Jovem, mas experiente. É assim que podemos definir Eduarda Ribera, atleta da seleção brasileira de esqui cross-country. Neste ano, ela vai para sua segunda Olimpíada de Inverno aos 21 anos. Principal nome da nova geração do esqui brasileiro, Duda vem de uma família forte nos esportes de inverno e quer conseguir bons resultados em Milão-Cortina 2026.
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O esqui cross-country faz parte da família Westemaier Ribera. Irmão mais velho de Duda, Cristian Ribera é campeão mundial no paraesqui cross-country e pode se tornar o primeiro brasileiro medalhista nos Jogos Paralímpicos de Inverno. Logo quando Cristian começou a praticar o rollerski (uma adaptação do esqui cross-country, utilizando esquis com rodinhas), ela demonstrou interesse em praticar o esporte também.
Na temporada 2024/2025, Eduarda Ribera obteve bons resultados nos Mundial Júnior e Sênior. Assim, ela ajudou o Brasil a garantir duas vagas no esqui cross-country feminino em Milão-Cortina 2026. Ela ainda foi a primeira atleta do país a ser convocada para a Olimpíada e, por isso, teve uma temporada mais tranquila, competindo menos e treinando mais. “Essa temporada foi bem mais tranquila, só pelo fato de saber que eu já tinha conquistado a vaga muito antes dos Jogos. Então, eu consegui ficar mais calma e treinar mais tranquila”, explicou a atleta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.

Mente diferente
Nos quatro anos entre Beijing-2022 e Milão-Cortina 2026, Duda Ribera cresceu. Ela melhorou os seus resultados na neve e no rollerski. Apesar da melhora no aspecto físico, para a esquiadora, a principal mudança está na cabeça. “O mental sem dúvidas é a principal diferença. Agora eu estou indo para os Jogos com a minha própria vaga olímpica. Então mentalmente estou bem melhor”, contou a esquiadora.
Na Itália, Duda vai competir no sprint clássico, na prova individual de 10km em estilo livre e no sprint por equipes (com Eduarda Ribera). “Meu maior objetivo é me sentir bem, aproveitar a experiência dos jogos e claro, dar tudo de mim do começo ao fim”, concluiu.