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Gabi cita “um pouquinho da mágica” de Thiago Silva após vitória do Brasil



Capitã brincou após fazer duas defesas com o pé, demonstrou preocupação com Rosamaria e exaltou a força do elenco brasileiro



Gabi brincou com a presença de Thiago Silva após duas defesas com o pé e falou sobre Rosamaria e a força do Brasil contra a Colômbia.
Crédito: Wallace Teixeira/FV Imagem/CBV

Gabi encontrou uma explicação bem-humorada para as duas defesas com o pé que realizou durante a vitória da seleção brasileira sobre a Colômbia pelo Sul-Americano feminino de vôlei. A ponteira relacionou os lances à presença de Thiago Silva, zagueiro do Fluminense e ex-capitão da seleção brasileira de futebol, nas arquibancadas.

“Hoje eu peguei duas bolinhas com o pé. Vi que o Thiago Silva estava aqui na bancada e veio prestigiar a gente. Quem sabe foi um pouquinho da mágica dele que deu um pouco de sorte”, brincou Gabi.

Dentro da quadra, o Brasil venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/18 e 36/34, nesta quinta-feira (10), no Rio de Janeiro. Gabi marcou dez pontos e ajudou a seleção a manter 100% de aproveitamento na competição.

Apesar do triunfo em sets diretos, a capitã definiu a terceira parcial como uma “loucura”. A Colômbia chegou a abrir 23 a 21 e teve oportunidades de prolongar a partida, mas o Brasil reagiu e fechou o confronto após uma disputa de 70 pontos.

“Meu Deus do céu, que loucura foi esse terceiro set. Ainda mais nessa retomada em que estou me recuperando e pegando ritmo de novo. Fico muito feliz com a vitória, mas, ao mesmo tempo, bem triste. A gente espera que a Rosa não tenha tido nenhuma lesão mais séria, porque ela tem feito um ano excelente. Ao mesmo tempo em que ficamos felizes com a vitória, com a saída da Rosa todo mundo ficou bem preocupado. Acho que o time conseguiu lutar muito por ela.”

Preocupação com Rosamaria

Rosamaria sentiu o joelho durante o segundo set e precisou deixar a partida. A jogadora permaneceu no banco de reservas durante o restante do confronto, com gelo na região.

Gabi admitiu que a saída da companheira afetou emocionalmente a equipe. A capitã, porém, destacou a entrada de Sabrina e a união do grupo para buscar a vitória.

“Nunca é fácil quando uma jogadora tão importante para a gente, em todos os sentidos, acaba se lesionando. Ela sai mancando e todo mundo fica se perguntando o que aconteceu. É claro que mexe, mas a Sabrina também entrou com muita energia e muita vontade de ajudar. A gente se juntou para buscar essa vitória pela Rosa.”

A ponteira também ressaltou a importância de Rosamaria dentro e fora de quadra. Gabi espera que o problema não impeça a companheira de disputar os compromissos decisivos do Sul-Americano.

“Agora é torcer para que não seja nada sério, porque a Rosa é uma jogadora muito importante. Ela fez um ano maravilhoso e não merece sair dessa competição com uma lesão.”

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Banco participa da reação

O Brasil precisou recorrer ao banco de reservas durante a terceira parcial. Além da entrada de Sabrina no lugar de Rosamaria, José Roberto Guimarães utilizou Tainara, Júlia Bergmann, Luzia e Vivian nos momentos decisivos.

Com a seleção em desvantagem por 23 a 21, Tainara entrou na inversão e marcou um ponto importante. Júlia Bergmann foi acionada para reforçar a linha de passe, enquanto Vivian realizou uma defesa com uma das mãos e participou da distribuição das jogadas. Luzia marcou os dois últimos pontos do confronto e fechou a partida com um bloqueio.

Para Gabi, a participação das reservas repetiu uma característica apresentada pelo Brasil durante a Liga das Nações, quando a equipe conseguiu reverter situações desfavoráveis com contribuições vindas do banco.

“Acho que foi um reflexo da nossa temporada. Durante a VNL, em diversos momentos, o time conseguiu virar sets quase perdidos, com jogadoras vindo do banco e fazendo a diferença. Hoje não foi diferente. As meninas fizeram muita diferença.”

A capitã detalhou a importância de cada substituição e ressaltou a dificuldade enfrentada por Sabrina ao precisar entrar logo depois do problema físico de Rosamaria.

“A Sabrina entrou no lugar da Rosa, o que não é fácil. A gente perdeu uma jogadora e não sabia se era uma lesão mais séria. Ela entrou em um momento de pressão, sabendo da importância que a Rosa tem não apenas como jogadora, mas também como líder. A Júlia entrou em um momento crucial e entregou um passe. A Luzia fez a diferença no bloqueio. A Tainara virou uma bola importante. A Vivian defendeu uma bola com uma das mãos e depois conduziu muito bem o jogo para aproveitarmos a inversão.”

Colômbia leva Brasil ao limite

Gabi também valorizou a atuação colombiana, especialmente no terceiro set. A capitã citou a força física e a habilidade das atacantes adversárias, que dificultaram o trabalho do sistema defensivo brasileiro.

“A gente sabe da qualidade da Colômbia, que nos colocou em dificuldade em muitos momentos no bloqueio e na defesa. Elas têm três extremidades fortes e centrais muito eficientes no ataque. A Montaño é mais forte fisicamente, enquanto a Pascua é extremamente habilidosa.”

Do lado brasileiro, Ana Cristina terminou como a maior pontuadora, com 28 acertos, sendo 16 somente na última parcial. Sabrina contribuiu com nove pontos depois de substituir Rosamaria.

“No nosso lado, tínhamos a Aninha e a Sabrina vindo com tudo. No final, a Luzia conseguiu fechar com um bloqueio muito importante, porque acho que, se a gente perde aquele set, o jogo poderia enroscar.”

Depois de três partidas consecutivas, o Brasil terá um dia sem jogos antes dos compromissos contra Chile e Argentina. Duas vitórias garantem o título sul-americano e a vaga direta nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028.

“É disso que vamos precisar. Tenho certeza de que no fim de semana não será diferente. Precisamos das 14 jogadoras prontas. Agora é descansar, porque foram três dias bem desgastantes, recuperar as energias e voltar com tudo”, concluiu Gabi.

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