Ela lutou muito! Mas finalmente conseguiu realizar o seu sonho. Bruna Moura vai para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 após muita superação. De problemas cardíacos a um acidente de carro que quase tirou sua vida quatro anos atrás. Apesar dos vários percalços, Bruna vai finalmente disputar uma Olimpíada com a bandeira verde e amarela.
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Bruna Moura começou no esporte no ciclismo mountain bike. Mas um problema no coração fez com que ela perdesse suas oportunidades na seleção brasileira. Jaqueline Mourão, sua colega no ciclismo, apresentou-a ao esqui cross-country. Competindo ao lado de Jaque, Bruna conseguiu bons resultados no Mundial de 2021, ajudando a garantir duas vagas femininas para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno Beijing-2022.
O acidente
Quatro anos atrás, Bruna Moura foi convocada para a Olimpíada de Inverno na China. Quando tudo virou de cabeça para baixo. Ela estava em uma van a caminho do aeroporto para sua viagem à Beijing. A van colidiu com um caminhão na estrada. O motorista morreu na hora. Bruna sofreu ferimentos graves e teve que ser internada. Sonho olímpico adiado.
A recuperação foi longa, mas Bruna Moura voltou às competições em 2023, com foco na classificação para Milão-Cortina 2026. A caminhada foi turbulenta, por conta das sequelas do acidente. Bruna perdeu 20% da visão e ainda sofre com dores no pé esquerdo. Mesmo assim, ela foi resiliente e conseguiu a classificação para a Olimpíada.

“A sensação de classificar para a Olimpíada é indescritível. Foram tantos acontecimentos até aqui que finalmente realizar este sonho é algo surreal. Eu vou acreditar quando finalmente cruzar a linha de chegada”, contou a atleta em entrevista ao Olimpíada Todo Dia.
Agora é pra valer!
Em Milão-Cortina 2026, Bruna Moura vai competir no sprint clássico, na prova individual de 10km em estilo livre e no sprint por equipes (com Eduarda Ribera). Mesmo sem ter chances de medalha, Bruna quer se esforçar para conseguir um bom resultado para o Brasil.
“Eu quero terminar minhas competições sabendo que eu entreguei o melhor resultado possível e, considerando que ao sermos realistas sabemos que infelizmente não há a possibilidade de disputar uma medalha olímpica, eu quero ser competitiva entre as nações com menos tradição na neve e brigar para colocar o Brasil no topo entre os países dessa lista”, explicou.