O Brasil encerrou neste sábado (2) sua participação no Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2025, em Singapura, sem conquistar nenhuma medalha — algo que não acontecia desde a edição de 2007, em Melbourne. A última participação brasileira foi com Stephan Steverink, que ficou em 22º lugar nos 400 metros medley, com o tempo de 4min20s71.
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Ao longo da competição, o país foi a apenas duas finais na natação em piscina, ambas com Guilherme Caribé. O baiano foi o destaque da delegação ao terminar em quarto lugar nos 100 metros livre, com 47s35, e em oitavo nos 50 metros borboleta, com 22s92 — apenas um centésimo acima de sua marca feita na semifinal.
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Finalistas olímpicos nos 400 m livre em Paris-2024, Guilherme Costa e Maria Fernanda Costa tiveram desempenhos abaixo do esperado. Cachorrão terminou em 22º lugar nos 400m livre (3min48s94), foi 18º nos 800m (7min58s84) e 29º nos 200m (1min48s06), sem avançar às finais. Já Mafe terminou em 9º nos 400 metros e em 14º nos 200 metros livre.
Maria Fernanda Costa, finalista olímpica nos 400 metros livre em Paris-2024, não avançou às finais este ano. Ela ficou em 9º nos 400 metros e em 14º nos 200 metros.
Resultados na maratona aquática
Maior medalhista da história do Brasil em Mundiais, Ana Marcela Cunha foi a melhor brasileira da maratona aquática ao terminar em sexto lugar nos 10 km e em oitavo nos 5 km. Nos 3 km sprint, tanto Ana Marcela quanto Viviane Jungblut foram eliminadas nas semifinais. O revezamento misto do Brasil não passou da oitava colocação.
Saltos ornamentais: evolução, mas fora do pódio
Nos saltos ornamentais, o melhor desempenho brasileiro foi o nono lugar no trampolim 3 metros sincronizado feminino, com Anna Lúcia dos Santos e Luana Lira, que somaram 246,60 pontos. Anna Lúcia também ficou entre os dez melhores no sincronizado misto ao lado de Miguel Cardoso (242,40 pontos) e foi 14ª no trampolim 1 metro individual, com 237,20.
“Foi uma competição muito boa para mim. Fiquei a três pontos da final no trampolim 3m sincronizado feminino e a poucos pontos também da final no trampolim 1m. Gostei do que apresentei e, principalmente, da minha evolução”, afirmou Anna Lúcia, de 23 anos, que treina no Centro Olímpico da Universidade de Brasília.
A equipe brasileira mesclou juventude e experiência, com a presença de quatro atletas olímpicas — como Ingrid Oliveira e Giovanna Pedroso — e seis atletas com até 23 anos.
Polo aquático e nado artístico
No polo aquático masculino, o Brasil terminou na 12ª colocação. É o melhor resultado da seleção desde Kazan 2015, quando foi 10º, e repete a posição obtida em Budapeste 2017.
“É a construção de um time, de um projeto focado no Pan de 2027. É uma campanha boa, mas que nos deixa um gostinho de querer mais”, avaliou o técnico Thiago Batista.
No nado artístico, o Brasil esteve presente em três finais. Na prova de equipe livre, o país terminou em 12º lugar com Vitória Casale, Sara Marinho, Ana Beatriz Nunes, Marina Postal, Celina Rangel, Gabriela Regly, Hannah Sukman e Anna Giulia Veloso.
Bernardo Barreto representou o Brasil na final da rotina técnica solo masculina e terminou em 13º lugar. Já na final do dueto misto técnico, Bernardo Santos e Gabriela Regly terminaram em 11º lugar.
Histórico brasileiro no Mundial
Com os resultados de 2025, o Brasil mantém o total de 51 medalhas em Mundiais de Esportes Aquáticos, sendo 17 de ouro, 15 de prata e 19 de bronze. A melhor campanha da história aconteceu em Barcelona 2013, com três ouros, duas pratas e cinco bronzes.
Ana Marcela Cunha segue como a maior medalhista do país na competição: sete ouros, duas pratas e sete bronzes. Das 51 medalhas, 31 vieram da natação em piscina e 20 da maratona aquática. O país ainda não foi ao pódio no polo aquático, nado artístico ou saltos ornamentais.
Veja os maiores medalhistas do Brasil no Mundial de Esportes Aquáticos
| Nome | Ouro | Prata | Bronze | Total |
|---|---|---|---|---|
| Ana Marcela Cunha | 7 | 2 | 7 | 16 |
| César Cielo | 6 | 1 | 0 | 7 |
| Etiene Medeiros | 1 | 2 | 0 | 3 |
| Poliana Okimoto | 1 | 1 | 2 | 4 |
| Felipe França | 1 | 1 | 0 | 2 |
| Ricardo Prado | 1 | 0 | 0 | 1 |
| Bruno Fratus | 0 | 3 | 1 | 4 |
| Nicholas Santos | 0 | 3 | 1 | 4 |
| Thiago Pereira | 0 | 1 | 2 | 3 |
| Felipe Lima | 0 | 1 | 1 | 2 |
| João Gomes Júnior | 0 | 1 | 1 | 2 |
| Allan do Carmo | 0 | 1 | 1 | 2 |
| Gustavo Borges | 0 | 0 | 2 | 2 |
Veja o desempenho do Brasil em cada edição do Mundial de Esportes Aquáticos
| Edição | Ouro | Prata | Bronze | Total |
|---|---|---|---|---|
| Belgrado 1973 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Cali 1975 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Berlim Ocidental 1978 | 0 | 0 | 1 | 1 |
| Guayaquil 1982 | 1 | 0 | 0 | 1 |
| Madrid 1986 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Perth 1991 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Roma 1994 | 0 | 0 | 2 | 2 |
| Perth 1998 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Fukuoka 2001 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Barcelona 2003 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Montreal 2005 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Melbourne 2007 | 0 | 0 | 0 | 0 |
| Roma 2009 | 2 | 1 | 1 | 4 |
| Shaghai 2011 | 4 | 0 | 0 | 4 |
| Barcelona 2013 | 3 | 2 | 5 | 10 |
| Kazan 2015 | 1 | 4 | 2 | 7 |
| Budapeste 2017 | 2 | 4 | 2 | 8 |
| Gwangju 2019 | 2 | 3 | 2 | 7 |
| Budapest 2022 | 2 | 1 | 2 | 5 |
| Fukuoka 2023 | 0 | 0 | 1 | 1 |
| Doha 2024 | 0 | 0 | 1 | 1 |