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Parapan 2019

Brasil fecha com 19 pódios, 8 ouros e 6 recordes no atletismo

No último dia da modalidade, o Brasil se despede dos Jogos Parapan-Americanos com 82 medalhas ao todo, 33 ouros, 26 pratas e 23 bronzes ao todo na competição. Só hoje, 8 ouros e 6 recordes

Petrúcio Ferreira vai ao Mundial de atletismo paralímpico em Dubai
Alexandre Schneider/EXEMPLUS/CPB

O Brasil se despede dos Jogos Parapan-Americanos com 19 medalhas no último dia de competições, que tiveram 25 finais. Dessas conquistas 8 medalhas de ouro, 6 de prata e 5 de bronze. Com direito também à 6 recordes da competição das Américas.

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Teve medalha para aniversariante, para veterano novato no primeiro lugar do pódio. Tiveram dobradinhas e um revezamento pra lá de carisma no último dia da competição. Ao todo, o atletismo nacional trouxe 82 medalhas, sendo 33 de ouro, 26 de prata e 23 de bronze.

Petrúcio Ferreira e seu novo recorde do Parapan nos 100m

Ele teve um ano que começou complicado, mas agora é recorde atrás de recorde nas pistas. Petrúcio não sentiu o favoritismo e fez 10.59 nos 100m da classe t47, com direito a bater o próprio recorde dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.

“Muito feliz com o que está sendo feito. Mais uma vitória. Mais um recorde quebrado, não com o recorde mundial dessa vez, mas com o recorde Parapan-Americano. Fico muito feliz de estar levando dois ouros. Quem sabe daqui a pouco tem mais outro ouro no revezamento 4×100? Essa era a expectativa para mim nessa competição. Sair daqui com medalha. Eu sabia que não ia conseguir fazer bons resultados, devido ao período que eu estou de treino, devido tudo que aconteceu comigo no início do ano. Eu ainda estou no período de base, com uma preparação maior para o Campeonato Mundial, então, ou seja, nessa base o atleta não está veloz, está na preparação para começar a ficar veloz. Então a gente já usou esse Parapan-Americano nessa preparação. Feliz, sem dúvidas, não tem palavras, meu rosto já expressa toda essa felicidade em sair daqui com essas duas medalhas e um recorde Parapan-Americano quebrado,” disse após a prova.

A prova foi dobradinha, já que Yohansson Ferreira ficou com a prata com o tempo de 11.03. Os dois saíram muito felizes e abraçados com a bandeira do brasil das pistas dos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019.

Presente duplo no aniversário de Alessandro Silva

E teve quem estava comemorando os 35 anos nos Jogos Parapan-Americanos de Lima 2019. Alessandro Silva ficou com duplo presente no arremesso de peso classe f11: medalha de ouro com 13.17 e recorde Parapan-Americano da prova. Motivo não falta para comemorar. Até o lado pessoal também ajuda.

“Ainda mais hoje dia do meu aniversário, são situações extremas para uma pessoa só, muito boa. Muitas coisas boas pra vida da gente. O presente é quando a gente chega em casa, minha mulher está grávida também, esses dias já vai ter neném. Estamos conversando todo dia, então esses são meus maiores presentes. Recorde, bicampeonato Parapan-Americano no peso e no disco, né? Duas medalhas aqui, dois recordes, no mês do meu aniversário, minha mulher pra ter neném. O outro nasceu no (Parapan do) Canadá e esse em Lima. Então o Parapan-Americano sempre me traz recordações boas”, contou após a prova.

Até o final! Vitor de Jesus sente, mas termina com direito à recorde e ouro

Vitor de Jesus terminou a prova mancando, mas não parou. O brasileiro fez nos 200m classe t37: 23.53 e conquistou também o recorde Parapan-Americano, além da medalha de ouro. Ele teve ao seu lado no pódio a companhia do também brasileiro Mateus Evangelista, que completou a prova com 24.24.

Wallace de Oliveira dependia só dele e o ouro veio

Wallace de Oliveira, do arremesso de peso da classe f55, ficou com o ouro na prova e o recorde Parapan-Americano com 11.08. Tinha o favoritismo ao seu lado e sabia que só dependia dele mesmo para ouvir o hino nacional no lugar mais alto do pódio. “A prova foi muito boa, onde eu meio que sabia que só dependia de mim mesmo pra essa vitória aí. Eu vim aqui para quebrar o recorde Parapan-Americano e eu consegui. Ganhei a prova”, disse.

Ainda brincou: “Mãe, feijão e aquele churrasco pra comemorar. Depois, voltar aos treinos,” lembrou. Ainda citou que vira a chave em busca da Paralimpíada do Japão no próximo ano.

Comemorar com a família a felicidade do ouro de Fabrício Barros

Ele era só alegria! Fabricio Barros conseguiu o lugar mais alto do pódio na sua prova principal os 100m classe t12, com direito a recorde Parapan-Americano com 10.97s. “Muito feliz, muito feliz mesmo. Desde o princípio, acho que a gente já vem pensando nessa medalha, minha prova principal. Bronze nos 400 e eu vim motivado. Minha intenção já era entrar na prova desde o princípio. Na final tudo ou nada. Tiveram alguns erros, mas eu consegui recuperar e deu tudo certo. Muito contente mesmo”, garantiu.

Terceiro Pan e primeiro ouro de Jhulia Dias

Ela é veterana, veio para a sua terceira edição dos Jogos Parapan-Americanos, mas garantiu uma medalha novata para a coleção. Jhulia Dias correu os 400m da classe t11 para 58.93 com o objetivo de baixar de um minuto e deu muito certo. Agora, ela espera buscar o ouro no mundial, mesmo com a temporada tão conturbada que teve extra pistas.

“Muito feliz porque é meu terceiro Parapan, mas é a primeira medalha de ouro na vida e eu estou mega feliz, porque várias coisas aconteceram na minha vida, mudança de guia, mudança de estado, deixando minha família, então essa medalha de ouro significa muito para mim. Queria muito agradecer,” relembrou Jhulia.

A rivalidade contra os americanos e o grito de vitória de Lucas Prado

Dobradinha brasileira e ouro para Lucas Prado com 11.25, mesmo tempo do brasileiro Felipe Souza, que ficou com a medalha de prata – decidida nos detalhes. A prova também tem grande rivalidade com o americano David Brown, que garantiu o bronze.

“Cara, a prova foi emocionante, tava engasgado de ganhar do americano, o meu guia tava falando que deu o tempo de 11.25 e ganhamos no decimal. Acabei esquecendo do Felipe, na linha de chegada, fui comemorar um pouquinho antes e quase que perde a medalha. Tava engasgado e com raiva dos americanos, tava vindo de dois anos consecutivos de lesão. Hoje o grito que estava engasgado foi crucial”, desabafou Lucas.

O lançamento de ouro de Raissa Machado

Ela teve seis chances, mas o lançamento principal veio na penúltima tentativa. Raissa Machado teve uma dupla conquista no lançamento de dardo classe f56: medalha de ouro com 22.64 e recorde Parapan-Americano na prova.

Todas as 19 medalhas do dia:

  • OURO – 8

Fabricio Barros 100m t12 – recorde Parapan-Americano

Petrúcio Ferreira 100m t47 – recorde Parapan-Americano

Wallace de Oliveira arremesso de peso f55 – recorde Parapan-Americano

Alessandro Silva arremesso de peso f11 – recorde Parapan-americano

Vitor de Jesus 200m t37 – recorde Parapan-Americano

Raissa Rocha Machado lançamento de dardo f56 – recorde Parapan-Americano

Jhulia Dias 400m t11

Lucas Prado 100m t11

 

  • PRATA – 6

Felipe Souza 100m t11

Yohansson Ferreira 100m t46

Jenifer Martins salto em distância t36/37/38

Mateus Evangelista 200m t37

Thalia Pereira arremesso de disco f41

Revezamento 4×100 misto

 

  • BRONZE – 5

Ketyla Pereira 400m t12

Sandro Varelo arremesso de peso f55

Poliana Souza lançamento de dardo f54

Julio Agripino 1.500m t11

Francisco Lima lançamento de dardo f64

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