O magnésio é um mineral onipresente no corpo humano: ajuda a transmitir impulsos nervosos, participa da contração e relaxamento muscular e auxilia na formação dos ossos e dentes. É, portanto, fundamental para o funcionamento do coração, para o controle da glicemia e para a síntese de proteínas. Quando o consumo fica abaixo do recomendado – entre 310 e 420 mg por dia, dependendo da idade e do sexo – podem surgir sintomas como irritabilidade, cansaço e câimbras.
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Pesquisas mostram que níveis adequados de magnésio ajudam a regular os ritmos circadianos, promovem relaxamento muscular e melhoram a qualidade do sono. O mineral também é peça-chave na função cerebral, na regulação do humor e na resposta ao estresse, por isso, uma dieta rica em magnésio pode contribuir para mais serenidade e bem-estar.
Por que o magnésio influencia humor e sono?
O sistema nervoso depende de uma distribuição equilibrada de minerais para funcionar. O magnésio desempenha um papel importante na transmissão de impulsos entre neurônios e na liberação de hormônios e neurotransmissores relacionados ao relaxamento, como serotonina, dopamina e GABA. Em níveis adequados, ele ajuda a controlar a resposta ao estresse, a melhorar o foco e a promover resiliência emocional. Quando combinado a um intestino saudável — outro benefício do magnésio, pois ele regula os movimentos intestinais e influencia o eixo intestino-cérebro — o mineral contribui para uma sensação de bem-estar mais ampla.
Durante a noite, o magnésio participa da regulação dos ritmos circadianos e do relaxamento muscular, facilitando a transição para o sono. Estudos sugerem que mulheres na menopausa, por exemplo, se beneficiam do consumo do mineral para combater distúrbios do sono. Entretanto, é importante notar que o magnésio não é um “remédio milagroso”: ele atua em conjunto com hábitos saudáveis, como alimentação balanceada, prática de atividade física, boa higiene do sono e conexão social.
Sete alimentos ricos em magnésio
O melhor jeito de obter magnésio é pelas refeições. Uma porção diária de alimentos ricos no mineral supre as necessidades e oferece outros nutrientes importantes, como fibras e antioxidantes. Confira sete opções fáceis de incluir no cardápio:
- Sementes de abóbora, gergelim e linhaça – São concentradas em magnésio e também fornecem gorduras boas, como ômega‑3. Duas colheres de sopa por dia podem ser adicionadas a saladas, iogurtes ou shakes.
- Castanhas e nozes – Amêndoas, castanha‑do‑pará, avelãs e pistache são fontes de magnésio e de vitamina E, que tem ação antioxidante. Por terem alto teor calórico, consuma um punhado (cerca de 30 g) diariamente.
- Folhas verdes escuras – Espinafre, couve, acelga e agrião concentram magnésio por conta da clorofila. Podem ser refogadas, usadas em sucos verdes ou saladas.
- Leguminosas – Lentilha, feijão e grão‑de‑bico fornecem magnésio, proteínas vegetais e fibras. Cozinhe porções maiores e congele para facilitar o consumo ao longo da semana.
- Grãos integrais e cereais – Arroz integral, aveia, quinoa, farelo de trigo e centeio são boas fontes do mineral. Prefira versões menos processadas para preservar os nutrientes.
- Frutas como banana e abacate – Essas frutas são ricas em magnésio, potássio e vitaminas. A banana ainda fornece triptofano, precursor da serotonina, reforçando o efeito de relaxamento.
- Chocolate amargo – O cacau tem magnésio e compostos antioxidantes. Para aproveitar os benefícios, escolha chocolate com teor de cacau acima de 70% e consuma com moderação.
Outros alimentos que contribuem para a ingestão do mineral incluem peixes como salmão e merluza, vegetais como brócolis e abóbora, tofu, leite e iogurte.
Como incluir magnésio no dia a dia
Para se beneficiar do magnésio, varie as fontes ao longo da semana: adicione sementes e castanhas à granola matinal, inclua legumes e leguminosas no almoço e use folhas verdes em saladas e sucos. Troque pães e massas refinados por versões integrais e prepare snacks com frutas e castanhas. Por conta da alta biodisponibilidade, esses alimentos ajudam o corpo a absorver o mineral de forma gradual e eficiente. Além disso, beber água e cuidar da saúde intestinal favorecem a assimilação de nutrientes.
É importante evitar suplementos indiscriminados. O excesso de magnésio em cápsulas pode causar diarreia e desconforto gastrointestinal. Para saber se há necessidade de suplementação, busque um médico ou nutricionista: esse profissional avalia o consumo diário, a condição de saúde, identifica possíveis deficiências e elabora um plano alimentar adequado.
Quando é necessário procurar orientação
Mesmo que a maioria das pessoas consiga suprir o mineral pela alimentação, há grupos que merecem atenção especial: gestantes, idosos, pessoas com doenças gastrointestinais ou que fazem uso de medicamentos que interferem na absorção podem precisar de ajustes na dieta. A deficiência de magnésio é relativamente comum: estudos brasileiros mostram que cerca de 70% dos adultos não atingem a ingestão recomendada. Efeitos como fadiga, câimbras frequentes, apatia e dificuldades para dormir podem ser sinais de alerta. Nesses casos, a consulta com um profissional de saúde é essencial para avaliar o quadro e indicar as melhores estratégias.
Cuidar do humor e do sono é mais simples quando as bases da alimentação estão sólidas. Ao integrar alimentos ricos em magnésio com hábitos saudáveis, como atividade física e bons períodos de descanso, você cria condições para que o corpo e a mente trabalhem em sintonia. Mantenha a variedade no prato e respeite as suas necessidades individuais: equilíbrio e moderação são aliados poderosos na busca por bem-estar.