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Tóquio 2020

Em ritmo de treino, Brasil passa em 1º com 100% de aproveitamento e agora encara as russas nas quartas

Seleção brasileira passa fácil pelo Quênia e se classifica em primeiro do grupo; adversária é a Rússia, velha conhecida nas quartas de final

(Wander Roberto/COB)

Em ritmo de treino, Brasil passa em 1º com 100% de aproveitamento e agora encara as russas nas quartas

Cinco jogos, cinco vitórias. Essa foi a campanha da seleção brasileira de vôlei feminino na fase de grupos dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020. Na manhã dessa segunda-feira (2), o Brasil venceu o Quênia por 3 sets a 0 (25/10, 25/16 e 25/8) e se classificou em primeiro lugar do grupo A com 100% de aproveitamento.

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O jogo foi o último de toda a fase de grupos e determinou a classificação final dos dois grupos. O Brasil venceu o A com 5 vitórias em 5 jogos. A Sérvia ficou em segundo (4V e 1D), seguida da Coreia do Sul e da República Dominicana (classificadas para o mata-mata), Japão e Quênia (eliminados).

O time comandado por José Roberto Guimarães venceu as suas quatro partidas na competição. Os triunfos foram construídos diante Coréia do Sul (3 sets a 0), República Dominicana ( 3 sets a 2) e Japão (3 sets a 0). O último deles veio diante da Sérvia (3 sets a 1).

Classificação final e confrontos

No outro grupo, considerado o ‘da morte’, dois grandes jogos. ocorreram hoje Os Estados Unidos venceram a Itália no tie break e jogaram a responsabilidade em cima do Comitê Olímpico Russo diante da Turquia. Uma vitória por 3 sets a 0 ou 3 a 1 garantiria as russas na primeira colocação. O resultado foi justamente o oposto. As turcas triunfaram por 3 sets a 2, passaram em terceiro lugar e jogaram as adversárias para quarto, colocando-as no caminho do Brasil. A China, considerada uma das favoritas, terminou em 5º, uma posição a frente da Argentina. Ambas estão eliminadas dos Jogos Olímpicos de Tóquio.

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As americanas passaram em primeiro e enfrentarão a República Dominicana, quarta colocada do grupo brasileiro. Vale lembrar que as atuais campeãs da Liga das Nações estarão do outro lado da chave mata-mata, podendo cruzar com o Brasil somente na final. Em segundo lugar do grupo B ficou a Itália.

Após a conclusão de todos os jogos, a Federação Internacional de Vôlei fez o sorteio com os segundos e terceiros colocados dos dois grupos. Do lado da chave do Brasil, Turquia e Coreia do Sul se enfrentam e pegam na semifinal o vencedor do duelo brasileiro. Do lado das americanas, Itália e Sérvia farão um grande jogo. Três das seleções apontadas como favoritas ao título estão do outro lado da chave.

Velhas rivais

Brasil e Rússia tem longo histórico no vôlei feminino nos Jogos Olímpicos. Em Atenas 2004, as russas bateram a seleção feminina de virada, com direito a cinco match points salvos no quarto set, que era vencido pelo Brasil por 24 a 19.

No título do Brasil em Pequim 2008, não houve chance de revanche contra as russas. Em 2012, no entanto, a alma brasileira foi lavada. Após uma primeira fase complicada com direito a quase eliminação, o Brasil passou em quarto e enfrentou as rivais, vencendo por 3 sets a 2 em uma das partidas mais espetaculares da história olímpica. A partida fez a seleção embalar, bater o Japão na semifinal e os Estados Unidos na final para garantir o bicampeonato.

O Brasil. venceu fácil o Quênia por 3 sets a 0 e se classificou em primeiro do grupo A com 5 vitórias em cinco jogos. Adversário das quartas será a Rússia
Brasil está invicto no vôlei feminino nos Jogos Olímpicos de Tóquio (Wander Roberto/COB)

O jogo

Uma partida muito tranquila da seleção brasileira. Diante de um adversário tecnicamente inferior, o time comandado por José Roberto Guimarães venceu fácil o primeiro set diante da seleção africana comandada por Luizomar de Moura, técnico do Osasco.

No segundo set, Zé Roberto começou a fazer trocas e o time demorou um pouco a se ajustar. A segunda parcial foi a que teve melhor desempenho das quenianas, que vibravam e sorriam a cada ponto conquistado.

A terceira parcial já contou com o time todo reserva. José Roberto colocou até Ana Cristina, jovem de 17 anos, para atuar. Com grande atuação de Rosamaria e Natália, o Brasil fechou em 25 a 8.

A melhor jogadora em quadra foi Carol, maior pontuadora com 12 no total, sendo 8 de ataque, dois de bloqueio e dois de saque. No lado do Quênia, Chumba foi a maior pontuadora com 8 pontos.

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