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‘Me sinto confiante para ir lá e atacar’, afirma Ana Cristina



Principal jogadora do Brasil neste começo de Liga das Nações de vôlei feminino, Ana Cristina não foge da responsabilidade de decidir no ataque



ANA CRISTINA COMEMORA PONTO EM PARTIDA CONTRA A ALEMANHA PELA LIGA DAS NAÇÕES DE VÔLEI FEMININO
Ana Cristina foi a principal pontuadora do Brasil nos três primeiros jogos da VNL (Volleyball World)

Pelo terceiro jogo seguido, os três do Brasil na primeira semana de Liga das Nações, etapa no Rio de Janeiro, Ana Cristina terminou como a maior pontuadora do time e do jogo. Ela liderou em acertos contra República Tcheca, com 16, Estados Unidos, 20, e, de novo, no duelo vitorioso com a Alemanha, marcando 21.

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Com 57 pontos no total, Ana Cristina é a terceira colocada na lista de pontuadoras, atrás somente das opostas Brayelin Martinez, da República Dominicana, 73, e Stysiak, da Polônia, 58. Apesar de em alguns momentos parecer estar sobrecarregada, a jogadora assume a responsabilidade.

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“Acredito que faz parte. Foi um jogo que estava mais cansada por conta dos dois primeiros, mas o importante foi muito o grupo, que jogou muito unido. Eu senti muito essa força vindo das meninas, tentei ajudar da maneira que pude e hoje eu entendo que, talvez, eu seja a menina que vai receber um pouco mais de bola. E, mesmo nos momentos, por exemplo, que fui bloqueada no 24-23, me sinto confiante para ser essa menina, para ir lá e atacar, independente de quem estiver no bloqueio e de me recuperar para o próximo set e ir mais forte na próxima bola”, afirmou Ana Cristina ao Olimpíada Todo Dia (OTD).

‘Abraçando a oportunidade’

A líbero Laís tem sido presença frequente nas listas de convocadas do técnico Zé Roberto Guimarães. No entanto, ela sempre foi preterida por Nyeme e Natinha. Sem as duas, por motivos distintos, a defensora que atua pelo Sesc RJ Flamengo ganhou sua primeira oportunidade como titular nesta etapa da Liga das Nações disputada no Maracanãzinho. A jogadora iniciou e ficou em quadra até o fim nos três jogos em que o Brasil saiu vitorioso. Nyeme está fora da seleção brasileira porque engravidou e teve sua primeira filha. Já Natinha pediu dispensa por questões pessoais.

“Acho que os resultados falam por si. É um grupo que teve até um curto tempo para se preparar e, mesmo assim, vem colhendo bons resultados. A Alemanha era um time que fez amistosos e tal, e a gente conseguiu hoje mais um bom resultado. Apesar de altos e baixos, o grupo saiu com a vitória e é isso que importa, é isso que mostra a força do time”, disse. “E é o que eu falo em todas as entrevistas, é uma posição muito bem servida. Eu estou tendo essa oportunidade agora, estou abraçando, estou dando tudo o que eu posso, então, o caminho é esse mesmo, o trabalho está sendo feito”, completou Laís ao OTD.

Resiliência e ensinamentos

A capitã Macris, mais experiente da seleção brasileira com 36 anos, e a ponteira Julia Bergmann, também analisaram o triunfo do Brasil. “Saber sair dessas situações é a coisa mais difícil do vôlei. É você sair desses altos e baixos e ter essa consistência. Mas ensinou muita coisa aí para a gente, para o jogo de amanhã, para o resto da VNL. Ensinou que a gente tem que entrar focada desde o começo, e, se a gente perder um set, a gente tem que entrar com energia no próximo set para ganhar o próximo set e o jogo”, destacou a ponteira.

“A gente sabe que depois de dois jogos muito fortes para a gente, e vindo esse terceiro com um 3 a 2, a exigência física e mental é muito grande. Então, realmente manter essa tranquilidade no jogo, manter a cabeça no lugar, ter essa resiliência foi importantíssimo. Portanto, é crescimento, é oportunidade de a gente melhorar e se fortalecer, então é ter essa paciência, porque o grupo todo está aí para ajudar, tem qualidade para isso e é isso que a gente vai buscar, crescer a cada dia”, destacou Macris, capitã na ausência de Gabi, que teve férias prolongadas devido à desgastante temporada europeia de clubes.

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