As imagens falam por si só. Um corte aberto de 3 centímetros de profundidade, sangue escorrendo pelo braço esquerdo e, ao final, os pontos que selaram a pele rompida. Foi com esse cenário que Ana Marcela Cunha encarou boa parte da prova dos 5 km em águas abertas no Mundial de Esportes Aquáticos, em Singapura.




A campeã olímpica sofreu o acidente logo nos primeiros 500 metros da disputa. Ao contornar uma bóia, teve o braço preso por um mosquetão que segurava as cordas da estrutura, o que resultou no corte profundo. “Literalmente, galera, tinha um mosquetão segurando as cordas na bóia e meu braço ficou preso nele. Por um momento, só achei que tinha batido na boia, tentei puxar meu braço e com isso terminou “rasgando” um pouco minha pele. Quando entendi a situação, abri o mosquetão e tirei meu braço de lá. isso me custou muita energia para retornar ao grupo da frente”, relatou a nadadora em suas redes sociais.
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Apesar da dor e do incômodo, Ana Marcela não cogitou desistir. Nadou os 4,5 km restantes e terminou a prova em oitavo lugar, com visível sangramento no braço. “Me entreguei até o fim! Eu sempre saio das provas com a certeza de que deixei tudo que tinha lá”, escreveu.
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Atendimento médico
O atendimento médico após a prova revelou a gravidade da lesão: 3 cm de profundidade, com quatro pontos externos e mais alguns internos. A atleta precisou tomar vacina antitetânica, analgésicos e deu início a um tratamento com dez dias de antibióticos. “Lembrando que três dias atrás a água estava imprópria para nadar”, alertou Ana Marcela.
O início das provas de águas abertas no Mundial já havia sido marcado por problemas: a programação teve dois adiamentos consecutivos por causa da qualidade da água, considerada imprópria para banho até poucos dias antes da largada.
Mesmo diante de tantos obstáculos, Ana Marcela reforçou seu espírito de luta: “Nem sempre as coisas saem como planejadas, mas sempre dá pra sair com um orgulho do que fizemos e sempre mais experiente.”