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Brasil tem time para vencer a Itália? Pós-jogo projeta semifinal da VNL



Após a virada sobre o Japão, equipe do OTD analisa os caminhos do Brasil diante das atuais campeãs olímpicas, mundiais e da Liga das Nações



O Brasil está entre as quatro melhores seleções da VNL feminina de 2026. Depois de vencer o Japão por 3 sets a 1, de virada, a equipe comandada por José Roberto Guimarães terá pela frente a Itália na semifinal. Mas a seleção brasileira tem time para superar as favoritas? O pós-jogo do Olimpíada Todo Dia analisou as possibilidades brasileiras no confronto.

A vitória sobre o Japão veio com parciais de 24/26, 25/22, 25/16 e 25/20. O Brasil começou a partida com dificuldades no saque e perdeu o primeiro set, mas cresceu a partir da segunda parcial. A classificação foi confirmada com um ace de Julia Bergmann.

No vídeo, Fernando Gavini, Rafael Zito e Gabriel Gentile analisam a reação brasileira, os destaques individuais e os ajustes necessários para enfrentar a Itália. As italianas avançaram à semifinal depois de derrotarem a Holanda por 3 sets a 0.


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Julia Bergmann e Ana Cristina comandam virada

Ana Cristina foi a maior pontuadora da partida contra o Japão. A ponteira marcou 30 pontos, sendo 25 de ataque, três de bloqueio e dois de saque. Ela também teve participação importante na defesa e sustentou o ataque brasileiro nos momentos decisivos.

Julia Bergmann terminou o confronto com 24 pontos: 20 de ataque, dois de bloqueio e dois aces. Juntas, as duas ponteiras anotaram 54 dos 99 pontos conquistados pelo Brasil.

O desempenho das duas foi determinante para a virada, mas também levantou uma preocupação para a semifinal. A Itália tem um bloqueio mais alto e poderá concentrar sua marcação nas principais atacantes brasileiras caso o jogo fique previsível.

Rosamaria também teve papel importante. A oposta marcou 12 pontos e ajudou o Brasil a assumir o controle da partida no terceiro set. Roberta, por sua vez, teve destaque na distribuição e no sistema defensivo.

Brasil precisa envolver as centrais

Um dos principais pontos levantados no pós-jogo foi a necessidade de utilizar mais as centrais diante da Itália. Lorena, Diana e Luzia receberam poucas bolas ao longo da partida contra o Japão, enquanto a maior parte das ações ofensivas ficou concentrada nas extremidades.

Luzia entrou durante o confronto e terminou com sete pontos, quatro deles em bloqueios. A central ganhou espaço depois das dificuldades de Lorena no fundamento e pode aparecer entre as titulares na semifinal.

Contra a Itália, acionar Diana e Luzia será importante para movimentar o bloqueio adversário. Caso as italianas consigam antecipar que a maioria das bolas irá para Ana Cristina ou Julia Bergmann, o Brasil poderá enfrentar dificuldades para colocar a bola no chão.

O saque também será uma arma decisiva. A seleção brasileira começou mal contra o Japão, mas aumentou a pressão ao longo do jogo. Para reduzir as opções da levantadora Alessia Orro, o Brasil precisará quebrar a linha de passe italiana e tornar o ataque adversário mais previsível.

Antropova lidera ameaça italiana

A Itália chega à semifinal como atual campeã olímpica, mundial e da VNL. Na vitória por 3 a 0 sobre a Holanda, Ekaterina Antropova foi a maior pontuadora italiana, com 16 pontos.

Além da potência no ataque, Antropova apresenta um dos saques mais perigosos da competição. A Itália ainda conta com Paola Egonu como alternativa para a posição de oposta, o que aumenta o número de soluções disponíveis para o técnico Julio Velasco.

Myriam Sylla, Sarah Fahr e Anna Danesi também estão entre os nomes que exigirão atenção do bloqueio e da defesa brasileira. A profundidade do elenco faz a Itália entrar como favorita, mas o Brasil já mostrou nesta VNL que pode competir contra as campeãs.

Na fase preliminar, a seleção brasileira venceu a Itália por 3 sets a 2, em Brasília. O reencontro, porém, acontece em um cenário diferente, com vaga na decisão em jogo.

Brasil tem time para vencer?

O pós-jogo do OTD aponta que o Brasil pode desafiar a Itália, mas precisará apresentar uma atuação mais equilibrada. Ana Cristina e Julia Bergmann terão novamente grande responsabilidade no ataque, enquanto Roberta terá de distribuir melhor as jogadas e envolver as centrais.

A seleção também precisa pressionar no saque, organizar o sistema defensivo contra Antropova e aproveitar as oportunidades de contra-ataque. A Itália é favorita, mas o Brasil chega embalado pela reação diante do Japão e já garantiu presença na disputa por medalhas.

A semifinal será disputada no sábado (25), ainda com horário a definir. Ou será às 5h ou será às 8h30.

A cobertura da VNL 2026 no Olimpíada Todo Dia é realizada em colaboração com a Volleyball World. Todos os jogos da competição são transmitidos ao vivo e com imagens pela VBTV. O público pode usar o cupom 10OLIMPIADA para obter desconto na assinatura.hb vc

Fundador e diretor de conteúdo do Olimpíada Todo Dia Jornalista esportivo desde 1997 com experiência em coberturas de Jogos Olímpicos, Copas do Mundo, Mundiais, Jogos Pan-Americanos e muito mais. Teve passagens por ESPN, Portal Terra, TV Gazeta, Gazeta Esportiva, Agora São Paulo e Agência Estado

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