasileiro foi prata no Mundial de 2019 na categoria logo acima desta, além da prata nos Jogos Pan-Americanos de Lima e pode surpreeender.

Meu pódio:

  • Ouro – Milad Belgi (AZE)
  • Prata – Cheick Sallah Cissé (CIV)
  • Bronzes – Maksim Khramtsov (RUS) e Raul Martinez (ESP)

Nos 67kg feminino, a brasileira Milena Titoneli também briga por medalha. Bronze no último Mundial, ela foi ouro nos Jogos Pan-Americanos e é uma grande aposta para o Brasil nos Jogos. Mas o favoritismo recai sobre a turca Nur Tatar, com duas medalhas olímpicas, ouro no Mundial de 2017 e prata no de 2019. A croata Matea Jelic, a marfinense Ruth Gbagbi e a americana Paige McPherson também são candidatas ao pódio.

Meu pódio:

  • Ouro – Nur Tatar (TUR)
  • Prata – Ruth Gbagbi (CIV)
  • Bronzes – Milena Titoneli (BRA) e Paige McPherson (USA)

Nunca um americano foi ouro nas provas masculinas tradicionais da esgrima. Isso tem grandes chances de mudar desta vez no florete individual masculino. Com um timaço que pode ter Alexander Massialas, Gerek Meinhardt, Race Imboden ou Nick Itkin (apenas 3 podem disputar), os Estados Unidos tem quatro atletas entre os oito melhores do mundo, mas curiosamente nenhum deles foi campeão mundial individual. Mas os italianos não ficam pra trás. Três deles estão no top-6 do ranking: Alessio Foconi, campeão mundial em 2018, Andrea Cassara, veterano com dois ouros olímpicos e 7 mundiais, e Daniele Garozzo, ouro no individual no Rio-2016. O francês Enzo Lefort, ouro no Mundial de 2019, é o intruso da lista.

Meu pódio:

  • Ouro – Alexander Massialas (EUA)
  • Prata – Enzo LEfort (FRA)
  • Bronze – Race Imboden (EUA)

Fechando as provas individuais da esgrima, o sabre individual feminino deve ter mais uma vez uma disputa entre a ucraniana Olha Kharlan e a russa Sofya Velikaya. A russa foi prata nas duas últimas Olimpíadas e tem dois títulos mundiais individuais, e Kharlan foi bronze nos dois últimos Jogos e tem quatro títulos mundiais. As duas tem juntas incríveis 31 medalhas em Mundiais e 43 medalhas em Europeus. A americana Anne-Elizabeth Stone, a francesa Manon Brunet e as russas Yana Egorian, ouro no Rio-2016, e Olga Nikitina correm por fora.

Meu pódio:

  • Ouro – Olha Kharlan (UKR)
  • Prata – Sofya Velikaya (RUS)
  • Bronze – Manon Brunet (FRA)

Show de Peaty na piscina e a batalha entre Ledecky e Titmus

Mais cinco finais no Centro Aquático, sendo quatro na natação e uma nos saltos ornamentais. A primeira final do dia será os 100m borboleta feminino, onde devemos ter a reprise da disputa no último Mundial. A sueca Sarah Sjöström era a favorita, mas foi surpreendida na decisão pela canadense Maggie MacNeil. Bronze no Mundial, a australiana Emma McKeon já nadou muito bem este ano e também entra na briga. As americanas não devem ser descartadas, claro. Kelsi Dahlia deve pegar uma das duas vagas e até Regan Smith, especializada nos costas, pode pegar a outra. Quem vier briga por medalha.

Meu pódio:

  • Ouro – Sarah Sjöström (SWE)
  • Prata – Regan Smith (EUA)
  • Bronze – Emma McKeon (AUS)

Nem precisa dizer quem leva os 100m peito masculino. O britânico Adam Peaty está cada vez mais a frente dos outros, graças a sua excepcional técnica de fechar as piscinas. Desde 2014 ele não perde esta prova em uma Olimpíada, Mundial, Europeu ou Jogos da Comunidade Britânica. Ninguém chega perto dos 56.88 da semifinal do último Mundial. Está difícil até para alguém baixar dos 58 s. Seu compatriota James Wilby foi prata no último Mundial e vai brigar pelas outras medalhas com o neerlandês Arno Kamminga, o chinês Yan Zibei, o jovem italiano Nicolò Martinenghi e o russo Kirill Prigoda. O nado de peito não tem sido tão bom para os americanos ultimamente, apesar deles beliscarem medalhas.

Meu pódio:

  • Ouro – Adam Peaty (GBR)
  • Prata – James Wilby (GBR)
  • Bronze – Nicolo Martinenghi (ITA)

Na prova seguinte teremos Katie Ledecky buscando o bicampeonato nos 400m livre feminino. Após um Mundial de 2019 com alguns problemas, Ledecky terá pela frente a jovem australiana Ariarne Titmus, que derrotou a americana nesta final em Gwangju. Titmus surpreendeu o mundo com seus 3:58.76 contra 3:59.97 de Ledecky no primeiro dia de disputas do Mundial. A americana teve problemas de saúde e até desistiu da final dos 1.500m dois dias depois. Ainda assim, Titmus mostrou que veio pra ficar e ameaçar o trono da americana. A americana Leah Smith vem logo atrás das duas e briga pelo bronze com as húngaras Anja Késely e Boglárka Kapás e com a chinesa Wang Jianjiahe.

Meu pódio:

  • Ouro – Ariarne Titmus (AUS)
  • Prata – Katie Ledecky (EUA)
  • Bronze – Leah Smith (EUA)

Mas a final mais esperada do dia será o revezamento 4x100m livre masculino. Será a estreia do americano Caeleb Dressel nas piscinas de Tóquio. Dressel deve ser um dos grandes nomes dos Jogos e não vai decepcionar. Aos 23 anos, já tem 13 títulos mundiais e 2 olímpicos. O timaço americano deve ficar com o ouro, mas não terá vida fácil contra o fortíssimo quarteto da Rússia, com nomes como Vladimir Morozov, Evgeny Rylov e Kliment Kolesnikov. A Austrália de Kyle Chalmers e Cameron McEvoy entra na briga pelo bronze, que também terá a Grã-Bretanha, a Itália e o Brasil, que chega com ótimas chances, podendo surpreender.

Meu pódio:

  • Ouro – Estados Unidos
  • Prata – Rússia
  • Bronze – Austrália

Mais tarde, a China ficará com o ouro em mais uma prova dos saltos ornamentais. Na disputa da plataforma sincronizada masculina, a dupla deve ser formada por Cao Yuan e Chen Aisen, campeões mundiais em 2019 por uma margem de mais de 40 pontos na final. Chen Aisen foi ouro nesta prova e na individual no Rio-2016. A Rússia e a Grã-Bretanha, que deve contar com o queridinho Tom Daley, brigam pela prata e Ucrânia e Austrália vem logo atrás.

Meu pódio:

  • Ouro – China
  • Prata – Grã-Bretanha
  • Bronze – Ucrânia

Outras finais

Nino Schurter (SUI)

O Brasil terá mais uma bela chance de medalha com Henrique Avancini no mountain bike masculino. Atual segundo lugar no ranking mundial, ele ainda busca sua primeira medalha em uma competição global, batendo na trave nos últimos mundiais. Mas o homem a ser batido segue sendo o suíço Nino Schurter. Ouro no Rio, Schurter foi oito vezes campeão mundial no cross-country e sete vezes campeão da Copa do Mundo. As grandes ameaças pro brasileiro são o italiano Gerhard Kerschbaumer, o neerlandês Mathieu van der Poel, o também suíço Mathias Flückiger e a armada francesa. Vale acompanhar.

Meu pódio:

  • Ouro – Nino Schurter (SUI)
  • Prata – Mathieu van der Poel (HOL)
  • Bronze – Gerhard Kerschbaumer (ITA)

A Coreia do Sul segue como favorita no tiro com arco, agora na disputa de equipes masculinas. Assim como no feminino, seja quem estiver na equipe, é para brigar pelo ouro individual. Entretanto, os sul-coreano perderam na semifinal do último Mundial, vencido pelo time da China. A Índia surpreendeu com a prata no Mundial e entra pra briga, assim como os Países Baixos e a Austrália. Os Estados Unidos também entram na briga simplesmente pelo fato de terem Brady Ellison na equipe.

Meu pódio:

  • Ouro – Coreia do Sul
  • Prata – Países Baixos
  • Bronze – Estados Unidos

A primeira final da canoagem slalom ocorre nesta segunda-feira com a prova do C1 masculino. A força da prova está toda na Europa e fica entre França, Eslovênia, Eslováquia e Alemanha. Vale lembrar que apenas um atleta por país pode competir e a disputa forte fica nas seletivas desses países. A Eslováquia pode ter Matej Benus, prata no Rio, como o veteraníssimo Michal Martikan, ouro em Atlanta-1996 e Pequim-2008. A Eslovênia terá Luka Bozic ou Benjamin Savsek, campeão mundial em 2017. Da França, vem o atual campeão mundial Cédric Joly e o atual campeão olímpico Denis Chanut. Os alemães Franz Anton e Sideris Tasiadis vem logo atrás.

Meu pódio:

  • Ouro – Luka Bozic (SLO)
  • Prata – Franz Anton (GER)
  • Bronze – Matej Benus (SVK)

A primeira final da ginástica artística é a equipe masculina. Em casa, o Japão chegará fortíssimo buscando repetir o ouro no Rio-2016, com um time bem renovado, mas a Rússia tem dois atletas impecáveis no individual geral: Nikita Nagornyy e Artur Dalaloyan. A China é uma equipe sempre forte, com excelentes atletas em todos os aparelhos, ouro em 11 dos 14 últimos mundiais. Dificilmente uma outra equipe entra nesse pódio. Grã-Bretanha e Estados Unidos correm por fora.

Meu pódio:

  • Ouro – Rússia
  • Prata – Japão
  • Bronze – China

Indo pro tiro, teremos as duas finais do skeet. No skeet masculino, o problema será parar o americano Vincent Hancock. Ouro em Pequim-2008 e em Londres-2012, ele decepcionou no Rio, ficando bem longe da final, mas foi brilhante no Mundial de 2018, errando apenas um prato durante toda a disputa e em 2019, quando levou duas etapas da Copa do Mundo. De olho sempre nos italianos, que tem uma grande escola de tiro ao prato, incluindo o campeão do Rio-2016 Gabriele Rossetti e Tammaro Cassandro. De olho também no sueco Stefan Nilsson, líder do ranking, e no checo Tomas Nydrle.

Meu pódio:

  • Ouro – Vincent Hancock (EUA)
  • Prata – Stefan Nilsson (SWE)
  • Bronze – Gabriele Rossetti (ITA)

A final do skeet feminino também teria boas chances de vitória americana. Caitlin Connor e a veteraníssima Kim Rhode, medalhista em seis Olimpíadas seguidas, foram ouro e prata no último Mundial, mas não foram escolhidas para a equipe americana em Tóquio e entram em seus lugares Amber English e Austen Smith. English foi bronze no Mundial, no pódio completo americano e ainda sim é um nome forte. As italianas Diana Bacosi e Chiara Cainero irão a Tóquio buscando repetir a dobradinha ouro e prata do Rio. A chinesa Wei Meng e a eslovaca Danka Bartekova também devem brigar por vaga na decisão.

Meu pódio:

  • Ouro – Diana Bacosi (ITA)
  • Prata – Danka Bartekova (SVK)
  • Bronze – Wei Meng (CHN)

Nesse 3º dia de Jogos já teremos uma final do tênis de mesa, com a decisão das duplas mistas, prova que fará sua estreia olímpica em Tóquio. Se o assunto é tênis de mesa, a China é a franca favorita. Ainda não sabemos a dupla que jogará, mas seja qual for, já será favorita. Xu Xin e Liu Shiwen lideram o ranking mundial e são os atuais campeões mundiais. O Japão também vem pra medalhar com Jun Mizutani e Mima Ito. Hong Kong, Taiwan e Alemanha disputarão o bronze.

Meu pódio:

  • Ouro – China
  • Prata – Japão
  • Bronze – Alemanha

A final do triatlo masculino promete grandes emoções. O britânico bicampeão olímpico Alistair Brownlee praticamente não competiu em 2019 e ficou em 4º este ano no Europeu de Duatlo, mas não deve ser esquecido jamais. Seu irmão Jonathan Brownlee teve um 2019 médio, mas o trabalho em equipe pode ser fundamental para mais uma dobradinha, assim como foi no Rio-2016. O francês Vincent Luis lidera o ranking mundial e foi campeão da Série Mundial em 2019 e, ao lado do trio espanhol Mario Mola, Javier Gómez e Fernando Alarza, quer quebrar esse domínio dos irmãos ingleses.

Meu pódio:

  • Ouro – Mario Mola (ESP)
  • Prata – Vincent Luis (FRA)
  • Bronze – Javier Gomez (ESP)

Fechando o dia, mais uma decisão do levantamento de peso, com os 55kg feminino. Mais uma vez a vitória aqui deve ser chinesa. Quatro chinesas podem brigar pelo ouro nesta prova, mas Liao Qiuyun, campeã mundial em 2019, e Zhang Wanqiong, prata em 2019, saem na frente das outras. Vale lembrar que há um limite por país de quatro homens e quatro mulheres nos Jogos, então a China precisará fazer bem a escolha das categorias que competirá. Ainda assim, nas categorias mais baixas, principalmente no feminino, o domínio segue todo asiático. As principais concorrentes são a filipina Hidilyn Diaz, a cazaque Zulfiya Chinshanlo (que perdeu o ouro de Londres por doping) e a colombiana Yenny Sinisterra.

Meu pódio:

  • Ouro – Liao Qiuyun (CHN)
  • Prata – Hidilyn Diaz (PHI)
  • Bronze – Yenny Sinisterra (COL)

Após 3 dias dos Jogos, já são 50 finais e, pelos meus chutes, a China assumiria a liderança do quadro de medalhas, com 7 ouros, seguida da Coreia do Sul com 6, e Japão e Estados Unidos com 5 cada. A Hungria com 3 ouros é o melhor país europeu no momento e o Brasil já aparece aqui com 1 ouro e 6 medalhas.

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