Recuperada e sem dores, Gabi Guimarães está à disposição da seleção brasileira para a estreia no Sul-Americano feminino de vôlei, que vale vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028. Após o treino desta segunda-feira (7), no Maracanãzinho, a capitã também fez um alerta sobre o favoritismo do Brasil: “No papel não garante vaga nenhuma”.
A ponteira evitou garantir presença entre as titulares diante da Venezuela, nesta terça-feira (8), e explicou que sua utilização será avaliada jogo a jogo. Ao mesmo tempo, reforçou que o Brasil trata o Sul-Americano como o principal compromisso da temporada e precisa encarar cada partida como uma final.
“Depende do Zé. Essa fase final agora foi muito importante para mim. A gente tinha uma expectativa, realmente até no protocolo que a gente tinha junto com os médicos, e eu não tinha certeza se conseguiria me recuperar a tempo ou não. Mas a recuperação foi muito positiva”, afirmou Gabi ao Olimpíada Todo Dia após o treinamento.
A brasileira passou por um processo de recuperação acompanhado pela comissão médica da seleção, por sua equipe particular e pelo Conegliano, clube que defende na Itália.
“Consegui me reintegrar há pouco tempo com a seleção, mas me sentindo muito bem e sem dores, que é o mais importante. Continuo seguindo o protocolo, mas amanhã estou à disposição da seleção”, completou.
Participação será avaliada jogo a jogo
Apesar da evolução física, Gabi deixou claro que o retorno continuará sendo administrado durante o Sul-Americano. A capitã participou de todos os treinamentos da última semana, mas ainda não sabe se terá condições de atuar em todas as partidas.
“Não posso dizer exatamente se vou conseguir jogar todos os jogos ou não, porque isso vai depender de como vou me sentir a cada jogo. Mas o mais importante é que fiz todos os treinos dessa semana e vou estar à disposição amanhã no primeiro jogo.”
Gabi não participou da VNL nesta temporada e acompanhou de fora a evolução de outras atletas que ganharam espaço e assumiram novas responsabilidades dentro da equipe brasileira.
Gabi destaca evolução de Vivian
A capitã também comentou a chegada de Vivian e Sabrina ao grupo. Ao falar especificamente sobre Vivian, Gabi lembrou da própria experiência quando começou a frequentar a seleção principal ao lado das bicampeãs olímpicas.
“Eu já passei por esse processo. Já fui uma das mais novas e participei do ciclo com as bicampeãs olímpicas. Então sei essa sensação da pressão que a gente tem, até essa sensação de atrapalhar um pouco o treino, de como as meninas vão me receber, um respeito, uma certa ansiedade.”
Segundo Gabi, Vivian se adaptou rapidamente ao grupo após ganhar espaço com a ausência de Macris.
“A Vivian veio para somar num momento de dificuldade, com a ausência da Macris, que vinha participando de todo o ciclo. Ela sobe rapidamente e se integra com a gente na seleção A. Foi realmente impressionante a evolução dela, a maturidade que está tendo e de conseguir manter o nível dos treinamentos principalmente.”
A capitã também ressaltou que não apenas Vivian, mas todas as atletas que receberam oportunidades ao longo da temporada podem contribuir na busca pela vaga olímpica.
“No papel não garante vaga nenhuma”
Mesmo com o Brasil chegando ao Sul-Americano como uma das seleções favoritas, Gabi descartou qualquer possibilidade de relaxamento. Para a ponteira, justamente os confrontos em que existe uma diferença técnica no papel podem trazer algumas das maiores armadilhas.
“Esse é o jogo que tem as maiores armadilhas. A gente viu o Canadá se classificar, a Tailândia se classificar, tirando a oportunidade do Japão e da China de conquistar e garantir essa vaga”, afirmou.
Segundo Gabi, a seleção já vinha tratando o Sul-Americano como o principal compromisso de 2026 antes mesmo do fim da VNL.
“A gente tem conversado muito desde o final da VNL, mas antes disso ainda, que o campeonato mais importante do ano, de fato, é o Sul-Americano. Temos um respeito muito grande por todas as equipes e acho que o mais importante é manter a nossa evolução, a maneira que a gente vai entrar dentro de quadra.”
A capitã também destacou que atuar diante da torcida brasileira traz apoio, mas aumenta a expectativa sobre uma equipe apontada como favorita.
“É claro que para a gente é muito bom ter a oportunidade de jogar em frente à nossa torcida, mas, ao mesmo tempo, também existe uma pressão que todo mundo coloca pela expectativa, por saber que no papel somos uma das seleções favoritas disputando esse Sul-Americano.”
Por isso, Gabi reforçou que a equipe não pode tratar a classificação olímpica como garantida antes de entrar em quadra.
“Na teoria, no papel, não garante vaga nenhuma. A gente está com a cabeça muito, muito firme de que precisa fazer um bom campeonato e de que cada dia, cada jogo, é uma final para a gente.”
O Brasil estreia contra a Venezuela nesta terça-feira (8), às 20h, no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.



