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Contra ‘time a ser batido’, Brasil promete ‘lutar até o fim’



Chegou o dia do maior clássico do vôlei feminino mundial da atualidade. Neste domingo (8), o Brasil encara a Itália, às 10h, no Maracanãzinho, pela última rodada da primeira semana da Liga das Nações (VNL)



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Zé Roberto considera uma honra receber a atual campeã olímpica em solo brasileiro (Mauricio Val/FV Imagem/CBV)

Chegou o dia do maior clássico do vôlei feminino mundial da atualidade. Neste domingo (8), o Brasil, segundo colocado do ranking mundial da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, enfrenta em casa, no ginásio do Maracanãzinho, a Itália, melhor ranqueada do momento e atual campeã olímpica. O jogo acontece às 10h (horário de Brasília) e marca o fim da primeira semana da Liga das Nações para as seleções que atuaram na etapa do Rio de Janeiro. Os dois selecionados seguem invictos na competição, ambos com campanhas iguais: três vitórias e oito pontos. As italianas estão em segundo e as brasileiras aparecem em terceiro.

‘Uma honra receber a Itália”

Tricampeão olímpico nas edições de Barcelona-1992, com o masculino, e Pequim-2008 e Londres-2012, com o feminino, o técnico Zé Roberto Guimarães terá pela frente na última rodada da primeira semana da Liga das Nações as atuais medalhistas de ouro do megaevento. “Agora é a Itália, atual campeã olímpica. É uma honra receber a Itália com todas as jogadoras que ganharam a Olimpíada, nem todas, mas uma grande parte”, afirmou o treinador da seleção brasileira ao Olimpíada Todo Dia (OTD). Ele soma também uma prata em Tóquio-2020 e um bronze em Paris-2024, ambas no feminino.

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Zé Roberto acredita que esse encontro com a Itália pode mensurar o estágio dos times. “Ter Paola Egonu, Antropova, Danese, Fahr, depois a gente tem a Sylla, Orro, De Gennaro, que para mim é a melhor líbero do mundo hoje, então, jogar contra elas, com a qualidade que elas têm, vai ser muito importante, até porque serve como parâmetro para gente para sabermos como é que elas estão tecnicamente, taticamente, o que vão nos proporcionar, o que vai acontecer no jogo, para gente também poder cada vez mais entender no nível que elas estão para gente poder chegar”, concluiu o técnico.

Confiança em alta

Ana Cristina está alta neste começo da Liga das Nações pelo Brasil. A ponteira tem sido a bola de segurança da levantadora Macris e a responsável por colocar nos chão as bolas mais importantes nos contra-ataques. Após três triunfos, a jogadora destaca a confiança que o Brasil chega para enfrentar a Itália. “Jogar contra a Itália é sempre um jogo muito difícil, a gente sabe da qualidade que elas têm, mas pelo jogo de ontem deu para perceber o quanto nós somos guerreiras, o quanto o nosso grupo tem funcionado, apesar dos altos e baixos”, disse a atleta ao OTD.

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A ponteira de apenas 21 anos pede alguns ajustes, mas continua com a confiança em alta. “A gente precisa ainda ajustar algumas coisas, mas vamos confiantes, assim como nós viemos ontem, quando nos recuperamos de talvez termos perdido set, pontos e conseguimos voltar com tudo. Então, a gente leva essa vitória como uma confiança a mais para o jogo contra a Itália”, complementou Ana Cristina. Ela é, no momento, com 57 pontos no total, a terceira colocada na lista de pontuadoras. A brasileira está atrás apenas das opostas Brayelin Martinez, da República Dominicana, 73, e Stysiak, da Polônia, 58.

‘Lutar até o fim’

O compromisso diante das italianas já era considerado, antes do começo da Liga das Nações, como o mais difícil para o Brasil na primeira semana. Enfrentar as atuais campeãs olímpicas nunca é fácil, mas as brasileiras prometem deixarem tudo em quadra. “A gente sabe que é um nível de voleibol muito alto e que elas têm muita qualidade. O time precisa manter a cabeça o tempo todo no jogo, seguir taticamente o que está sendo pedido e manter a energia lá em cima, saber que o voleibol é jogado até o último ponto, não tem jogo perdido, não tem set perdido”, afirmou Macris ao OTD.

“É importante usar todas as oportunidades como crescimento e aprendizado. Sim, cada jogo tem seus desafios diferentes e esse vai ser mais um desafio, mais um jogo em que a vitória é muito importante e, mais do que isso, para o processo de construção. Então, é ter paciência, utilizar todas as oportunidades possíveis para que a gente se fortaleça, melhore nossa comunicação, nosso entrosamento e entenda que o jogo só vai terminar quando a última bola cair e que a gente vai lutar até o fim”, concluiu a capitã da seleção brasileira na ausência de Gabi.

‘Time a ser batido’

A linha de recepção de um time ou seleção de voleibol conta com três jogadoras, sendo duas ponteiras e uma líbero. No Brasil, Julia Bergmann é a ponta com mais responsabilidades no passe para que Ana Cristina atue um pouco mais solta para o ataque. Desta forma, ela divide mais espaço na quadra com a líbero Laís, que está lá exclusivamente para recepcionar os serviços e efetuar defesas. As duas atletas que são primordiais para o equilíbrio da seleção brasileira também opinaram sobre o enfrentamento contra as italianas.

“Bom, é o time a ser batido, as atuais campeãs olímpicas, as melhores do mundo num time só, então a gente sabe que vai ser difícil, mas acredito muito na nossa equipe. Acredito que a gente vai atacar alto no bloqueio delas e vai defender tudo. Porém, igual eu já falei, temos que entrar focadas desde o começo e jogar ponto por ponto”, disse Julia Bergmann ao OTD. “Acho que do outro lado tem sempre jogadoras de muita qualidade, mas a gente não pode esquecer que do nosso lado também tem. Então, será um grande jogo. É um clássico do voleibol e espero que seja uma boa partida para nós”, disse Laís.

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