O Mundial de Handebol Feminino teve uma tarde de muita entrega, estreias marcantes e arquibancadas agitadas. Em Trier, Montenegro confirmou o favoritismo diante das Ilhas Faroe no primeiro jogo das estreantes em um Mundial. Já em Stuttgart, a Sérvia precisou superar um Uruguai valente para garantir seus primeiros pontos na competição.
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Montenegro controla estreia, mas Ilhas Faroe vivem dia histórico
No SWT Arena, em Trier, o clima era de festa antes mesmo do apito inicial. Pela primeira vez na história, as Ilhas Faroe disputaram um Mundial adulto, embaladas pelo apoio de mais de 200 torcedores que transformaram a arena em um pequeno pedaço do Atlântico Norte.
A emoção da estreia refletiu em quadra: a seleção entrou confiante e chegou a abrir 5 a 3, impulsionada por dois gols de sete metros da capitã Pernille Brandenborg e pelo histórico primeiro gol da equipe, marcado por Suna Hansen.
Mas a euforia durou pouco. Com a experiência de quem está acostumada a jogos grandes, Montenegro ajustou a defesa e tomou o controle da partida ainda no primeiro tempo. A goleira Armelle Attingre, decisiva, acumulou defesas importantes e terminou com impressionantes 17 intervenções (45%).
Mesmo com a luta feroz das faroenses e o incentivo contínuo da torcida, Montenegro acelerou na segunda etapa, abriu cinco gols logo no início e administrou a vantagem até fechar o duelo em 32 a 27. Um resultado que mostra a maturidade montenegrina — e ao mesmo tempo reforça o potencial das estreantes para crescer no torneio.
As Ilhas Faroe agora encaram a Espanha na sexta-feira, enquanto Montenegro enfrenta o Paraguai.
Uruguai resiste, mas Sérvia confirma favoritismo em Stuttgart
No Porsche Arena, também pela chave C, o Uruguai voltou a disputar um Mundial após 14 anos e mostrou que não viajou à Alemanha para ser figurante. As celestes chegaram a empatar o placar em 5 a 5 e pressionaram a Sérvia com boa disciplina defensiva, apesar dos muitos erros de ataque.
A diferença técnica, porém, pesou. A Sérvia engatou uma sequência de 6 a 1 ainda no primeiro tempo, abriu vantagem e soube trabalhar com mais profundidade de elenco. Mesmo assim, o Uruguai teve seus melhores minutos na segunda etapa, reduzindo a diferença para cinco gols (20 a 15) e mantendo o jogo vivo até metade do período final.
A reação uruguaia encontrou limites na parte física, e a Sérvia fechou bem o jogo, ampliando para 31 a 19. A goleira Agustina Modernell, destaque das sul-americanas, terminou eleita a melhor em quadra com 31% de aproveitamento — prêmio merecido pela atuação segura e pela resistência diante de um volume ofensivo maior das europeias.
No próximo compromisso, o Uruguai encara a Alemanha, enquanto a Sérvia mede forças com a Islândia.