Tetracampeão da Copa Brasil de vôlei feminino, o Osasco São Cristóvão Saúde está na decisão da edição de 2026 e pode se tornar o maior vencedor de maneira isolada. Nesta sexta-feira (27), as osasquenses superaram o Sesc Flamengo na semifinal em duelo que aconteceu no Ginásio Moringão, em Londrina (PR). A equipe capitaneada pela líbero Camila Brait confirmou vaga na final ao triunfar por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 26/24 e 25/17. Além da classificação do time paulista, o dia ficou pela vitória do esporte na luta contra o preconceito com a liberação de Tifanny para exercer sua profissão.
- Emanuel Rego fala de ouro olímpico, legado e futuro do esporte brasileiro
- 10 anos de OTD, 10 anos que mudaram a história do esporte brasileiro
- Luisa Stefani e Gaby Dabrowski conhecem rivais da estreia no US Open 2026
- Troféu José Finkel tem três novos índices para o Mundial de Piscina Curta
- Jogos da terça movimentam parte de baixo do G8 do Brasileiro Sub-17
SIGA O OTD NO WHATSAPP, YOUTUBE, TWITTER, INSTAGRAM, TIK TOK E FACEBOOK
Na história da Copa Brasil, o Osasco sagrou-se campeão nas edições de 2008, diante do São Caetano; de 2014, contra o Sesi-SP; de 2018, em cima do Dentil/Praia Clube; e de 2025, sobre o Sesi Bauru. Essa foi a primeira vitória osasquense diante do Sesc Flamengo na temporada 2025/26. Nos dois duelos pela fase de classificação da Superliga, o time rubro-negro venceu ambos. No turno, em São Paulo, no Ginásio José Liberatti, as comandadas de Bernadinho ganharam por 3 sets a 0 (25/23, 25/16 e 25/17). Já no returno, no Tijuca, no Rio de Janeiro, o clube rubro-negro repetiu o triunfo em séries diretas: 25/21, 25/17 e 25/22.
As equipes chegaram na semifinal da atual Copa Brasil em situações distintas. O Sesc Flamengo fez 3 a 0 no Paulistano Barueri. Já o Osasco sofreu mais contra o Fluminense, mas ganhou pelo placar de 3 a 2. Finalista, o time osasquense enfrenta na decisão o vitorioso do confronto entre os mineiros Gerdau Minas e Dentil/Praia Clube.
Destaques do jogo
Osasco jogou melhor e se aproveitou das ausências entre as titulares de jogadores importantes do Sesc Flamengo. Ainda sem estarem em 100% de suas condições, a ponteira estadunidense Simone Lee e a líbero Laís não iniciaram a partida. A atacante estrangeira ainda chegou a aparecer no final do segundo set e durante o terceiro, mas longe de ajudar como tem feito na temporada. Sem nenhuma culpa nisso, o time osasquense se impôs em quadra e ganhou do rival em pontos em todos os fundamentos. Camila Brait e suas companheiras venceram em ataques (48 a 32), bloqueios (7 a 5) e aces (5 a 4).
No cenário individual, a maior pontuadora do Osasco e da partida foi a oposta argentina Bianca Cugno, com 23 acertos. Ela também foi eleita a craque do jogo. Além dela, a ponteira estadunidense Caitie Baird também alcançou dois dígitos na pontuação, com 14, assim como a central Mayhara, que fez dez. Pelo lado do Sesc Flamengo, a central Lorena liderou em bolas no chão com 11, seguida pela oposta Tainara, que ajudou anotando dez. No sistema defensivo, Camila Brait comandou em bolas recuperadas com 14, fundamento que as osasquenses também foram superiores com 58 a 42 em defesas.
Personagem do jogo mesmo antes do mesmo iniciar, Tifanny teve participação discreta, A oposta começou como reserva e só foi utilizada pelo técnico Luizomar em inversões do 5-1, entrando na vaga da levantadora estadunidense Jenna Gray na mesma ação que Bianca Cugno saiu para que a levantadora Marina fosse colocada em quadra.
Liminar do STF libera participação de Tifanny na Copa Brasil
Nesta sexta, a ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar que garantiu a participação de atleta transgênero na fase final da Copa Brasil feminina de vôlei 2026, em Londrina (PR). A decisão suspendeu, de forma provisória, a aplicação de uma lei municipal que proibia atletas trans de competir em eventos realizados em equipamentos públicos da cidade. O pedido foi feito pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), organizadora da competição.
A entidade argumentou que a norma poderia impedir a presença da atleta mesmo ela cumprindo todos os critérios técnicos estabelecidos pelo regulamento esportivo. Também havia risco de punições administrativas, como multa e cassação do alvará do torneio. A ministra destacou a urgência do caso, já que a competição estava prestes a começar, e mencionou precedentes do STF sobre proteção de direitos de pessoas trans e autonomia das entidades esportivas.
Na decisão, Cármen Lúcia determinou que, no caso concreto, a lei municipal não pode ser aplicada ao evento, proibindo qualquer sanção baseada na participação da atleta até o julgamento definitivo. “Defiro em parte a medida liminar (…) para afastar, provisoriamente, a incidência das restrições”, registrou. O processo continuará em análise no STF, com pedido de informações às autoridades envolvidas e parecer da Procuradoria-Geral da República.