A Oficial de Políticas de Ética e Compliance do Comitê Olímpico Internacional (COI), Donata Taddia, apresentou nesta terça-feira (12), no II Fórum Esporte Seguro, no Rio de Janeiro, os principais pontos do Código do Movimento Olímpico sobre a Prevenção da Manipulação de Competições. O documento reúne as diretrizes e sanções adotadas pelo COI e pelas federações internacionais para prevenir, investigar e punir casos de manipulação de resultados no esporte.
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“O código não trata apenas da manipulação direta de resultados, mas também de outras violações, como apostar em competições em que o atleta está envolvido, compartilhar informações confidenciais, deixar de denunciar suspeitas ou não cooperar com investigações. Denunciar não é opcional — é uma obrigação. O código também define os tipos de sanções que podem ser aplicadas, e estabelece um mecanismo de reconhecimento mútuo, o que significa que uma punição aplicada por uma entidade deve ser reconhecida por todas as demais dentro do movimento olímpico”, explicou Donata Taddia. “Isso garante que as sanções tenham alcance global, fortalecendo a coerência e a credibilidade do sistema de integridade esportiva”, completou.
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Segundo a oficial, o fenômeno é global e afeta diferentes modalidades, exigindo cooperação constante entre governos, comitês e federações. “É um fenômeno que compromete a integridade do esporte e atinge atletas de várias modalidades. Por isso, é essencial a cooperação intersetorial e o compromisso conjunto entre governos, comitês e federações”, afirmou.
Cooperação internacional e pilares de atuação
O COI atua no combate à manipulação de resultados por meio de três pilares estratégicos:
- Regulação e adoção do código;
- Educação, sensibilização e capacitação;
- Monitoramento, inteligência e investigação.
Na parte de monitoramento, inteligência e investigação, essas ações são realizadas em parceria com Interpol, ONU e autoridades reguladoras nacionais. “Todos os eventos dos Jogos Olímpicos, de verão e de inverno, têm o mercado de apostas envolvido. Isso exige cooperação constante e protocolos bem estruturados”, explicou Donata.
Ela ainda lembrou que o código do movimento olímpico faz parte do Código de Ética do COI e da Carta Olímpica, o que obriga comitês e federações a adotarem suas regras para garantir a legitimidade das competições.
Educação e boas práticas: elogio ao trabalho do COB
A representante italiana destacou a educação e a sensibilização como bases fundamentais da prevenção à manipulação. O COI, segundo ela, desenvolve materiais educativos, programas de capacitação e campanhas de conscientização voltadas a atletas, treinadores e oficiais.
“Parabéns ao COB, que tem desenvolvido ações educativas muito consistentes. A base de todo o trabalho é sensibilizar atletas e treinadores sobre riscos, consequências e a importância de denunciar suspeitas de manipulação”, afirmou Donata.
Próximos passos: monitoramento nos Jogos de Milão-Cortina 2026
Donata adiantou que o COI intensificará o monitoramento das apostas esportivas durante Milão-Cortina 2026, com vigilância 24 horas por dia e parcerias com autoridades nacionais, modelo semelhante ao adotado em Paris 2024.
“O combate à manipulação de resultados é contínuo. Trabalhamos antes, durante e depois dos Jogos, com avaliações de risco e relatórios que nos ajudam a aprimorar o sistema a cada edição”, concluiu.