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Rebeca Andrade - Tóquio 2020

Tóquio 2020

Rebeca Andrade mantém pés no chão, mas quer ir com tudo para Tóquio 2020

Após lesão em 2019, Rebeca dá a volta por cima. garantindo vaga em Tóquio, mas preza por paciência e confiança no trabalhho

(Ricardo Bufolin/CBG)

Rebeca Andrade mantém pés no chão, mas quer ir com tudo para Tóquio 2020

Uma lesão no joelho em 2019 tirou Rebeca Andrade dos Jogos Pan-Americanos, do Mundial e, por pouco, da Olimpíada de Tóquio 2020. A ginasta, no entanto, tirou lições valiosas durante esse período complicado, que se agravou ainda mais por causa da pandemia. E no último final de semana, garantiu sua vaga nos Jogos Olímpicos, dominando o Pan-Americano de ginástica. Esperança de medalha na capital japonesa, ela relembra os aprendizados e mantém os pés no chão.

“Para atletas de alto rendimento, que têm objetivos e sonhos muito grandes, [uma lesão] acaba frustando um pouco. Então, você continuar acreditando e as pessoas continuarem acreditando no seu potencial é muito importante. E isso não faltou para mim. Foi daí que veio a minha força”, contou Rebeca Andrade em entrevista coletiva nesta terça-feira (8), no Flamengo.

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“[Aprendi a] ter paciência e acreditar no trabalho. Ter muita fé, porque a ginástica é um esporte que você não sabe o que vai acontecer até você fazer. Então você se preparar para todos os imprevistos que podem acontecer num treino, em uma competição é muito importante. Ao mesmo tempo que foi muito bom ter ficado em casa, porque eu estava me recuperando de uma lesão, foi muito complicado, porque eu precisava manter meu corpo forte, minha mente forte, ficar saudável. Então tive essa paciência para voltar com tudo”, completou.

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Rebeca Andrade levará aos Jogos o funk brasileiro, ao som de Baile de Favela, para sua série no solo. A série, no entanto, poderá ter mudanças em relação ao Pan-Americano, segundo a própria atleta, que manteve o suspense. E apesar da felicidade em conquistar a vaga em Tóquio 2020, agora resta focar em conter a ansiedade e ir passo a passo até chegar à capital japonesa, onde espera estar em todas as finais possíveis.

“Eu sou o tipo de pessoa que pensa um dia de cada vez. A gente ainda tem 40, 45 dias para os Jogos, tenho mais tempo para me preparar e me sentir ainda mais confiante para a competição. Chegando lá começo a pensar mais sobre finais ou qualquer outra coisa possível. Mas gosto de ir com calma, para manter o auto-controle, não ficar ansioda. É bem importante para mim e foi isso que funcionou nesse final de semana passada. Com certeza, vou chegar lá para fazer o meu melhor, mas um dia de cada vez”, finalizou.

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