O Mundial de Handebol Feminino 2025 entra em seu primeiro grande dia nesta quinta-feira (27), quando 16 seleções estreiam em quatro cidades da Alemanha e da Holanda. Depois da abertura com vitórias de Alemanha, Espanha, Montenegro e Sérvia, agora é a vez de potências como Noruega, Dinamarca, Suécia e Hungria entrarem em ação, além da estreia do Brasil contra Cuba, entrarem em ação.
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A rodada distribui jogos pelos grupos A, B, G e H — e começa a desenhar o cenário da primeira fase.
Grupo A — Estreias de peso em Rotterdam
Romania x Croácia — 14h (de Brasília)
O duelo entre Romênia e Croácia abre os trabalhos no Ahoy Rotterdam. As duas seleções vivem processos de renovação e chegam pressionadas por desempenho.
A Croácia encara o palco mundial com um time praticamente novo, afetado por lesões e aposentadorias. Sem nomes históricos como Ježić e Debelić, o técnico Ivica Obrvan aposta em sete estreantes para tentar recuperar o espírito competitivo que levou o país ao 3º lugar europeu em 2020.
A Romênia também inicia uma nova era sem Cristina Neagu, Crina Pintea e Eliza Buceschi. O recém-chegado técnico Ovidiu Mihăilă tenta reorganizar o time após anos de instabilidade — e usa como inspiração o vice mundial de 2005 e o bronze de 2015.
Será apenas o segundo encontro das seleções em Mundiais: em 2011, a Croácia venceu por 27 a 26.
Dinamarca x Japão — 16h30 (de Brasília)
A favorita Dinamarca estreia sob olhares atentos. Dona de três pódios recentes (Olimpíadas, Mundial e Euro), a equipe de Helle Thomsen quer voltar ao topo depois de 28 anos sem título mundial.
Do outro lado está um Japão sempre perigoso — e com um elemento extra de narrativa: Morten Soubak, técnico dinamarquês campeão mundial com o Brasil em 2013. No último Mundial, o Japão venceu a Dinamarca por 27 a 26, um dos resultados mais surpreendentes da edição.
Grupo B — Estreante ambiciosa e potência empolgada
Suíça x Irã — 14h (de Brasília)
A Suíça chega ao Mundial pela primeira vez em sua história e não esconde o entusiasmo. A federação aposta na geração que brilhou nos Mundiais Sub-18 e Sub-20 e agora tenta levar o país a uma inédita segunda fase.
O Irã chega com mais experiência e com a estrela da goleira Fatemeh Khalili, destaque em 2023. A equipe tenta repetir a competitividade mostrada no bronze dos Jogos de Solidariedade Islâmica.
Hungria x Senegal — 16h30 (de Brasília)
A Hungria é uma candidata clara à liderança da chave. Depois de terminar com o bronze no Euro 2024 e apresentar evolução consistente, o time de Vladimir Golovin quer voltar ao top-8 mundial.
Senegal, por sua vez, vive um momento interessante: venceu a Croácia e empatou com a Polônia em seus últimos amistosos. O grande nome é Hawa N’Diaye, referência ofensiva.
Grupo G — Brasil em quadra pela primeira vez
Brasil x Cuba — 14h (de Brasília)
O Brasil estreia em Stuttgart diante de Cuba em confronto entre campeãs continentais. A seleção de Cristiano Silva tenta repetir o bom desempenho dos últimos ciclos e começar o Mundial com firmeza.
As brasileiras venceram Cuba em todos os nove confrontos oficiais, incluindo o 37 a 21 no Mundial de 2011. O time verde-amarelo aposta na experiência de Alexandra Nascimento e na força de Bruna de Paula, Gabriela Moreschi e Renata Arruda. O desfalque é Patrícia Matieli, que se machucou no amistoso contra a Holanda.
Cuba retorna ao Mundial após seis anos fora e chega embalada pelo título da NACHC. Ainda assim, é considerada a maior zebra do grupo.
Suécia x Tchéquia — 16h30 (de Brasília)
A Suécia, quarta colocada no último Mundial, estreia diante da República Tcheca num duelo direto pelo topo da chave. As suecas seguem como uma potência ofensiva, embora lidem com desfalques.
A Tchéquia tenta reproduzir o ótimo 8º lugar de 2023, mas perdeu sua principal goleadora, Markéta Jerábková, que está grávida.
Grupo H — Noruega estreia no último jogo do dia
Angola x Cazaquistão — 14h (de Brasília)
As campeãs africanas tentam confirmar o favoritismo contra o Cazaquistão. Angola chega forte após bons amistosos e busca repetir a campanha histórica de 2011, quando alcançou as quartas.
Noruega x Coreia do Sul — 16h30 (de Brasília)
A atual campeã olímpica e uma das favoritas ao título, a Noruega estreia contra a Coreia do Sul — um duelo clássico do handebol mundial. Será também o último Mundial da lenda Katrine Lunde, de 45 anos.
Os europeus levam vantagem no retrospecto recente, mas os coreanos tradicionalmente começam bem os torneios e apostam na velocidade para surpreender.