Federica Brignone escreveu um dos capítulos mais marcantes dos Jogos Olímpicos de Inverno de Milano-Cortina 2026. Nesta quinta-feira (12), a italiana de 35 anos venceu o Super-G feminino com o tempo de 1min23s41, em Cortina d’Ampezzo, e garantiu o primeiro ouro do esqui alpino da Itália nesta edição.
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Conhecida como “Tigre” por sua determinação, Brignone chegou a ter a participação nos Jogos ameaçada após sofrer múltiplas fraturas na perna e romper o ligamento cruzado anterior em uma queda no mês de abril do ano passado. Ela retornou às competições apenas no fim de janeiro e, diante da torcida, entregou uma descida praticamente perfeita na exigente pista Olimpia delle Tofane.
Competindo com o número seis, a italiana atacou o traçado mesmo sob forte neblina, condição que dificultou a visibilidade e provocou erros ao longo da prova. 17 atletas não completaram a descida em um percurso técnico e traiçoeiro.
A prata ficou com a francesa Romane Miradoli, que marcou 1min23s82, enquanto a austríaca Cornelia Huetter levou o bronze com 1min23s93. Por apenas um centésimo, a também austríaca Ariane Raedler terminou fora do pódio, em quarto lugar, com 1min23s94.
O ouro completa a coleção olímpica de Brignone. Ela já havia conquistado a prata em Beijing 2022 e o bronze em PyeongChang 2018, ambos no slalom gigante. Com a conquista, a Itália passa para a vice-liderança do quadro de medalhas em Milano-Cortina 2026 com cinco ouros, duas pratas e sete bronzes.
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