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Treino de força em casa: o que dá para fazer sem equipamentos

Pessoa fazendo prancha ou cadeira na parede em casa, com postura alinhada e ambiente claro.

Treino de força não precisa necessariamente de academia, máquinas ou pesos. Em casa, é possível trabalhar diferentes grupos musculares usando principalmente o peso do próprio corpo e movimentos simples.

Para quem está começando, essa pode ser uma maneira de incluir exercícios de fortalecimento na rotina sem precisar montar uma estrutura específica.

Agachamentos, flexões, elevação de quadril e movimentos de sustentação são alguns exemplos. O nível de dificuldade pode ser ajustado de acordo com a experiência de cada pessoa.

O mais importante é começar de forma compatível com o condicionamento atual e aumentar a dificuldade aos poucos.

O Ministério da Saúde recomenda que a atividade física seja incorporada progressivamente à rotina e destaca que exercícios podem ser realizados em casa.


Mais sobre treino

O que é treino de força?

O treinamento de força utiliza exercícios nos quais os músculos precisam produzir força contra alguma resistência.

Na academia, essa resistência pode vir de halteres, barras, máquinas ou outros equipamentos.

Em casa, o próprio peso corporal pode oferecer resistência suficiente para alguns movimentos.

O exemplo mais conhecido é o agachamento.

Ao flexionar e estender os joelhos e quadris, a pessoa precisa controlar o próprio corpo durante o movimento.

Flexões de braço funcionam de maneira semelhante, utilizando o peso corporal como resistência.

Dá para fortalecer o corpo sem pesos?

Sim.

O peso corporal permite trabalhar diferentes movimentos.

Entre as opções estão:

  • agachamento;
  • flexão de braços;
  • elevação de quadril;
  • avanço;
  • prancha;
  • sentar e levantar de uma cadeira;
  • elevação de panturrilhas.

A escolha depende do nível da pessoa e do objetivo do treinamento.

Um iniciante não precisa executar todas essas opções no primeiro treino.

Começar com poucos movimentos pode facilitar a adaptação.

Agachamento é uma boa opção?

O agachamento é um dos movimentos mais fáceis de adaptar.

Uma pessoa que está começando pode utilizar uma cadeira como referência.

O movimento consiste em flexionar quadris e joelhos para aproximar o corpo da cadeira e depois retornar à posição inicial.

A cadeira não precisa necessariamente ser usada como apoio.

Ela pode servir apenas como referência de profundidade para quem ainda está aprendendo o movimento.

Conforme a pessoa ganha confiança, pode aumentar gradualmente o número de repetições ou utilizar variações mais difíceis.

E se a pessoa não conseguir fazer uma flexão?

Não é necessário começar pela versão tradicional.

A flexão pode ser adaptada para reduzir a dificuldade.

Uma alternativa é realizar o movimento com as mãos apoiadas em uma superfície elevada e estável, como uma parede ou uma bancada adequada.

Quanto mais alta a superfície, menor tende a ser a exigência do movimento.

Depois, a pessoa pode passar progressivamente para apoios mais baixos.

A evolução não precisa acontecer de uma semana para outra.

O importante é encontrar uma versão que permita executar o movimento com controle.

A elevação de quadril também pode entrar

Deitado no chão, com os joelhos flexionados e os pés apoiados, o praticante pode elevar o quadril e retornar à posição inicial.

É um movimento simples que pode ser realizado sem equipamento.

Como nos outros exercícios, a execução controlada é mais importante do que tentar fazer o maior número possível de repetições.

Quando o exercício fica fácil, existem diferentes maneiras de aumentar sua dificuldade.

Uma delas é modificar a amplitude ou utilizar variações do movimento.

Prancha é exercício de força?

A prancha é um exercício de sustentação.

Em vez de realizar várias repetições, a pessoa mantém uma posição enquanto precisa controlar o corpo.

Para iniciantes, a posição pode ser adaptada.

Também não existe necessidade de permanecer na prancha durante muito tempo.

O objetivo é conseguir sustentar a posição com controle.

A duração pode ser aumentada progressivamente conforme a pessoa se adapta.

E as panturrilhas?

A elevação de panturrilhas é outro movimento que pode ser feito em casa.

Em pé, a pessoa eleva os calcanhares e retorna lentamente à posição inicial.

Uma parede ou outra superfície estável pode ser utilizada para oferecer equilíbrio, caso necessário.

O movimento pode ser feito com os dois pés simultaneamente.

Com o tempo, existem variações que aumentam a dificuldade.

Quantos exercícios são necessários?

Não existe um número obrigatório.

Para quem está começando, quatro ou cinco movimentos já podem ser suficientes para criar uma sessão simples.

Uma possibilidade é combinar:

  1. agachamento;
  2. flexão adaptada;
  3. elevação de quadril;
  4. elevação de panturrilhas;
  5. prancha.

Isso não significa que essa combinação seja adequada para todas as pessoas.

O treinamento precisa considerar experiência, limitações, objetivos e condições individuais.

Quantas repetições fazer?

Também não existe um número universal.

Uma pessoa iniciante pode começar com poucas repetições e observar como o corpo responde.

A quantidade pode aumentar gradualmente conforme a execução se torna mais confortável.

Não é necessário chegar à exaustão em todos os exercícios.

Uma sessão de força não precisa ser uma competição contra o relógio ou contra o número de repetições.

A qualidade do movimento é importante.

Como saber se está fácil demais?

Se a pessoa consegue executar muitas repetições com facilidade e sem perceber aumento relevante da dificuldade, talvez seja hora de ajustar o exercício.

Existem várias formas de fazer isso.

É possível aumentar o número de repetições, modificar a amplitude, reduzir o apoio ou escolher uma variação mais exigente.

Mas a progressão deve acontecer gradualmente.

Aumentar a dificuldade de uma vez pode tornar o exercício inadequado para o nível atual.

E se estiver difícil demais?

A lógica é inversa.

O exercício pode ser simplificado.

No agachamento, por exemplo, a pessoa pode utilizar uma cadeira como referência.

Na flexão, pode elevar o apoio das mãos.

Na prancha, pode escolher uma variação mais simples.

O objetivo é encontrar um nível em que seja possível executar o movimento com controle.

Um exercício adaptado não é necessariamente um exercício “pior”.

Ele pode ser justamente a etapa necessária para chegar à versão mais difícil.

Precisa treinar força todos os dias?

Não necessariamente.

O planejamento depende da experiência, do volume e da intensidade do treinamento.

Quem está começando pode distribuir as sessões ao longo da semana, permitindo períodos de recuperação entre os treinos mais exigentes.

Também é possível manter atividade física nos dias intermediários por meio de caminhada ou outras atividades de intensidade adequada.

A ideia é não transformar todos os dias em sessões pesadas.

O treino de força substitui caminhada ou corrida?

Não precisa substituir.

São atividades com características diferentes.

Caminhar e correr trabalham principalmente componentes relacionados ao condicionamento cardiorrespiratório.

O treinamento de força acrescenta outro tipo de estímulo.

Por isso, as duas formas de exercício podem fazer parte de uma mesma rotina.

Uma pessoa pode caminhar em determinados dias e fazer exercícios de força em outros.

Dá para usar objetos de casa?

É possível utilizar objetos como parte de algumas atividades, mas isso exige cuidado.

Uma mochila, por exemplo, pode ser utilizada em determinados exercícios quando preenchida com uma carga adequada e bem distribuída.

O objeto precisa estar firme e não pode representar risco de queda ou perda de controle.

Para quem está começando, porém, não existe necessidade de procurar peso adicional imediatamente.

O próprio corpo já permite realizar diferentes movimentos.

E subir escadas conta?

Subir escadas é uma atividade física e pode aumentar a exigência sobre os músculos das pernas.

Mas isso não significa que seja necessário transformar escadas em uma sessão específica de treinamento.

Dependendo da rotina, subir alguns lances durante o dia pode ser uma maneira de se movimentar mais.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira inclusive sugere utilizar escadas em vez de elevadores sempre que possível.

O treino precisa causar dor?

Não.

Sentir esforço durante um exercício é diferente de sentir dor.

O praticante pode perceber que os músculos estão trabalhando e que a atividade está ficando difícil.

Isso não significa que seja necessário provocar dor para que o treino funcione.

Uma dor forte, inesperada ou persistente merece atenção.

Também não é recomendável insistir em um movimento que provoque dor importante.

Como organizar um treino simples?

Uma sessão doméstica pode seguir uma estrutura básica.

Primeiro, alguns minutos de movimentos leves podem ajudar a preparar o corpo.

Depois, entram os exercícios principais.

Uma sequência simples pode alternar movimentos para pernas, membros superiores e tronco.

Por exemplo:

Agachamento → flexão adaptada → elevação de quadril → panturrilha → prancha.

Depois de uma pausa, a sequência pode ser repetida conforme a capacidade da pessoa.

Não é necessário começar com muitas séries.

O que fazer depois?

Depois do treino, a pessoa pode retomar normalmente as atividades do dia.

Hidratação e alimentação adequada fazem parte de uma rotina saudável.

O sono também é importante para a recuperação.

O Guia de Atividade Física para a População Brasileira destaca que sono e alimentação adequados são importantes para quem pratica atividade física.

Quem nunca treinou pode começar em casa?

Pode começar com atividades simples e progressivas.

O próprio Ministério da Saúde recomenda iniciar aos poucos quando a pessoa ainda não alcança as recomendações de atividade física e experimentar diferentes tipos de atividade para encontrar aquelas de que gosta.

Isso vale também para exercícios de força.

Não é preciso reproduzir um treino avançado encontrado na internet.

Começar com movimentos básicos pode ser suficiente para aprender a controlar o próprio corpo.

Quando procurar orientação profissional?

Quem tem dúvidas sobre como executar determinado exercício pode procurar orientação de um profissional de Educação Física.

Isso é especialmente útil para quem pretende montar uma rotina estruturada ou aumentar progressivamente a dificuldade.

Pessoas com condições de saúde específicas também podem precisar de orientação individualizada de profissionais de saúde antes de aumentar a intensidade das atividades.

O segredo é progredir aos poucos

Treinar força em casa não significa improvisar uma sequência exaustiva de exercícios.

Uma rotina simples pode trabalhar diferentes movimentos sem equipamentos.

O praticante pode começar com versões mais fáceis, aprender a execução e aumentar gradualmente a dificuldade.

Agachamentos, flexões adaptadas, elevação de quadril, panturrilhas e pranchas são apenas alguns exemplos.

O mais importante é adequar os exercícios ao nível atual e criar uma rotina que possa ser mantida.

Para quem não tem equipamentos ou não quer ir à academia, o próprio peso do corpo já pode ser um ponto de partida para começar a trabalhar força em casa.

Consultora de wellness do Olimpíada Todo Dia. Profissinal de educação física, fundadora do Yoga Para Atletas, co-fundadora do Rachão Basquete Feminino, criadora de conteúdo do A Quadra É Delas e personal training

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