Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terão disputas em 15 modalidades diferentes. Nesta série de textos, o OTD apresenta cada um desses esportes. Se você gosta de disputas emocionantes e acirradas, definidas apenas na linha de chegada, não perca as provas da patinação de velocidade short track (pista curta).
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A patinação já era praticada na Europa desde o século XVI, quando pessoas utilizavam patins para se locomover em rios e lagos congelados. A patinação de velocidade teve sua primeira prova oficial em 1805, em um canal congelado na cidade de Heerenveen, na Holanda.
O surgimento do short track
Com a chegada do esporte à América do Norte, a patinação de velocidade passou a ser disputada em rinks menores e arenas fechadas. Além disso, os atletas começaram a largar todos juntos, ao contrário do modelo europeu, em que competiam de dois em dois.
Esse novo formato deu origem à patinação de velocidade em pista curta, conhecida internacionalmente como short track, marcada por provas rápidas, disputas diretas e contatos frequentes entre os competidores.
Como funcionam as provas do short track
As provas de short track acontecem em séries de baterias eliminatórias. Em cada fase, os melhores avançam até a definição dos medalhistas.
Por ser uma modalidade de contato, um atleta pode ser desclassificado se atrapalhar um adversário. Em alguns casos, um patinador pode até avançar de fase sem concluir a prova, caso os juízes entendam que ele foi prejudicado por outro competidor.
O programa olímpico conta com seis provas individuais:
- 500 m, 1000 m e 1500 m no masculino
- 500 m, 1000 m e 1500 m no feminino
Além disso, há as provas de revezamento:
- 2000 m misto
- 3000 m feminino
- 5000 m masculino
O short track nos Jogos Olímpicos de Inverno
A patinação de velocidade short track fez sua estreia olímpica como esporte de demonstração em Calgary-1988. Quatro anos depois, em Albertville-1992, passou a integrar oficialmente o programa dos Jogos Olímpicos de Inverno.
A modalidade é dominada por países da Ásia e da América do Norte. A Coreia do Sul lidera o quadro histórico com 53 medalhas (26 ouros, 16 pratas e 11 bronzes). China e Canadá somam 37 medalhas cada, enquanto os Estados Unidos aparecem na sequência com 20 pódios.
Um ouro histórico no short track
O short track também é conhecido por suas reviravoltas imprevisíveis. Foi nessa modalidade que saiu a primeira medalha de ouro de um país do hemisfério Sul em Jogos Olímpicos de Inverno.
Em Salt Lake City-2002, o australiano Steven Bradbury conquistou o ouro nos 1000 m ao se beneficiar de quedas dos adversários nas quartas de final, semifinal e final, em um dos momentos mais emblemáticos da história olímpica de inverno.
O Brasil na patinação de velocidade short track
O primeiro brasileiro a competir internacionalmente no short track foi Felipe Souza, que participou do circuito mundial nos anos 2000. Ele chegou perto da classificação para Turim-2006, mas não conseguiu a vaga olímpica.
Atualmente, o principal nome do Brasil na modalidade é Lucas Henry Koo. De origem sul-coreana e brasileira, o jovem atleta conquistou dois top-10 nos Jogos Olímpicos da Juventude de 2024 e já disputa o circuito mundial adulto. Koo aparece como um nome promissor para representar o país nos Jogos Olímpicos de Inverno de 2030, na França.
Os craques do short track em Milão-Cortina 2026
As principais estrelas do short track masculino vêm do Canadá. William Dandjinou e Steven Dubois dominaram o último Campeonato Mundial e chegam como fortes candidatos ao pódio em Milão-Cortina 2026.
No feminino, a Coreia do Sul segue como grande potência, com destaque para Kim Gil-li, campeã mundial dos 1500 m, e Choi Min-jeong, dona de cinco medalhas olímpicas.
A Itália contará com uma de suas maiores estrelas da história dos esportes de inverno. Arianna Fontana é a maior medalhista olímpica de inverno do país, com nove medalhas, e chega à Olimpíada como bicampeã olímpica dos 500 m, competindo em casa.