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Seis meses após cirurgia, Mayra fala da recuperação e expectativa olímpica

Tóquio 2020

Seis meses após cirurgia, Mayra fala da recuperação e expectativa olímpica

Mayra Aguiar tem voltado aos poucos ao tatame, correndo contra o tempo para buscar sua terceira medalha olímpica em Tóquio

Em outubro do ano passado, a vida de Mayra Aguiar virou de cabeça para baixo. Após sofrer uma lesão no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo durante a Missão Europa, a judoca precisou passar por uma cirurgia no local. E com isso, começou a corrida contra o tempo para poder estar em Tóquio-2020.

Seis meses depois, Mayra Aguiar vem retornado aos poucos ao tatame, mantendo o foco 100% na busca pela sua terceira medalha olímpica, e contou como foi o processo de recuperação desde que soube que precisaria passar pela cirurgia.

“A hora que eu vi que realmente ia ter que operar… eu fiquei bem mal. Foram dois dias que eu me dei para ficar mal. Mas depois que passou, foi só positividade, não tinha tempo para ficar choramingando. Então me coloquei na posição de olhar para frente e acreditar que eu já passei por isso, já tenho experiências com cirurgia e sei o processo. Isso está me ajudando até hoje”, disse a judoca em entrevista à CBJ (Confederação Brasileira de Judô).

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Durante esse período, Mayra optou por se isolar e não assistir às competições da modalidade, respeitando o tempo do seu corpo e tentando manter a cabeça no lugar.

“Desde que eu coloquei o quimono já me senti eu mesma. Lembrei como era, deu até mais força para animar e tudo ficou mais fácil. Vontade não falta, mas sempre administrando esse tempo. A gente não pode brigar com o corpo, o ligamento demora mesmo para cicatrizar… Então estou respeitando isso, mas tudo que eu posso fazer, estou dando o meu melhor e vejo melhora a cada dia”.

Em busca da medalha

Bicampeã mundial e dona de dois bronzes olímpicos, Mayra Aguiar segue correndo contra o tempo para conseguir ir a Tóquio-2020, que seria sua quarta Olimpíada, e buscar a tão sonhada medalha de ouro. E apesar de todos os obstáculos, ela está bastante confiante e, aos 29 anos e bastante experiência, tem conseguido aproveitar o processo.

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“A primeira Olimpíadaque eu fui [Pequim-2008] foi bem dificil, uma pressão gigantesca. Depois que acabou, parecia que tinha saido um peso das minhas costas, mas eu não tinha aproveitado nada. Depois disso falei que nunca mais teria uma sensação ruim de Olimpíada, de nervosismo da forma que foi. E hoje, por pior que esteja a situação, acabei de voltar de cirurgia, a pandemia, eu me sinto bem e feliz indo para a Olimpíada e podendo competir de novo”.

“Estou com vontade de lutar, querendo aquele nervosismo, adrenalinada de quatro em quatro anos. Então estou conseguindo aproveitar esse momento. Por mais abalada que possa ter [ficado], eu estou muito animada e com muita vontade de buscas mais uma medalha na Olimpíada”, concluiu.

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