Os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026 terão disputas em 15 modalidades diferentes. Nesta série de textos, o Olimpíada Todo Dia apresenta cada um desses esportes. Um deles é a patinação de velocidade, modalidade em que o laranja dos Países Baixos costuma dominar as pistas.
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A patinação já era praticada na Europa desde o século XVI, quando pessoas utilizavam patins para se locomover em rios e lagos congelados. A patinação de velocidade teve sua primeira prova oficial em 1805, em um canal congelado da cidade holandesa de Heerenveen. A partir dali, o esporte se desenvolveu e se espalhou pelo mundo.
A pista e o formato das provas
A pista da patinação de velocidade tem 400 metros, mas seu formato é diferente de uma pista de atletismo, com retas mais longas e curvas de raio menor.
As provas individuais são disputadas nas seguintes distâncias:
- 500 m
- 1000 m
- 1500 m
- 3000 m
- 5000 m
- 10000 m
Em cada prova, dois atletas patinam simultaneamente, alternando de posição na pista a cada volta para compensar a diferença entre a raia interna e a externa. Vence quem registrar o menor tempo total.
Além das provas individuais, o programa olímpico inclui a largada em massa, em que os atletas somam pontos por posições ao longo da prova, e a perseguição por equipes.
A patinação de velocidade nos Jogos Olímpicos de Inverno
A patinação de velocidade está presente no programa olímpico desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, em Chamonix-1924. Diferentemente de hoje, quando as disputas acontecem em arenas modernas e fechadas, as provas eram realizadas originalmente em pistas ao ar livre.
Apesar da primeira prova oficial da história da modalidade, em 1805, ter sido disputada por mulheres, elas só passaram a competir nos Jogos Olímpicos de Inverno a partir de Lake Tahoe-1960.
As grandes potências da patinação de velocidade
Os Países Baixos são a grande potência da patinação de velocidade olímpica. Das 147 medalhas conquistadas pelo país nos Jogos Olímpicos de Inverno, 133 vieram da modalidade: 48 ouros, 44 pratas e 41 bronzes.
A Noruega aparece na sequência, com 87 medalhas (28 ouros), seguida pelos Estados Unidos, também com 87 pódios, mas com 30 ouros. A antiga União Soviética conquistou 60 medalhas no esporte, mas esse domínio não se manteve com a dissolução do país.
O Brasil na patinação de velocidade
O primeiro brasileiro a competir internacionalmente na patinação de velocidade foi Felipe de Souza, que veio do short track e disputou provas na pista longa entre 2009 e 2010.
Nos anos seguintes, o Brasil teve participações pontuais em competições internacionais, principalmente com atletas de dupla cidadania, vindos do Japão e da Europa.
Atualmente, as principais representantes do país são Larissa Paes e Julia de Vos. Larissa tem origem na patinação inline e já competiu em etapas de Copa do Mundo. Júlia nasceu na Holanda, é filha de mãe brasileira e optou por defender o Brasil. Ambas buscaram os índices da Copa do Mundo 2025/2026, que valia classificação para Milão-Cortina 2026, mas ficaram a poucos segundos do tempo exigido.
Os craques da patinação de velocidade
Os holandeses seguem como grandes estrelas da modalidade. O principal nome do país é Kjeld Nuis, campeão olímpico dos 1000 m em 2018 e dos 1500 m em 2018 e 2022. Outro destaque é o veterano Jorrit Bergsma, campeão dos 10000 m em Sochi-2014, que pode disputar sua última Olimpíada aos 40 anos.
No feminino, a Holanda conta com Marijke Groenewoud, tricampeã mundial da largada em massa, e Femke Kok, atual tricampeã mundial dos 500 m.
Uma das grandes apostas para ser o principal nome da modalidade em Milão vem dos Estados Unidos. Jordan Stolz, de apenas 21 anos, tem dominado as provas de 500 m, 1000 m e 1500 m neste ciclo olímpico e já quebrou o recorde mundial dos 1000 m.
Outro nome de destaque é a japonesa Miho Takagi, maior medalhista olímpica de inverno da história do Japão, com sete medalhas: dois ouros, quatro pratas e um bronze.