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Esportes de Neve

 

Alice Padilha quer virar treinadora e ajudar o esqui feminino do Brasil



Alice Padilha pretende estuar Ciências do Esporte e FIsioterapia e se tornar treinadora de esqui. Atleta participou de sua primeira Olimpíada em Milão-Cortina 2026



Alice Padilha no esqui alpino feminino slalom - Milão-Cortina 2026
(Foto: Gabriel Gentile/OTD)

Cortina D’Ampezzo – O Time Brasil voltou a participar uma prova do esqui alpino feminino na Olimpíada de Inverno. Alice Padilha não completou a disputa do slalom feminino, mas voltou a colocar a bandeira brasileira na modalidade após 12 anos. A brasileira quer ajudar a aumentar a participação feminina do país no esqui alpino e sonha em se tornar treinadora daqui alguns anos.

Alice Padilha foi uma das últimas atletas a descer na primeira rodada do slalom feminino nos Jogos Olímpicos Milão-Cortina 2026. Por isso, a esquiadora brasileira pegou a pista com a neve longe das condições ideais. Em um primeiro setor complicado, Alice errou uma curva e não conseguiu completar a prova. A condição da neve hoje era mais difícil porque eu fui uma das últimas. Já esquiei algumas vezes mais para o final, mas estar numa Olimpíada faz você ficar mais ansiosa. Não foi legal, mas estou grata em estar aqui”, disse Alice em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Apesar de não ter passado pela linha de chegada, a participação de Alice Padilha nesta Olimpíada é importante, pois ela marca a volta do Brasil para o esqui alpino feminino. A última representante do país tinha sido Maya Harrisson em Sochi-2014. Nos últimos anos, o país teve poucas mulheres participando de provas internacionais. E Alice quer ajudar a melhorar esse cenário. “Eu acho muito legal que eu pude fazer isso, para termos mais meninas esquiando pelo Brasil. E mostrar para as meninas que quiserem esquiar que elas podem fazer, que não é só uma coisa de menino”, afirmou.

Futura treinadora

A esquiadora ainda pensa nos passos da sua carreira aos poucos, vivendo um dia de cada vez. Alice Padilha ainda deve ter mais algumas provas antes do término da temporada. Nascida no Brasil, ela se mudou com sua família para os EUA quando criança. No ano passado, Alice se mudou para a Áustria para melhorar suas habilidades. “Na Áustria, o nível é muito mais alto. O esporte começou lá e eles têm mais técnica. Todo mundo treina lá. Eu só queria ir para lá treinar com todo mundo”, contou a atleta.

E na meta de ajudar a desenvolver o esqui alpino feminino do Brasil, Alice Padilha tem o desejo de se tornar treinadora. O meu futuro vai ser no esqui. Eu quero estudar Ciências do Esporte e Fisioterapia e virar uma técnica de esqui. Já tive muitos treinadores diferentes e sei o que a cabeça do atleta pensa quando ele está esquiando. Preciso agradecer umas dicas do Miha Kürner, que era o meu coach há dois anos. Ele me ensinou muito e eu dizer obrigada a ele por tudo. Eu não ia estar aqui sem ele”, concluiu.

Jornalista formado pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e viciado em esportes

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