Campeã mundial de boxe em 2025 e eleita Atleta Revelação do Ano no Prêmio Brasil Olímpico, Rebeca Lima vive o momento mais marcante da carreira. Após um ano histórico, a brasileira já projeta os próximos passos do ciclo olímpico e fala sobre como pretende se manter entre as melhores do mundo.
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As duas conquistas encerraram a temporada com um simbolismo especial para a atleta, que avalia 2025 como um ano de realização. “As duas coisas são bem incríveis e trazem uma sensação de gratificação. É estar encerrando o ano em alto estilo. Estar aqui é realização, e estar no pódio de campeã mundial também foi uma realização”, afirmou Rebeca, ao fazer um balanço da temporada.
Pressão como aliada
O ano marcou o início de um novo ciclo para o boxe feminino brasileiro, com Rebeca assumindo o protagonismo em um momento de transição. Ela assumiu a condição de titular da seleção justamente na categoria de Bia Ferreira, duas vezes medalhista olímpica e bicampeã mundial, e não sentiu a pressão.
“Eu aprendi que a pressão não é algo limitador. É a forma como você recebe ela. E ela tem me alimentado para cumprir o que todo mundo tem esperado”, disse.
Segundo a campeã mundial, o desafio não está apenas nas expectativas externas, mas também nas próprias metas. “Eu também alimento as minhas expectativas e tenho atingido elas. A pressão tem sido um prazer, sentir essa pressão.”
O desafio de permanecer no topo
Após alcançar o ponto mais alto do pódio, Rebeca sabe que o maior desafio agora é manter o nível. “Dizem que esse é o mais difícil”, afirmou. Mesmo assim, a atleta demonstra confiança no processo de trabalho e no aprendizado constante. “A gente vai aprender junto. Vai ser um ano bem cheio, mas eu trabalho muito para isso. Mesmo com altos e baixos, você continua numa tendência de subida”, explicou, usando uma metáfora que resume sua visão de carreira. “Assim como nos investimentos, você está sempre aprendendo. Com certeza meu nome vai seguir sendo cotado entre as melhores.”
Calendário cheio e foco nas grandes competições
O próximo ano promete ser intenso para a pugilista, com atividades ao longo de toda a temporada. “Ano que vem a gente tem bastante competição. É um calendário cheio, de janeiro a novembro”, projetou. Entre os principais compromissos, Rebeca destaca as competições continentais como prioridade. “As principais são o Sul-Americano (Jogos Sul-Americanos) e o Continental, que acontecem no segundo semestre.”
Além disso, a preparação inclui etapas internacionais e períodos de treinamento fora do país. “Durante o ano, teremos várias etapas da World Boxing, treinamentos em base em outros países e competições preparatórias justamente para essas provas mais importantes.”