Siga o OTD

Vôlei

 

Zé Roberto valoriza pódio, mas garante: “Busca pelo ouro é incessante”



O técnico Zé Roberto Guimarães valorizou a permanência do Brasil no pódio, analisou o que faltou na final da VNL diante da Turquia e explicou a decisão de preservar atletas contra a Tailândia



Zé Roberto valorizou a prata do Brasil e reforçou a busca pelo primeiro título da VNL, Los Angeles, LOVB vôlei
Zé Roberto valorizou a prata do Brasil e reforçou a busca pelo primeiro título da VNL (Foto: FIVB/Divulgação)

A medalha de prata não diminuiu a ambição de José Roberto Guimarães após mais uma campanha do Brasil no pódio da Liga das Nações (VNL) de vôlei feminino. No desembarque da seleção no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, nesta terça-feira (28), o treinador afirmou que a busca pelo primeiro título brasileiro na competição continuará de forma “incessante”. Em entrevista ao repórter Rafael Zito, do Olimpíada Todo Dia (OTD), Zé Roberto valorizou a campanha construída mesmo diante dos desfalques. O técnico, porém, deixou claro que o objetivo permanece chegar ao lugar mais alto.

“A gente tem que pensar sempre em pódio, mas a nossa busca incessante é por uma medalha de ouro”, afirmou Zé Roberto, que fez um balanço da participação do Brasil na VNL. “Agora, fazendo um balanço, acho que a seleção foi bem. Ela teve bons momentos, teve momentos que deu uma caída, mas conseguimos treinar bastante, jogar contra algumas das melhores seleções do mundo. Vencemos jogos importantes. Conseguimos vencer a Itália, campeã do mundo e campeã olímpica, mas perdemos o último jogo contra a Turquia. A participação do Brasil foi boa e a gente se manteve no pódio”, completou o treinador.

Assista à entrevista com José Roberto Guimarães

Ver essa foto no Instagram

Um post compartilhado por Olimpíada Todo Dia (@otd_oficial)

Mais sobre VNL

Brasil mantém presença entre os melhores

O Brasil conquistou sua quinta medalha de prata na VNL feminina. A seleção terminou em segundo lugar após perder a final para a Turquia por 3 sets a 1. A campanha teve obstáculos desde o início. A ponteira e capitã Gabi não conseguiu participar da competição, enquanto a oposta Tainara e a central Julia Kudiess sofreram problemas físicos, se lesionaram durante o torneio. Já a líbero Nyeme também não permaneceu com o grupo durante toda a VNL, atuando somente na primeira semana, em Brasília, no Brasil, e depois se ausentando por questões de maternidade. Ainda assim, o Brasil avançou à fase final da VNL, eliminou o Japão nas quartas de final e superou a Itália na semifinal.

“Foi uma campanha bastante difícil. O problema todo é que hoje a gente tem pouco tempo pra treinar, pois diminuíram o número de campeonatos e jogos. Sempre falo que, antigamente, a gente fazia quarenta jogos por ano. Hoje a gente faz vinte, então a gente precisa fazer que a seleção jogue junta. O ciclo olímpico não são só esses campeonatos anuais e a gente sabe que a Gabi é boa, que fulana é boa, mas a gente precisa que elas joguem juntas, pois elas jogam em clubes diferentes. A expectativa era contar com a Gabi, mas acabou que a gente não pôde contar com ela durante toda VNL, o que foi um pecado grande”, analisou Zé Roberto.

O treinador também lamentou as demais ausências. “Nós tivemos o problema da Tainara, que foi uma contusão que ela tinha tido no clube e foi reincidente. Depois, aconteceu a fatalidade da Julia (Kudiess) que acabou desfalcando muito o time. Uma perda muito grande, porque a Julia vinha numa crescente, sendo a melhor bloqueadora da competição, fazendo uma VNL maravilhosa. Por fim, teve a Nyeme, que também participou da primeira semana e depois teve que cuidar da filha porque não consegue ficar muito longe. Então coisas que a gente vive no nosso dia a dia”, finalizou sobre o tema.

O que faltou na final

Zé Roberto discordou da avaliação de que o saque brasileiro não conseguiu pressionar a linha de recepção da Turquia. Segundo ele, o principal problema apareceu na sequência das jogadas. “A gente conseguiu quebrar bastante a recepção da Turquia. O problema foi que o nosso bloqueio não funcionou como vinha funcionando”, analisou. Para o treinador, o sistema defensivo também não apresentou o mesmo rendimento da semifinal contra a Itália. “O sistema defensivo não jogou como havia jogado contra a Itália. Muitas bolas passaram pelo meio e outras passaram pela mão de fora do bloqueio”, explicou.

A oposta Melissa Vargas marcou 33 pontos e liderou a equipe turca na decisão. Zé Roberto afirmou que a comissão técnica esperava uma produção ofensiva elevada da oposta, mas o Brasil não conseguiu conter o restante do ataque adversário. “A Vargas, a gente sempre coloca mais de 20 pontos na conta dela. Ela fez 33”, comentou. Apesar da frustração com o resultado, o treinador reconheceu a superioridade da adversária na etapa decisiva. “Elas mereceram ganhar e jogaram bem. A Turquia mereceu o título porque foi melhor nessa fase final”, declarou.

Desgaste após a semifinal

O Brasil precisou de cinco sets para eliminar a Itália na semifinal. Na outra chave, a Turquia venceu a China por 3 a 0 e chegou à decisão com um desgaste menor. Zé Roberto considera que essa diferença também influenciou o desempenho das equipes na final. “A partida contra a Itália foi muito desgastante, não tenho a menor dúvida. A Turquia não teve tanto desgaste contra a China e ganhou por 3 a 0 de uma forma mais tranquila”, afirmou.

Mesmo diante do desgaste, o Brasil venceu o primeiro set da decisão e permaneceu próximo da adversária nos seguintes. A Turquia, no entanto, conseguiu aproveitar melhor os momentos decisivos.

Por que o Brasil preservou atletas contra a Tailândia

Zé Roberto também explicou a decisão de reduzir a utilização de algumas titulares na derrota para a Tailândia durante a fase classificatória. Segundo o treinador, atletas apresentaram sinais de desgaste depois da partida contra a Polônia. “Algumas jogadoras tiveram um quadro que nos preocupava. A Ana sentia um pouco a sensibilidade do joelho operado, a Julia Bergmann estava sentindo as costas e a Julia Kudiess apresentava fadiga nas pernas”, relatou.

A comissão técnica decidiu preservar as jogadoras para evitar problemas físicos na sequência da VNL. “Para preservar e não criar um problema no futuro da competição, resolvemos segurá-las”, explicou. Na partida seguinte, contra os Estados Unidos, Julia Kudiess sofreu a lesão que a retirou do restante do torneio. “A gente preservou contra a Tailândia e, depois, aconteceu o acidente com a Julia. Não tem explicação”, lamentou Zé Roberto.

Foco muda para o Sul-Americano

Após a campanha na VNL, a seleção brasileira volta suas atenções para o Campeonato Sul-Americano. A competição será o próximo compromisso do grupo na temporada. Zé Roberto afirmou que o trabalho continuará com o mesmo objetivo: manter o Brasil entre as melhores seleções e transformar a regularidade em título. “Vamos para o futuro e continuar trabalhando. Agora é pensar no Sul-Americano”, concluiu o treinador. O torneio continental garante ao campeão uma vaga nos Jogos Olímpicos de Los Angeles-2028, principal foco do Brasil na temporada de 2026

A cobertura da VNL 2026 no Olimpíada Todo Dia é realizada em colaboração com a Volleyball World. Assine a VBTV para acompanhar jogos, reprises e conteúdos da competição. Use o cupom 10OLIMPIADA. Participe também do VNL Fantasy e do MVP Voting no aplicativo da VBTV e conheça a linha oficial da VNL na Decathlon.

Mais em Vôlei