O Brasil terá dois nomes de peso à frente da delegação na cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026, que acontece na sexta-feira no estádio San Siro. Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino, e Nicole Silveira, do skeleton, foram escolhidos como porta-bandeiras do Time Brasil e simbolizam um momento histórico: pela primeira vez, o país chega à Olimpíada de Inverno com chances reais de medalha.
Lucas Pinheiro Braathen: vice-líder do mundo e esperança de medalha inédita
O esquiador chega a Milão-Cortina 2026 como o principal nome da delegação brasileira. Vice-líder do ranking geral da Copa do Mundo de esqui alpino, o atleta vive a melhor fase da carreira e desponta como candidato real ao pódio nas provas de slalom e slalom gigante.
Nascido em Oslo, na Noruega, Lucas é filho de pai norueguês e mãe brasileira. Mesmo criado na Europa, sempre manteve uma relação próxima com o Brasil, visitando o país com frequência durante as férias. Torcedor do São Paulo e fã declarado de Ronaldinho Gaúcho, ele construiu sua carreira esportiva longe do futebol, tornando-se um dos grandes nomes do esqui alpino mundial.
Nicole Silveira: constância, evolução e sonho de pódio no skeleton
Ao lado de Lucas, Nicole Silveira completa a dupla de porta-bandeiras do Brasil. A atleta do skeleton chega a Milão-Cortina 2026 como campeã pan-americana, top-10 do ranking mundial e quarta colocada no Mundial de 2025.
Natural de Rio Grande (RS), Nicole se mudou ainda criança para Calgary, no Canadá. Antes de chegar ao skeleton, passou pelo futebol e pelo fisiculturismo. Foi justamente no ambiente das academias que recebeu, em 2017, o convite para testar pela seleção brasileira de bobsled. Pouco depois, migrou para o skeleton — e a adaptação foi imediata. “Foi paixão à primeira descida”, relembra a atleta.
Nicole compete no skeleton há pouco mais de oito anos e construiu sua trajetória de forma independente, muitas vezes conciliando o esporte com o trabalho como enfermeira para bancar viagens e equipamentos.
“Quando olho para trás e vejo que estou entre as nove melhores do mundo, isso me enche de orgulho. Construí esse caminho praticamente sozinha, em um esporte dominado por grandes potências”, disse em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
Nos Jogos Olímpicos de Inverno de Beijing-2022, Nicole terminou em 13º lugar. Desde então, deu um salto de desempenho e conquistou os melhores resultados da carreira no último ciclo.
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