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Milão Cortina-2026

 

Esquiador nativo do Himalaia representa a Índia nos Jogos de Inverno



Arif Khan nasceu em Gulmarg, distrito localizado na cordilheira Pir Panjal que integra a cadeia de montanhas mais alta do planeta. País tem apenas dois representantes em Milão-Cortina



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(facebook/intskier)

Um dos dois representantes da Índia nos Jogos Olímpicos de Inverno nasceu no Himalaia, a cadeia de montanhas onde está localizado o monte Everest, ponto mais alto do planeta. Arif Khan é atleta do esqui alpino, nas modalidades slalom e no slalom gigante, e aos 35 anos vai em Milão-Cortina para a segunda participação olímpica.

O indiano é de Gulmarg, distrito localizado na cordilheira Pir Panjal, que integra o Himalaia na porção ocidental. Fica nas regiões de Jammu e Caxemira. “Quando você cresce em Gulmarg, a neve se torna a sua escola”, escreveu Arif Khan em postagem no Instagram.

O distrito está a cerca de 2,6 mil metros acima do nível do mar é destino de esquiadores do mundo inteiro. Vale dizer que o Everest tem 8.848 metros de altitude.

Neve ou nada

Para o site Olympics.com, Arif Khan explicou que a localidade tem seis meses de inverno. “Não havia muitas coisas para fazer. A única coisa que você podia fazer era sair para a neve e brincar, brincar com o que estivesse disponível ali. Então eu peguei um par de esquis e passava o dia todo esquiando”, detalhou.

“Você simplesmente vai, sem pensar. O que vem depois quase sempre é a primeira queda. É só a velocidade que faz você sentir algo, algo ao qual precisa se agarrar.”, acrescentou o esquiador.

Segunda participação

Arif Khan é um dos dois únicos representantes da Índia nos Jogos de Inverno. O outro é Stanzin Lundup, do esqui cross-country. Quatro anos atrás, Arif foi o único do país a competir em Pequim-2022. Ficou em 45º lugar no Slalom Gigante e não completou o Slalom.

“Como um país pequeno na comunidade do esqui, a Índia tem um enorme potencial, com um grande número de cadeias de montanhas”, afirmou o atleta. “O mundo deveria olhar para a Índia como um destino esportivo, porque temos muitos lugares e muitas opções para desenvolver. Assim podemos promover e desenvolver o esporte para manter vivo o espírito olímpico na Índia.”

Jornalista com mais de 20 anos de profissão, mais da metade deles na área de esportes. Está no OTD desde 2019 e, por ele, já cobriu 'in loco' os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Tóquio, os Olímpicos de Paris, além dos Jogos Pan-Americanos de Lima e de Santiago

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