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Ginástica Rítmica

 

Camila Ferezin acha ‘injusta’ vitória da Ucrânia no Mundial de GR



Técnica da seleção brasileira de conjunto, Camila Ferezin considera prata “injusta”, mas valoriza desempenho do Brasil e mira o futuro



Técnica da seleção de conjuntos, Camila Ferezin e assistente técnica Bruna Martins
Foto: Melogym/CBG

Na última apresentação do conjunto brasileiro no Campeonato Mundial de Ginástica Rítmica de 2025, a cada nota divulgada o clima era de festa: torcida e jornalistas vibravam ao ver que nenhuma equipe ultrapassava o Brasil. No entanto, quando restavam apenas três conjuntos para se apresentar, a Ucrânia superou a pontuação brasileira. A celebração deu lugar ao silêncio e à dúvida: teria sido justo?

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Durante a cobertura, a técnica da seleção brasileira, Camila Ferezin, foi questionada sobre a nota atribuída à Ucrânia e se o conjunto brasileiro merecia o título. Ela afirmou: o Brasil merecia o ouro.

“Eu, particularmente, achei injusto. Assisti à série da Ucrânia apenas uma vez, e elas são uma ótima equipe, mas acredito que o Brasil merecia, sim”, afirmou Camila Ferezin. Ela ainda ressaltou que o segundo lugar no geral já representa um resultado inesperado antigamente e que a equipe está muito feliz com a conquista.

Ao som da música Evidências, de Chitãozinho & Xororó, as “Leoas”, como são conhecidas, entraram em quadra embaladas pelo coro da torcida. O conjunto brasileiro superou sua melhor marca das classificatórias, e alcançou 28.550 pontos, registrando a maior nota do país em todo o ciclo. Na disputa pelo primeiro lugar, as ucranianas somaram 28.650 pontos, deixando o Brasil a apenas 0,100 da medalha de ouro na final mista.

Passado e futuro

Quando questionada se a situação lembrava o que ocorreu em Valência, em 2023, quando o Brasil terminou na quarta colocação, Camila Ferezin relembrou: “Pensamos nisso: ‘poxa vida, empatamos e, no desempate da nota de execução, ficamos em quarto lugar. Era para ter sido ali a nossa primeira medalha. Mas Deus nos honrou dentro de casa. Agora, vamos em busca dessa medalha de ouro, que é possível, e vamos continuar trabalhando para que venham ainda mais conquistas, incluindo a tão sonhada medalha olímpica”, disse ao Olimpíada Todo Dia.

Formada em Jornalismo pela PUC-SP e apaixonada pelo universo esportivo e por Ginástica Rítmica

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