Pela primeira vez realizado no Rio de Janeiro e também na América do Sul, o Campeonato Mundial lotou a arena carioca que foi palco dos Jogos Olímpicos de 2016. O conjunto brasileiro fez história para a modalidade ao conquistar duas medalhas inéditas para o país e, para se acostumar com o barulho da torcida, realizou treinamentos simulando o som da torcida do time de futebol Flamengo.
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“A gente treina desde os mínimos detalhes até os lançamentos mais difíceis, então nos preparamos para esse momento, para lidar com a torcida. Claro que nada do que treinamos chegou perto do que vivenciamos na prática, porque os brasileiros realmente se destacam. Para simular o público, colocamos o som da torcida do Flamengo, já que eles fazem um barulhão, e tentamos viver ao máximo como se fosse o clima da competição”, disse Nicole Pircio, que está na seleção brasileira de conjunto desde os 15 anos.
Nas fitas, o Brasil trouxe como tema a “brasilidade”, enquanto na série mista a apresentação aconteceu ao som de Evidências, clássico da música nacional eternizado na voz da dupla Chitãozinho & Xororó.
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Irmãs olímpicas
Um dos principais candidatos à medalha olímpica em Paris 2024, o quinteto brasileiro, então formado por Déborah Medrado, Nicole Pircio, Duda Arakaki, Sofia Madeira e Victória Borges, sofreu um contratempo. Victória se lesionou antes da entrada no tapete para a segunda rotação, logo após o conjunto apresentar a série de 5 arcos sem grandes falhas e figurar no top-5. Mesmo com a limitação, as Leoas conseguiram completar a apresentação, mas ficaram sem contar com as notas de dificuldade, já que Victória mal conseguia apoiar o pé no chão, e terminaram a Olimpíada na 9ª colocação.
“Ganhar uma medalha de Mundial com as meninas de Paris é muito especial. Queríamos homenagear a entrega delas, e ter Déborah e Vic torcendo junto com a gente tornou o momento ainda mais emocionante”, comentou Nicole.
A técnica Camila Ferezin também comentou: “Em Paris, estivemos muito perto. As coisas aconteceram como tinham que acontecer e, agora, fomos honradas dentro de casa. Estamos muito felizes, ainda está caindo a ficha de tudo. Agora é se organizar novamente, já pensar no próximo ano, quando começa tudo de novo: mudar as coreografias, os collants… Começamos tudo outra vez, já focadas nos próximos objetivos.”